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Pará

Na greve dos bancários em Marabá, PM retira funcionários da agência do Banco do Brasil

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Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banpará, em Marabá, amanheceram fechados nesta quinta-feira, 19, por conta da greve nacional dos bancários. Como acontece nos últimos anos, boa parte dos funcionários do Banco do Brasil na agência da Folha 32, Nova Marabá, ficaram do lado de fora para cumprir horário de expediente e avisar aos clientes que não haveria atendimento interno por tempo indeterminado.

Todavia, segundo Heidiane Catrine Moreno, diretora da Subsede local do Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá, por volta de 9 horas, uma guarnição do Grupo Tático da Polícia Militar, acionado pelo gerente da agência, chegou ao local armado e intimidou os bancários que estavam na frente do BB. “Eles ultrapassaram a porta giratória e obrigaram todos a se retirar. “Estávamos com camiseta e a greve é normal e legal. Inclusive, está dentro da CLT (Consolidação das Leis de Trabalho). Os colegas da agência entraram por determinação do gerente. “Acionamos o jurídico do sindicato porque isso não pode acontecer”.

Na visão dela, a força policial só deveria ter sido chamada se os funcionários tivessem quebrado vidros ou destruído algum outro patrimônio do banco, o que não aconteceu. “A população foi toda informada sobre a greve, porque fizemos ampla divulgação.

O correspondente do blog procurou o gerente da agência do Banco do Brasil em questão, mas ele mandou avisar que não está autorizado pelo banco a repassar informações sobre a greve para a Imprensa. A Polícia Militar informou que vai investigar a atitude dos policiais, e ponderou que os grevistas poderiam estar impedindo os colegas de entrar na agência para trabalhar, o que não é legal.

O lema da greve nacional dos bancários este ano é “Menos filas, mais contratações”. Os trabalhadores reivindicam 11,93% de reajuste salarial – 5% de aumento real – piso salarial para a categoria bancária referente ao valor calculado pelo Dieese (acima de R$ 2 mil), melhores condições de trabalho e mais contratações.

O também diretor da subsede local do Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá, João Taiguara Furtado Rebelo, afirma que na primeira rodada de negociações, que aconteceu em agosto, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) ofertou apenas 6,1%, “abaixo da inflação, mais de meio por cento”.

“Já estamos na terceira rodada de negociações. Os bancos não se mostraram propensos a negociar, ofereceram metas abaixo da inflação”, comentou o diretor do sindicato, afirmando que atualmente o piso da categoria está muito defasado.

De acordo com João Taiguara, o Banco do Brasil divulgou um lucro de mais de R$ 10 bilhões somente no primeiro semestre deste ano. “Mas, na hora de recompensar o lucro ao trabalhador, oferece uma meta abaixo da inflação. É bastante desgastante não ser reconhecido”, desabafou o sindicalista.

Também está na pauta dos bancários o fim do assédio moral, que, segundo ele, está muito grande na categoria, com muitas cobranças e perseguições. Taiguara relembrou que o sindicato já conseguiu que quase todos os bancos tenham o número aumentado de agências bancárias, entretanto, ainda é necessário mais contratações de funcionários. “Abre-se agências com um número reduzido de funcionários, por isso que aumenta as filas”, salientou.

O sindicalista ressaltou ainda que não há respeito com os usuários de bancos. “Até hoje o tempo de fila não é respeitado, o nosso poder público ainda não conseguiu fazer com que a lei seja cumprida. É um setor que ganha muito e não contribui com a comunidade”.

O sindicato aguarda ainda uma posição do Basa e bancos privados quanto à adesão à greve em Marabá. Será mantido o percentual de 30% dos trabalhadores que ficam responsáveis nos serviços essenciais à comunidade. (Paulo Costa)

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Pará

Pará alerta para surgimento de possíveis golpes com oferta de vacinação

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Após a chegada da vacina CoronaVac no Estado, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará alerta para que a população esteja atenta a possíveis golpes que podem vir a surgir com a oferta de imunizantes, seja por abordagens pessoais ou de empresas, e conta com a contribuição da população para que ao detectar uma ação suspeita encaminhe informações para os canais oficiais de denúncia da Segup, por meio da ligação no número 181ou pelo Whatsapp 91 98115-9181. Os dois garantem o sigilo e o anonimato de quem fornece as informações. 

Qualquer denúncia que chegue à Segup será averiguada, sejam relatos apontando furtos, estelionato, peculato, apropriação indébita ou outros tipos de crimes. Todos estes possuem pena que variam de quatro a cinco anos, podendo o período ser até maior. Destaca-se que não existe vacina no mercado informal e nem na rede privada. Todas as vacinas foram adquiridas pelo Ministério da Saúde e são distribuídas pelo Estado, então, não há outra forma de conseguir o imunizante para a Covid-19, se não pelo calendário de vacinação estadual.

