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Tocantins

Marcelo Miranda aguarda posse no Senado

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Sem títuloO ex-governador e senador eleito Marcelo Miranda (PMDB) foi impedido de exercer o mandato de senador para o qual foi eleito em 2010, numa estranha rejeição das suas contas. Marcelo obteve 340.931 mil votos ou 25,41% dos votos válidos naquelas eleições e conquistou a segunda das duas vagas reservadas ao Estado no Senado Federal. O fato pode torná-lo inelegível e sem garantia de legenda para disputar as eleições. Ainda assim ele se mantém como pré-candidato mais bem avaliado na corrida pelo Palácio Araguaia, segundo pesquisas de intenção de voto de institutos insuspeitos que trabalham para o governo.

Nada parece abalar a confiança do eleitor no ex-governador, nem mesmo as informações alardeadas por governistas de que ele é inelegível. Se ainda não tem garantia de que pode ser candidato, situação pior já esteve. O Recurso Contra Ex­pedição de Diploma (Rced) que cassou o seu mandado e o deixou inelegível caiu, foi considerado in­constitucional pelo Tribunal Su­perior Eleitoral (TSE) e não tem mais valor. Se o governador Siquei­ra Campos (PSDB) não corre mais o risco de ter o mandato cassado pe­lo Rced, Marcelo também não po­de mais ser punido por um instrumento jurídico que perdeu sua validade.

Marcelo se mantém confiante. Afirma que será candidato a governador pelo PMDB e revela que so­nha voltar ao Palácio Araguaia para dar continuidade ao projeto de trans­for­mação do Tocantins. O ex-gover­na­dor denuncia que há um rolo compressor do governo para lhe impedir de ser candidato, mas reage com tranquilidade à pressão governista e diz que isso se deve a aceitação po­pular do seu nome. Marcelo Miranda ga­rante que está preparado para a missão e confiante no futuro do Tocantins.

O ex-governador faz duras críticas ao governo Siqueira Campos, que culpou os gestores anteriores pelos problemas encontrados, mas conseguiu piorar a qualidade dos serviços prestados pelo Estado. Marcelo a­ponta a falta de investimentos em o­bras de infraestrutura, como rodovias, recuperação de estradas, melhoria no atendimento a saúde. “O Tocantins vive um caos administrativo inexplicável que fragiliza a atração de empreendedores, o que é grave para um Estado ainda muito dependente dos repasses do governo federal,” questiona o ex-governador, alertando que o Tocantins corre risco de retrocesso por incompetência do governo.

Marcelo ainda precisa resolver pendências jurídicas e acertar divergências internas no PMDB para ter garantia de que será candidato, bem como dispor de uma legenda forte para bancar seu projeto político. Se con­seguir furar o bloqueio do siqueirismo, que tenta tirá-lo da disputa por meio de questionamentos e re­cur­sos na Justiça para protelar decisões, será um candidato quase imbatível.

No meio político seu nome enseja credibilidade. “Para a democracia do nosso Estado seria importante Marcelo Miranda ser candidato”, declara o deputado petista José Roberto Forzani, para quem a presença do peemedebista no processo qualifica o debate. O deputado reforça que o PT tem candidato próprio ao governo e que aliança com o PMDB poderá ficar para o segundo turno. “Não fizemos nenhum debate com o PMDB, e como temos candidato próprio vamos lutar para que o PMDB, desta vez, apoie o nosso candidato”, frisa.

“É um nome forte, decisivo, que já tem uma penetração no contexto estadual muito grande,” comenta o deputado Eli Borges (Pros), que avalia que a supressão de instância no julgamento do processo do ex-governador ajuda muito na definição de sua candidatura. O deputado afirma que a presença do peemedebista na disputa de 2014 reforma a convicção de vitória das oposições.

Eli Borges comenta que o Pros tem compromisso com a candidatura do suplente de senador Ataídes Oliveira, mas que o partido está aberto ao diálogo com outras legendas de oposição com vista à formação de alianças para derrotar o governo. Borges afirma categoricamente que as oposições têm força para vencer o candidato governista e assumir o Tocantins com um projeto popular de desenvolvimento do Estado e aponta o nome do ex-governador como indispensável nesta luta.

