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Maranhão

MARANHÃO: Realizado encontro entre interessados no babaçu

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Na última semana, a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) promoveu um encontro entre estudiosos que pesquisam o babaçu e empresários do ramo, em uma rodada de negócios.

Foi a segunda vez que a instituição reuniu interessados em entender e desenvolver produtos a partir da palmeira, que tem sua maior concentração em terras maranhenses – cerca de 80% dos pés existentes no país estão no Maranhão, segundo estimativas.

“Está na hora do Maranhão assumir sua vocação e de nós pesquisadores, junto com empresários e poder público, começarmos a dar respostas para os gargalos que dificultam sua utilização na indústria”, observa a pesquisadora da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), Maria Nilce Ribeiro.

Para o empresário Marcos Nahuz, os empresários maranhenses estão valorizando mais a parceria com o setor científico. “Queremos constituir grupos que envolvam estudiosos e empresários, na elaboração de pesquisas com valor de mercado, gerando riquezas e o desenvolvimento para o Maranhão”, ressalta. Para ele, isso é possível com a junção da “sede de conhecer dos pesquisadores e da sede de realizar dos empreendedores”.

“A parceria com a academia retira do empresário o ônus de montar e manter laboratórios. Assim, o empresariado pode aproveitar as competências já desenvolvidas nas universidades, definindo prioridades ou linhas prioritárias”, destaca a presidente da Fapema, Rosane Guerra, que, além de gestora da entidade de fomento à pesquisa, estuda o babaçu e já possui três patentes depositadas.

Ação prática

Quando a exportação entrou nos planos da empresa gerenciada por Marcos Nahuz foi preciso comprar máquinas para o processamento básico do babaçu (quebra e retira da amêndoa), matéria-prima dos seus negócios. A aspiração do investidor era fazer o aproveitamento integral desse recurso e obter um material com qualidade competitiva no mercado internacional.

O resultado esperado não foi alcançado e o sonho teve de ser adiado. O problema estava na falta de conhecimento do manejo da palmeira, ainda não entendido totalmente pela ciência. Essa barreira começou a ser rompida, no Maranhão, em ações contínuas de incentivo a inserção de pesquisa e inovação nas empresas.

“Pensei em buscar a parceria de pesquisadores, mas encontrei dificuldades de ter um canal para conversar com o meio científico”, lembra Nahuz.

A Fapema, nos últimos 12 meses, promoveu quatro oficinas de estruturação de Núcleos de Inovação Tecnológica; dez palestras sobre propriedade intelectual; oito workshops de inovação, inclusive no interior do Maranhão; quatro encontros de inovação; e o Primeiro Encontro de Inovação Tecnológica do Maranhão. Foram promovidas 23 orientações para registros de patentes, das quais nove se concretizaram. Em 2009, o Maranhão atingiu a marca recorde de 19 patentes.

Propriedade Intelectual

A diretora do Departamento de Apoio a Projetos de Inovação da Ufma, Gilvanda Nunes, mostrou a diferença entre invento e inovação, em palestra realizada no seminário “Propriedade Intelectual como Instrumento Estratégico de Fomento à Inovação”, promovido, no último final de semana, pela Secretaria de Indústria e Comércio, em parceria com a Fapema, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Maranhão (Sebrae-MA), Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) e Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema).

Invento, de acordo com a professora, acontece quando é encontrada uma nova e não óbvia solução a um problema técnico. Já inovação, que tanto se tem falado, é a transformação de uma invenção em realidade de mercado.

Mas antes de uma invenção chegar ao mercado e gerar riquezas ao país e a seus produtores, há necessidade de alguns cuidados. Se for o caso de invenção, atividade inventiva e de aplicação industrial ou de um modelo de utilidade (quando um objeto de uso prático, ou parte dele, apresenta nova forma ou disposição, que resulte em melhoria funcional no seu uso ou em sua fabricação) o passo a ser seguido é o da patente.

Percurso semelhante se aplica a um desenho industrial (quando é construída uma forma plástica ornamental de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando resultado visual novo e original na sua configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação industrial). “Patentear é uma garantia de mercado; ajuda a reduzir as incertezas de investimentos em pesquisa já que ficará assegurado que terceiros não se apropriem da invenção”, enfatiza Gilvanda Nunes.

