Connect with us

Maranhão

MARANHÃO: Pesquisa aponta São Luís como a 14ª em desperdício de água potável

Publicado

em

A capital maranhense é a 14ª cidade com mais de 300 mil habitantes com maior percentual de água desperdiçada do Brasil, de acordo com pesquisa do Instituto Trata Brasil. Os dados tomam como base o ano de 2007. Ao todo, 58% da água produzida na capital maranhense não é faturada pela Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema). O estudo foi divulgado em maio.

A pesquisa envolve 79 cidades brasileiras. A que detém o maior percentual de desperdício é Porto Velho (RO). Lá, 76% da água produzida não é faturada. Em São Luís, o Índice de Água Não Faturada (IANF) da Caema é de mais da metade. Ou seja, por ano, só na capital maranhense, mais da metade da água tratada é perdida no caminho entre os reservatórios e os hidrômetros das residências devido aos vazamentos e às ligações clandestinas.

Em números, dos 128.650 km³ de água produzida por ano, apenas 53.653 km³ são faturados. É água demais escorrendo para destinos incertos. Só para se ter uma idéia, para a Caema, cada 1% dos 58% das perdas na cidade equivale aproximadamente a 300 milhões de litros. Assim, em um ano, as perdas são suficientes para encher 1.160.000 caminhões pipa de 15 mil litros cada.

As outras cidades com maior percentual de água desperdiçada conforme o estudo são Manaus (AM), Macapá (AP), Paulista (PE), Olinda (PE), Canoas (RS), Maceió (AL), Cariacica (ES), Jaboatão dos Guararapes (PE), Belfort Roxo (RJ), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Ribeirão Preto. Isso significa que, entre as capitais, São Luís tem o sexto maior nível de desperdício de água do Brasil.

Do outro lado, Pelotas, no Rio Grande do Sul, tem o menor índice de desperdício de água do Brasil. De 31 mil km³ de água produzida, 29,2 mil são faturados. Entram nessa lista das cidades com o menor índice de água desperdiçada Vitória da Conquista (BA), Serra (ES), Franca (SP), Santos (SP), Niterói (RJ), Campinas (SP), Maringá (PR) e Ponta Grossa (PR).

Em média, as perdas nas cidades contempladas pelo estudo são de 43%. “Nenhuma das capitais apresentam perdas em níveis compatíveis às cidades de primeiro mundo ou em até 20%”, pontua o Estudo do Instituto Trata Brasil. “Perda é questão de qualidade de gestão e de operação, significa menos dinheiro no caixa das empresas, menos possibilidade de investimentos e pior prestação de serviço à população”, afirmou Raul Pinho, presidente do Instituto Trata Brasil, no estudo. Pinho foi além. “Em um país que precisa de R$ 10 bilhões por ano para que toda a sociedade tenha acesso a saneamento básico há que se priorizar a eficiência das operadoras e conseqüentemente os investimentos”, descreveu.

Atualmente, conforme dados da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), o índice de desperdício de água na capital maranhense é ainda maior: aproximadamente 60%. “Isso não quer dizer que são perdas físicas de água. Isso não é vazamento de água”, explicou o presidente da companhia, João Moreira Lima.

Ele informou que o grande volume de água não faturado hoje em São Luís é fruto de diversos fatores. Um deles é o desperdício intra-domiciliar, que são os casos dos usuários que não têm hidrômetro e pagam apenas a conta mínima de água ou aqueles em que nem esse mínimo é pago.

A Caema informou também que outro fator de desperdício de água tem uma relação técnica. Por causa da pressão na tubulação, os hidrômetros lêem um volume de água menor que o consumido.

Consumo de água não se limita às necessidades essenciais

População também utiliza líquido para lavar calçadas e carros próprios. Nas ruas, percebe-se claramente que o aumento do consumo de água não se limita ao uso para necessidades essenciais como a ingestão do líquido, a higiene pessoal e preparação dos alimentos. Municiadas de mangueira e água tratada da Caema, as pessoas aproveitam para lavar mais vezes as calçadas, os carros, a rua, colaborando para agravar situação de desperdício. Na manhã do último domingo (6), a equipe de reportagem de O Estado flagrou dois casos de desperdício de água tratada. Na Cohab, um homem estava lavando o chão e a calçada de uma churrascaria. Foi aproximadamente uma hora de mangueira ligada. Já no Anil, outro homem também fazia uma operação semelhante dentro de um bar.

No São Francisco, na rua das Limeiras, na quinta-feira última, um lava a jato funcionava a pleno vapor sem registro do volume de água consumido pelo local. Pessoas próximas ao local afirmaram que o consumo de água é constante e que os proprietários do estabelecimento normalmente deixam mangueiras aberta durante o dia de trabalho. A reportagem não conseguiu manter contato com o proprietário do lava a jato.