“O que eu quero dizer é que o Marcelo Miranda é o nosso governador, não tenho dúvidas da sua eleição. Você veja aí nas pesquisas que ele tem 59% de intenção de voto do nosso povo, 59% da população do Tocantins é Marcelo Miranda, enquanto o seu adversário tem 59% é de rejeição”, observa o deputado Manoel Queiroz (PPS), ao comentar o resultado das pesquisas internas a que teve acesso. Queiroz enfatiza que antes tinha dúvidas da possibilidade de o ex-governador ser candidato, hoje, depois do Rced ser considerado inconstitucional, não tem mais.

“Na realidade precisaríamos ter um esclarecimento maior sobre este processo que envolve o ex-governador Marcelo Miranda do ponto de vista da legalidade da sua candidatura”, observa o deputado José Augusto Pugliesi (PMDB), que avalia que há muitas interpretações conflitantes neste processo e pouca clareza. O deputado fez questão de ressaltar que não se trata de medir a legitimidade popular, mas até que ponto a legalidade não vai influenciar no desenvolvimento da campanha. Ele lembra que recentemente um juiz julgou que o ex-governador não estaria apto sequer para ser presidente de um partido porque em tese trabalha com recursos públicos.

“O mais importante para nós do PMDB é que temos a convicção que vamos eleger o próximo governador do Estado. Natural­mente o ex-governador Marcelo Miranda nunca teve dificuldade nenhuma para ser o candidato a governador. Os únicos questionamentos são de ordem jurídica e naturalmente estão sendo sanadas”, explica o deputado, avaliando que o cenário é altamente positivo para Marcelo Miranda não só disputar as eleições, como vencer o pleito.

Se assumir a cadeira no Senado para o qual foi eleito e não pôde tomar posse, Marcelo Miranda tem condições de mudar radicalmente o cenário político do Estado e se tornar um candidato quase imbatível ao governo. A posse como senador desequilibra a correlação de forças no Congresso Nacional a favor da oposição, que passaria a contar com os três senadores — Marcelo Miranda (PMDB), Kátia Abreu (PMDB) e João Ribeiro (PR) — e pelo menos cinco dos oito deputados federais: Lázaro Botelho (PP), Osvaldo Reis (PMDB), Júnior Coimbra (PMDB), Irajá Abreu (PSD) e César Halum (PRB).

No Senado Marcelo Miranda terá condições de articular politicamente as forças de oposição para contrapor o uso da máquina administrativa pelo governo, diga-se de passagem, um instrumento eficientíssimo de cooptação de prefeitos da oposição. A ascensão de Marcelo encerra o mandato de Vicentinho Alves (SDD), o terceiro candidato ao Senado mais votado que vem ocupando a vaga. O governo perde um dos senadores mais bem articulados em Brasília. A oposição ganha mais um senador.

Para a deputada Josi Nunes (PMDB), a posse de Marcelo Miranda no Senado restabelece a verdade das urnas e devolve o mandato a quem de direito deve exercê-lo. “Marcelo Miranda, eleito pela vontade popular, foi impedido injustamente de exercer o mandato e só agora está conseguindo, o que será uma vitória dele próprio e do PMDB”, discursa a deputada ao avaliar a possibilidade do líder peemedebista ocupar a cadeira para a qual foi eleito.

O deputado Manoel Queiroz avalia que a posse de Marcelo Miranda no Senado fortalece a oposição e o seu projeto político de voltar ao comando do Estado. “Em Brasília, Marcelo Miranda além de lutar por mais recursos para o Estado tem condições de assumir a liderança das oposições no sentido de marcharem unidas com vistas a derrotar o candidato do governo”, aposta o deputado, defendendo a união das oposições.

“Não vejo mais o impedimento do ex-governador Marcelo Miranda de ser candidato. Nós vemos pela manifestação da mais alta corte que ele pode assumir o Senado. Portanto não há mais nenhum impedimento. Depois do julgamento que considerou o Rced inconstitucional quem pegou carona foi o governador atual do Tocantins (Siqueira Campos) por considerar que é o mesmo (caso do) processo da governadora do Maranhão (Roseana Sarney) e também o do Marcelo Miranda, portanto está livre, desimpedido”, discursou o deputado Manoel Queiroz, que se diz convencido que Marcelo Miranda será o próximo governador do Tocantins.

