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Maranhão

MARANHÃO: Conta de US$ 13 mi de filho de Sarney é bloqueada na Suíça

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O governo suíço achou e bloqueou conta de US$ 13 milhões controlada pelo filho mais velho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB). Os depósitos foram rastreados a pedido da Justiça brasileira, por suspeita de que a família do senador tenha remetido ilegalmente dinheiro para fora do Brasil.

Os depósitos estão em nome de uma empresa e eram movimentados exclusivamente por Fernando Sarney, que cuida dos negócios da família no Maranhão. O dinheiro não está declarado à Receita Federal, segundo a Folha apurou.

O bloqueio da conta na Suíça é um desdobramento da Operação Faktor (ex-Boi Barrica), conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Nesse inquérito, Fernando já foi indiciado por formação de quadrilha, gestão financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Recursos no exterior não declarados à Receita caracterizam sonegação de tributos e geralmente são frutos de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Empresas da família Sarney são alvo do fisco e da PF sob a suspeita desses crimes.

O bloqueio determinado pelos suíços ocorreu quando Fernando tentava transferir recursos daquele país para o principado de Liechtenstein, conhecido paraíso fiscal entre a Áustria e a Suíça.

Trata-se de um bloqueio administrativo, adotado preventivamente quando há suspeitas sobre a natureza do dinheiro. Se comprovado que o dinheiro tem origem ilícita, como corrupção ou fraude bancária, o bloqueio passa a ter caráter criminal, e os recursos podem ser repatriados ao país de origem.

Procurado pela reportagem, Fernando disse que não comentaria o assunto. Em 2009, em entrevista ao jornal, ele negou operar contas no exterior.

A Folha também entrou ontem em contato com o escritório do advogado do empresário, Eduardo Ferrão, mas ele não pôde atender a ligação porque estava numa reunião com o pai de Fernando, José Sarney.

Essa é a segunda conta no exterior movimentada por Fernando que foi rastreada pelas autoridades brasileiras e não informada à Receita Federal.

Como a Folha revelou no início do mês, o governo chinês já havia informado o Ministério da Justiça que Fernando transferiu em 2008 US$ 1 milhão de uma conta no Caribe para Qingdao, na China. A ordem foi assinada de próprio punho pelo empresário.

Segundo as autoridades chinesas, os recursos foram creditados na conta da Prestige Cycle Parts & Accessories Limited (uma empresa, pelo nome, de acessórios de bicicleta), exatamente como estava escrito no ordem bancária. Os investigadores brasileiros ainda não sabem qual a finalidade desse depósito.

Tanto no caso da Suíça quanto no da China, as contas não estão diretamente no nome de Fernando, mas no de “offshores” -empresas localizadas no exterior, normalmente em paraísos fiscais. A conta suíça estava registrada em nome de uma empresa chamada Lithia. Fernando consta nos registros da conta como único autorizado a movimentá-la, segundo a Folha apurou.

As autoridades brasileiras aguardam novas informações dos governos estrangeiros para decidir quais passos serão tomados a partir de agora.

A Receita continua a auditoria da família Sarney -as empresas e várias pessoas físicas. A devassa começou em 2008 a partir do trabalho da PF. Os fiscais já detectaram indícios de crimes contra a ordem tributária, como remessa ilegal de recursos para o exterior, falsificação de contratos de câmbio e lavagem de dinheiro.

Na Operação Faktor, a PF interceptou com autorização judicial diálogos e e-mails de Fernando, de familiares e de amigos. Nessas conversas e mensagens, eles tratavam, às vezes em código, de transações no exterior. Numa, o filho de Sarney fala sobre levantar “dois americanos” -US$ 2 milhões, no entendimento da PF.

A movimentação constante de contas ilegais pode caracterizar o que o direito penal define como “crime continuado”. Segundo investigadores do caso, a prática pode justificar uma prisão em flagrante. (Leonardo Sousa e Andreza Matias – Folha de SP)

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Maranhão

IMPERATRIZ: Policial que matou médico é preso

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A Polícia Militar do estado do Maranhão, executou no começo da noite desta terça, 27, a prisão do policial, Adonias Sadda, acusado de matar na madrugada desta segunda, 26, em uma festa do setor Beira Rio, na cidade de Imperatriz, na região Tocantina, Maranhão, o médico Bruno Calaça Barbosa, de 24 anos.