O Brasil tem pouca tradição em patentes, representando apenas 0,2% das invenções registradas em todo o mundo. A Lei n° 10.973, de 02 de dezembro de 2004, conhecida como Lei da Inovação foi decisiva para que começasse a ser construído um ambiente propício ao desenvolvimento de pesquisas aplicáveis ao mercado.

Da Fapema destacam-se dois editais: o Pappe-Subvenção Econômica (Programa de Apoio a Pesquisas nas Empresas), desenvolvido em parceria com a Financiadora de Estudos e Pesquisas (FINEP), que irá dispor R$ 500 mil, na segunda rodada, prevista para o início de agosto; e o Programa Rhae – Pesquisador na Empresa, que estimula mestres e doutores a desenvolver ideias para implantação no setor produtivo. As inscrições estão abertas até o dia 10 de setembro, no site da instituição.

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Maranhão

IMPERATRIZ: Com vitória de Braide em São Luís, Josivaldo JP vai assumir cadeira de deputado federal

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A vitória de Eduardo Braide (PODEMOS), para prefeito de São Luís, capital do Maranhão, neste domingo, 29, derrotando Duarte Júnior (REPUBLICANOS), beneficiou também o empresário imperatrizense, Josivaldo JP, que é primeiro suplente de deputado federal pela Coligação PMN/PHS, constituída na eleição de 2018.

A referida coligação acabou elegendo dois deputados federias, Braide e Pastor Gildenemyr, ambos do PMN na época. Braide mudou para o PODEMOS, onde se elegeu prefeito.

Josivaldo JP que acabou se tornando um dos principais interessados na vitória de Braide na capital, vai agora assumir a titularidade do mandato, com a renúncia de Braide, para assumir o comando da Prefeitura de São Luís.

Josivaldo teve 23.113 e disputou a eleição pelo PHS.

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Maranhão

IMPERATRIZ: Imagem inusitada nas Quatro Bocas

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Nesta noite de sábado, 29, uma cena chamou atenção dos frequentadores da região das Quatro Bocas, na cidade de Imperatriz, na região Tocantina, no estado do Maranhão.

Uma mulher foi vista comendo panelada, uma comida tradicional da região, em trajes, digamos, bem à vontade. Depois de comer, a mulher embarcou em um mototáxi e foi embora.

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Maranhão

Flávio Dino solicita antecipação da campanha de vacinação da gripe no Maranhão

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Na última reunião do ano do Conselho Nacional da Amazônia Legal, nesta quinta-feira (26), o governador Flávio Dino solicitou ao presidente do Conselho e vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que seja antecipada a campanha de vacinação da gripe (influenza). 

“No Maranhão começou o período de chuvas e as síndromes gripais começam a aparecer. É muito importante antecipar a vacina da gripe para proporcionar melhores condições operacionais no combate ao coronavírus e à influenza”, disse o governador. 

Meio Ambiente

Na reunião virtual, o governador divulgou ainda que em 2020, o Maranhão apresentou um menor número de queimadas, quando comparado com o ano anterior. “Agora, aqui no Maranhão, as queimadas começam fortemente a declinar. O nosso indicador de 2020 foi menor que o 2019 e ficou abaixo média histórica do Maranhão, no que se refere a queimadas, focos de incêndio”, disse o governador ao ressaltar a atuação do Governo do Estado por meio do Corpo de Bombeiros e secretarias do Meio Ambiente e Agricultura, em conjunto com produtores e agricultores de todo o estado. 

Outro tema abordado durante o encontro foi o Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE). O Maranhão já concluiu todo o zoneamento do Bioma Amazônico e está em fase de execução do bioma Cerrado-Costeiro. “Até meados de 2021 teremos 100% do território com maranhense com o ZEE aprovado em lei na Assembleia Legislativa do Maranhão”, afirmou Dino. 

O governador questionou ainda sobre o repasse de recursos do Fundo da Amazônia e sugeriu a temática da bioeconomia, com maior sinergia entre setor público e o privado. “No Maranhão nós temos muitas possibilidades de arranjos produtivos significativos e ter um PPP da produção, da bioeconomia, seria uma boa oportunidade para geração de trabalho no estado”, finalizou o governador.

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