Trecho da delação de Alexandre Fleury, considerado na investigação com sendo “laranja” nos negócios da família Miranda, disse à Justiça, que Marcelo, Brito e Brito Júnior, possam ter envolvimento no assassinato de três pessoas, além da tortura de outras duas, na disputa pela fazenda Ouro Verde, em São Felix no Xingu, na região de Carajás, no estado do Pará, em 2013.

Alvo da operação da Polícia Federal nesta quinta, 26, o ex-governador do Tocantins Marcelo Miranda, seu pai, Brito Miranda, e seu irmão, Brito Júnior, são suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção que gerou prejuízo de mais de R$ 300 milhões aos cofres público.

“Relata que, apenas por ocasião da colaboração premiada ter-se-ia constatado a possível participação de Marcelo Miranda, Brito Miranda e Brito Júnior, no assassinato de Warlyson Gomes de Sousa, Nerivan Nava Fontinelli e Igor Lázaro de Sousa. No mesmo contexto fático, por ordem e determinação dos representados, aduz que foram mantidos em cárcere privado e, ato contínuo, torturados, Francisco Neto Pereira da Silva e Luciano Ferreira Lima, com o fim de obter informações. Os eventos delitivos ocorreram nas imediações e na própria Fazenda Ouro Verde, em São Félix do Xingu/PA”, diz a decisão judicial.

As investigações sobre o caso mostram que as vítimas haviam sido contratadas por Fleury, que na ocasião já estava rompido com Miranda, para retornar a fazenda. Segundo o documento, houve trocas de tiros entre as vítimas e policiais militares que estavam a serviço da família do ex-governador. A defesa de Miranda diz que as acusações são falsas e que a Justiça Federal de Palmas não tem competência para investigar o crime. Afirmou ainda que o delator Alexandre Fleury é um desafeto do ex-governador Marcelo Miranda e que cabe a ele provar a veracidade dos fatos que narrou.

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