A informação foi oficializada, diretamente pelo secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, “Informo que o soldado Adonias Sadda acaba de ser preso na cidade de Imperatriz. Nesse momento, ele está sendo conduzido para a Delegacia Regional”

Sadda estava escondido em uma casa no bairro Bacuri, próximo ao Colégio Militar Tiradentes, na residência do seu advogado.

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Maranhão

Lençóis Maranhenses na lista de destinos preferidos em junho, ao lado de Maldivas e Tulum

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Os Lençóis Maranhenses estão entre os destinos preferidos pelos brasileiros. O crescimento expressivo nas vendas, em junho deste ano, colocou esse destino lado a lado de rotas como Maldivas e a mexicana Tulum.

As informações são do boletim mensal Dados e Cenários Futuros, divulgado nesta semana, pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), que responde por cerca de 90% das viagens de lazer negociadas no Brasil.

Para o secretário de Estado de Turismo, Catulé Júnior, os dados retratam o que tem sido visto nos atrativos turísticos. “A publicação desse estudo, e de matérias no Estadão e Jornal de Brasília, comprovam o que temos visto, as cidades voltando a receber grande número de visitantes, o turismo retomando, de forma gradual e com a procura de destinos de ecoturismo, sol e mar e seguros”, afirmou.

Com a vacinação contra a Covid-19, na capital maranhense, noticiada nacionalmente – São Luís está com mais de 95% da população adulta imunizada com a primeira dose –, o fato acabou levando viajantes ao estado.


“Isso se torna atrativo para que as pessoas nos visitem. O turismo interno continua muito aquecido, e a ocupação tem ficado na média de 70% com picos que chegam a 100% nos Lençóis Maranhenses e excelente procura nos polos São Luís, Delta das Américas e Chapada das Mesas. O Maranhão já tem praticamente 50% da população vacinada com a primeira dose”, pontuou o gestor estadual.

A quantidade de pessoas vacinadas no destino também entrou para a lista de aspectos considerados pelos viajantes na hora de escolher que lugar visitar. Quando a família Santos decidiu o roteiro destas férias de julho, o Maranhão levou a melhor, por um conjunto de fatores; entre eles, o ritmo da imunização no estado.

“A vacinação, minha e do meu marido, ocorreu em junho. Mas, com dois adolescentes em casa, analisamos as regiões com maior avanço da imunização e com lugares ao ar livre e temperaturas altas. Assim, escolhemos os Lençóis Maranhenses”, conta Cássia Ramos dos Santos, que viajou com o marido, Marcelo, e os filhos, Luana e Marcello. “Ficamos fascinados com a beleza do local. As lagoas são perfeitas, e o pôr do sol, na praia ou nas dunas, é um espetáculo”, afirmou.

Antes de voltar para São Paulo, eles dormiram uma noite em São Luís. Segundo a Secretaria de Estado do Turismo (Setur), a capital tem recebido mais moradores de outras regiões do Brasil. Em junho, 58% dos turistas da cidade saíram do Sul e do Sudeste, enquanto o Nordeste enviou 25% dos visitantes.

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Maranhão

IMPERATRIZ: PM suspeito de matar médico em festa continua foragido

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Policial militar Adonias Sadda segue foragido

O policial militar, Adonias Sadda, principal suspeito de matar o médico Bruno Calaça Barbosa, 24 anos, em uma festa na cidade de Imperatriz, na região Tocantina, estado do Maranhão, na madrugada de segunda, 26, continua foragido.

Segundo o delegado, Praxíteles Martins, as testemunhas estão sendo ouvidas e diligências realizadas para capturar Adonias. Ainda conforme o delegado, outras pessoas envolvidas no delito, serão ouvidas.

O corpo do médico foi levado para velório e sepultamento em Porto Nacional, região central do estado do Tocantins.

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