Apesar disso, existem alguns bons exemplos. Na avenida 4, do Conjunto Cohab Anil, o proprietário de um lava a jato, Joilson Gomes de Abreu, afirmou que tenta tomar medidas preventivas para evitar o desperdício de água. “Eu ligo as torneiras apenas quando é necessário. Não deixo mangueira ligada aqui, esperando jogar jato d’água no veículo”, explicou. Mas, nesse caso, a consciência tem um viés também econômico. “Ora, quanto mais gasto, mais tenho de pagar para a Caema. Mensalmente, pago entre R$ 190 e R$ 200 de conta de água”, finalizou. (iMirante)

publicidade
FAÇA UM COMENTÁRIO
Atenção: Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: [email protected] que iremos analisar.
1 Comment

Maranhão

IMPERATRIZ: Campanha de Multivacinação acontece entre 01 a 29 de outubro

Publicado

em

A Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS) realiza entre os dias 01 e 29 de outubro a campanha de multivacinação em crianças e adolescentes menores de 15 anos. Objetivo é atualizar as vacinas dos jovens e melhorar as coberturas vacinais para diminuir a incidência das doenças imunopreviníveis. 

O secretário de Saúde, Alcemir Costa, ressalta a importância da imunização para garantir o controle e eliminação de doenças como pólio, rubéola e síndrome da rubéola congênita. “É inadmissível termos registro de doenças que já existem antídotos para preveni-las. Faremos uma campanha voltada à busca ativa das nossas crianças e jovens, disponibilizando todas as vacinas do calendário nacional” – ressaltou. 

Alcemir acrescenta que política de saúde se faz com ações preventivas, e as vacinas são fundamentais nesse processo. Ele explica que para atender a campanha, as 39 Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Imperatriz estão aptas a atender os adolescentes. Ao observar as cadernetas e identificar qualquer vacina em atraso, os pais devem procurar uma dessas unidades para seu filho receber a dose. 

“O horário de atendimento é das 8h às 16h: “Nosso atendimento é até 17h, mas por questão da logística de armazenamento e uso das vacinas, as senhas serão entregues até 16h” – informou a coordenadora de Imunização do Município, Socorro Ribeiro. 

Vacinas disponíveis para campanha:

Vacinas disponibilizadas para crianças: BCG; Hepatite B; Poliomielite 1,2,3 (VIP – inativada); Poliomielite 1 e 3 (VOP – atenuada); Rotavírus humano G1P1 (VRH); DTP+Hib+HB (Penta); Pneumocócica 10 valentes; Meningocócica C (conjugada); Febre Amarela (Atenuada); Sarampo, Caxumba, Rubéola (SCR); Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela (SCRV); Hepatite A (HA); Difteria, Tétano, Pertussis (DTP); Difteria, Tétano (dT); Papilomavírus Humano (HPV); Varicela, pneumocócica 23-valente (Pncc 23*), vacina indicada para população indígena a partir dos cinco anos de idade.

Vacinas disponibilizadas para adolescentes: Hepatite B (HB recombinante); Difteria, Tétano (dT); Febre amarela (Atenuada); Sarampo, Caxumba e Rubéola (SCR); Papilomavírus humano (HPV); Meningocócica ACWY (conjugada); Pneumocócica 23-valente (Pncc 23) vacina indicada para população indígena.

Continue lendo

Maranhão

Operação combate furto de energia em municípios do Maranhão

Publicado

em

Visando apurar denúncias de furto de energia, a Polícia Civil do Maranhão realizou entre os 12 e 18 de setembro, uma ação policial batizada de “Operação Mormaço”, que resultou em seis prisões nos municípios de Colinas e Timon. A ação policial foi deflagrada pela Departamento de Defesa De Serviços Delegados(DDSD) vinculado a Superintendência Estadual de Investigações Criminais(SEIC).

A operação, que contou com o apoio de equipes da Equatorial Maranhão, resultou na inspeção de 12 locais distintos e na lavratura de 6 autos de prisão em flagrante, e na identificação do “fraudador-chefe” responsável pela prática de instalação de dispositivo acionado por controle remoto, oriundo da cidade de Teresina, capital do Piauí, o qual já foi devidamente identificado e será indiciado.

Na cidade de Colinas duas pessoas foram presas em flagrante com irregularidade em residências e  estabelecimentos comerciais. Já o município de Timon, quatro pessoas foram autuadas em flagrante por prática fraudulenta em suas residências nos bairros Vila João Reis; Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Boa Vista e Jóia.

Continue lendo

Maranhão

Policiais penais estavam facilitando entrada de celulares para presos na Penitenciária de Pedrinhas no Maranhão

Publicado

em

Uma operação da Polícia Civil do Maranhão foi deflagrada na manhã desta sexta-feira(24), visando cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva contra alvos investigados de participarem de uma associação criminosa que ofereceria vantagens para presos do sistema prisional de São Luís. Como resultado da ação policial, três pessoas foram presas em São Luís, entra elas, um policial penal.

Segundo as investigações da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção(SECCOR), dois policiais penais e familiares de um deles teriam envolvimento em extorsões praticadas contra presos. Consta que o grupo obteve vantagens financeiras junto a presos para viabilizar a entrada de aparelhos celulares dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, além de influenciarem nos processos de saídas temporárias indevidas. Segundo às investigações, o esquema criminosos se sustentou entre os anos de 2019 e 2021.


Além da prisão de um dos policiais penais, a Polícia Civil do Maranhão também prendeu duas pessoas que seriam parentes do mesmo e que integravam a quadrilha. Após serem submetidos aos processos legais na SECCOR, os presos devem ser recambiados à Unidade Prisional de São Luís.

Continue lendo
publicidade
publicidade Bronze