Por que o nome do ex-governador é lembrado como a melhor opção para comandar o governo do Estado por um segmento tão significativo da sociedade tocantinense? Em primeiro lugar pelas suas realizações. Marcelo fez um governo democrático com forte parceira com os municípios, ações interiorizadas e visão moderna. Conseguiu realizar grandes obras de infraestrutura, desenvolveu uma ousada política de atrativo de investidores e deixou uma marca de governo humano que atende os pequenos. Fez um governo modernizante que levou o Estado a crescer à taxa de 7% ao ano, muito acima da medida brasileira.

Mas também seguramente pelo fraco desempenho do governo Siqueira Campos, que ainda não mostrou a que veio. Neste último semestre resolveu mostrar serviço e tem algum resultado, mas insuficiente para servir de aval para qualquer candidato. Esse resultado, em vez de ajudar, tira voto do candidato governista. Neste cenário Marcelo Miranda ainda é o melhor nome para retomar o desenvolvimento do Estado, segundo as manifestações populares. (Jornal Opção)

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Tocantins

TV Norte/SBT Tocantins começa o ano com novos apresentadores

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O ano começou com mudanças na tela da TV Norte/SBT Tocantins, com alterações nos dois maiores programas da casa: o Povo Na TV e o jornal Notícias Tocantins.

As novidades fazem parte de uma série de mudanças que marcam uma nova etapa na história da TV Norte/SBT Tocantins. Em outubro do ano passado, O Grupo Norte de Comunicações formalizou a compra da sociedade em operações da TV no Tocantins, se tornando a principal afiliada do SBT no estado, com sedes em Palmas, Gurupi e Araguaína.

A jornalista Marisol Almofrey, que apresentava o Notícias Tocantins, ficará a frente do Povo Na TV, que vai ao ar entre meio dia e 13h, dando uma nova cara e um tom mais leve, aproximando casa vez mais o telespectador da notícia.

Já Wagner Quintanilha, o mais novo contratado da casa, vai comandar o jornal Notícias Tocantins, exibido de segunda à sexta-feira, a partir das 19h15, trazendo seus mais de 30 anos de experiência em comunicação para somar com a equipe de jornalismo da TV Norte Tocantins
O diretor da TV Norte Tocantins, Júlio Prado, ressalta que este é um momento importante na história da emissora. “A chegada o Wagner Quintanilha nos enche de expectativa. Ele é um nome conhecido, que vem para reforçar nosso compromisso com a informação de credibilidade. Temos um time de peso, para oferecer ao nosso telespectador um jornalismo crítico, sério e com uma importância social, e o Quintanilha é um profissional competente que vai nos ajudar a seguir reafirmando nosso compromisso com os tocantinenses”, afirma.

Wagner Quintanilha afirma estar feliz com o novo desafio. “Eu chego com uma expectativa muito grande de somar com o trabalho de grandes profissionais que já vem executando um belíssimo trabalho na TV Norte Tocantins. Estou muito orgulhoso de poder fazer parte time, e vamos fazer um bom trabalho juntos”, disse.

Quem assiste a TV Norte/SBT Tocantins, vai poder acompanhar essas mudanças e o crescimento no jornalismo da casa. A aposta é uma comunicação mais leve, mais dinâmica, e cada vez mais próxima de quem participa da programação. É uma nova forma de trabalho, mas com a mesma seriedade, comprometimento e credibilidade que o telespectador merece.

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Tocantins

Leitos de UTIs para Covid são bloqueados no Tocantins por risco de desabastecimento

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O Instituto Saúde e Cidadania (ISAC) que administra leitos de UTI para Covid-19 nos três maiores hospitais do Tocantins, anunciou nesta quarta-feira (20) o bloqueio de parte dos leitos. A justificativa apresentada pelo instituto é de que há risco de desabastecimento nas unidades, mas não foi informado qual o produto que está sob risco de faltar. O Instituto afirma que há problemas no “abastecimento de materiais e medicamentos essenciais para o tratamento dos pacientes internados”.

O ISAC disse que os leitos bloqueados estão no Hospital Geral de Palmas e também nos Hospitais Regionais de Araguaína e Gurupi. Segundo a nota, “atualmente, as unidades citadas não possuem condições de novas admissões até que o abastecimento seja normalizado pelos fornecedores”.

