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quinta-feira, 19 / maio / 2022
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MARANHÃO: Quilombolas se reúnem em São Bento

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Representantes de onze comunidades remanescentes de quilombos do Território Rural Campos e Lagos deliberaram, durante a Oficina sobre demarcação de terras quilombolas, ocorrida no município de São Bento (região da Baixada Maranhense), na quinta (7) e sexta-feira (8), pela realização de um seminário, em setembro. Na oportunidade, serão discutidas as políticas públicas nas comunidades com representantes dos órgãos estaduais, federais, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da sociedade civil. 

A Secretaria de Estado da Igualdade Racial (Seir) convidou a Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Aconeruq) para participar do encontro que foi organizado pelo Instituto Formação – Centro de Apoio à Educação Básica. Ficou definido que o seminário para a discussão de políticas públicas nas Comunidades Quilombolas será realizado dias 29 e 30 de setembro, no município de Viana.

A representante da sociedade civil no Colegiado Campos e Lagos e, também, secretária municipal da Igualdade Racial de Viana, Zulmira de Jesus Santos Mendonça, ressaltou a importância de se traçarem um perfil sócio-econômico das comunidades quilombolas, para que possam exigir a implementação das políticas públicas.

Os quilombolas garantiram que o desenvolvimento da Baixada Maranhense está atrelado a questão fundiária e ao engajamento dos órgãos responsáveis na solução dos problemas existentes.

Na reunião, foi definido um grupo de trabalho que viabilizará a realização do Seminário. A primeira reunião dos representantes do grupo será está semana na sede do Instituto Formação, em São Luís.

A secretária adjunta da Igualdade Racial, Benigna Almeida, disse que é necessário cumprir alguns procedimentos para obter a certificação da Fundação Cultural Palmares como área remanescente de quilombo.  “A Seir, em parceira com a Aconeruq, entidade que desenvolvemos ações conjuntas, nos colocamos à disposição para discutir as questões quilombolas” afirmou.

Reinaldo Avelar, representante da Aconeruq, chamou atenção para a importância da realidade de cada comunidade quilombola, pois as características devem ser preservadas.

Dados de algumas comunidades quilombolas

Os Aroucha (Olinda Nova)

As terras da comunidade Aroucha (Olinda Nova), onde moram 28 famílias, segundo o líder Jean Claudio Penha Gomes, são heranças deixadas pelo avô dele.  A comunidade possui o domínio da terra e não há conflito agrário.

Comunidade de Macajubal (São Bento)

Na Comunidade de Macajubal (São Bento) vivem 80 famílias. As terras são cercadas pelos rios Que Chora, Suzana e Martins, todos preservados. A representante da Associação quilombola Macajubal, Nazaré Ribeiro, informou que as famílias vivem da lavoura, onde trabalham como meeiros pagando de acordo com a quantidade de linhas da roça.

Outeiro de Paulo Macaco (São Bento)

A comunidade Outeiro de Paulo Macaco (São Bento) reúne 80 famílias quilombolas e a Associação de Moradores é regularizada. A presidente da entidade, Martinha Campos disse que eles vivem da lavoura de subsistência. No local existe uma grande pedra que desperta atenção das pessoas que visitam o local.

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