O ISAC informou que o bloqueio atinge 17 leitos que estão livres atualmente na unidade. Segundo o portal Integra Tocantins, alimentado pelo Governo do Estado, atualmente há 24 leitos livres nas três unidades. Os outros sete leitos que estão livres já estavam bloqueados antes da decisão do instituto pela equipe de controle de bactérias do hospital, já que alguns pacientes não podem ficar perto de outros, e também por casos de pacientes suspeitos.

A nota afirma ainda que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) havia sido notificada sobre o risco de desabastecimento em três ocasiões e que a situação não foi normalizada.

O painel que monitora a ocupação de leitos na rede hospitalar, o Integra Tocantins, indica que até à 16h havia 43 pacientes internados nas UTIs das três unidades citadas pelo ISAC e 24 vagas livres nos três hospitais. Veja a situação de cada hospital:

  • Hospital Geral de Palmas – 17 leitos ocupados e 13 livres (57% de ocupação)
  • Hospital Regional de Araguaína – 12 leitos ocupados e cinco livres (71% de ocupação)
  • Hospital Regional de Gurupi – 14 leitos ocupados e seis livres (70% de ocupação)

Já há relatos de pacientes que aguardam transferências para UTIs nas unidades e não estão conseguindo. É o caso de Carlos Antônio Pereira Paz. Ele está internado na Unidade de Pronto Atendimento da região norte da capital e a família conseguiu uma liminar na Justiça que determina a transferência dele para uma UTI. Uma sobrinha do paciente informou que quando a UTI móvel chegou para realizar a transferência eles foram informados que o HGP não poderia receber o paciente. A justificativa apresentada a eles foi de falta de pagamento de salário aos enfermeiros.

O ISAC afirma no entanto que o bloqueio dos leitos é por causa do risco de desabastecimento e não de atrasos nos pagamentos. A folha de pagamento de dezembro é a única, segundo o instituto, que está atrasada.

A SES foi procurada para explicar a situação e dizer para onde os pacientes que precisarem de UTI serão encaminhados enquanto o bloqueio durar. O G1 aguarda retorno da pasta.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) decidiu terceirizar o gerenciamento e operacionalização dos leitos de UTI adultos do Hospital Geral de Palmas e dos Hospitais Regionais de Gurupi e Araguaína em agosto. O governo contratou o Instituto Isac pelo valor de R$ 33,2 milhões, sem licitação. O contrato tem validade de pelo período de seis meses, mas prevê a prorrogação sucessiva enquanto durar a pandemia.

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Tocantins

Para enfrentar a crise, 64% das empresas tocantinenses vendem por canais digitais

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O comércio eletrônico foi a forma que a grande maioria das empresas encontrou para enfrentar a crise gerada pela pandemia de Covid-19. De acordo com a 9ª edição da pesquisa “O Impacto da Pandemia de Coronavírus”, elaborada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), sete em cada dez empresas brasileiras já atuam nas redes sociais, aplicativos ou internet para impulsionar suas vendas. Em maio, bem no início da pandemia, esse percentual era de 59%.

Para o superintendente do Sebrae Tocantins, Moisés Gomes, a internet tem sido uma grande aliada na sobrevivência dos negócios. “As compras pela internet se intensificaram e os empresários tiveram que se readaptar para manter o negócio funcionando. O ambiente virtual se tornou um aliado cada vez mais forte e importante para compra e venda de produtos e serviços”, afirmou.

No Tocantins, a plataforma WhatsApp é a preferida pelos empreendedores que inseriram o mundo virtual nas suas vendas, com 94% de adeptos. Instagram e Facebook são as próximas opções, com 47% e 39%, respectivamente. Apenas 8% dos negócios vendem por sites próprios.

“Isso demonstra que plataformas já conhecidas e com grande capilaridade são mais procuradas pelos empreendedores, que levam em consideração custos de manutenção e a confiabilidade do meio”, destacou Gomes.

Outro dado apontado pela pesquisa é que 59% das empresas tocantinenses continuam funcionando, mas tiveram mudanças em suas rotinas em 2020. Além disso, 34% dos entrevistados comercializaram novos produtos e serviços desde o surgimento da crise do coronavírus. Para 45% dos empresários tocantinenses, os desafios estabelecidos pela instabilidade provocaram mudanças valiosas em seus negócios.

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