“Qualquer outra maneira de você tomar, sem que você seja do grupo de risco, é na verdade um cometimento de crime e nós iremos apurar com muito rigor, lembrando que o golpe também pode existir, seja com pessoas oferecendo vacinas como se tivessem conseguido no mercado privado ou como se tivessem outro fabricante, e não há outro fabricante além do fornecido pelo Ministério da Saúde, então as pessoas podem ser vitimas também de golpes, que podem causar mal à saúde, dizendo que é a vacinação e não é. Pedimos que a população nos ajude fiscalizar. Distribuímos a vacina nos 144 municípios do Estado do Pará, cada prefeitura é responsável por gerir a campanha de vacinação que é muito importante para todos nós”, ressaltou o titular da Segup, Ualame Machado.

“Qualquer desvio de conduta ou encaminhamento da vacina para um grupo que ainda não é o prioritário, a população deve entrar em contato com os canais de denuncias da segurança pública do Pará, tanto pelo 181, que é o número convencional do Disque Denúncia, ligação gratuita, sigilosa e anônima. Além da Iara, pelo Whatsapp (91 98115-9181), a população pode colaborar enviando foto, vídeo, mapa, áudio”, explicou o secretário de segurança pública, Ualame Machado.

POLÍCIA CIVIL 

Enquanto a vacina é aguardada com ansiedade pelos paraenses, golpistas aproveitam o momento para praticar crimes utilizando os nomes das secretarias municipais de Saúde. A Polícia Civil chama atenção da população para não cair em golpes.

Por telefone, o estelionatário entra em contato com a vítima sob o pretexto de agendar a data e o horário para aplicar a dose do imunizante. Para garantir o suposto procedimento, o criminoso induz a pessoa que está do outro lado da linha a fornecer um código de confirmação, que chega por meio de mensagem de texto. Entretanto, a vítima acaba repassando uma senha para clonar o aplicativo de mensagens instantâneas, o WhatsApp. 

O titular da Divisão de Investigações e Operações Policiais (Dioe), delegado Neyvaldo Silva, orienta sobre a importância de fazer o registro de ocorrência policial, caso a pessoa seja vítima do golpe. “É  necessário ir até uma Seccional de Polícia ou à Delegacia Especializada em Estelionato e Outras Fraudes (Deof) fazer o registro do crime, para que possamos investigar as denúncias e chegar até os golpistas”, pontuou.

O secretário adjunto de Saúde, Sipriano Ferraz, aproveitou a oportunidade para alertar a população para ter calma e não sair à procura da vacina neste momento. 

“Não é uma corrida pela vacina, temos indicação dos profissionais que vão ser vacinados agora. A vacina vai ser nominal e os prefeitos vão prestar contas de quem foi vacinado. Os vacinados serão cadastrados pelo CPF ou cartão do SUS. Os municípios vão fazer o controle e, quando possível, vacinar dentro das unidades de saúde, para evitar aglomeração”, diz Sipriano.

Fases da vacinação:

1ª Fase: trabalhadores de saúde; pessoas com mais de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência e indígenas aldeados.

2ª Fase: profissionais da segurança pública na ativa; idosos a partir de 60 anos de idade; e povos e comunidades tradicionais quilombolas.

3ª Fase: indivíduos que possuam comorbidades (doenças como diabetes, hipertensão e obesidade);

4ª Fase: trabalhadores da educação; Forças Armadas; funcionários do sistema penitenciário; população privada de liberdade e pessoas com deficiência permanente severa.

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Pará

Pará recebe mais quatro pacientes do Amazonas para tratamento de Covid

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Mais quatro pacientes com Covid-19, em estado grave, que saíram do estado do Amazonas, chegaram a Belém nesta terça-feira (19). São três mulheres e um homem, que foram transferidos para as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Hospital de Campanha, instalado no Hangar, em Belém. 

De acordo com Camylla Rocha, diretora da Central Estadual de Regulação da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), a solidariedade e a união são fundamentais em um momento tão difícil como o da pandemia. 

“É muito importante que a gente estenda as nossas mãos. Vamos cuidar deles como se fossem nossos parentes, com o melhor atendimento possível. Destinamos uma ala específica para os pacientes amazonenses no Hospital de Campanha do Hangar e todos os cuidados estão sendo tomados”, informa a diretora. 

O avião da Força Aérea Brasileira (FAB) veio de Parintins, local de origem dos quatro pacientes, e pousou por volta das 9h45 na Base Aérea de Belém. Cada paciente veio com um acompanhante.  

Ao todo, o Pará já recebeu seis amazonenses. Na segunda-feira (18), duas mulheres vindas também de Parintins, cidade do estado vizinho, já haviam sido recebidas.

Segundo Sipriano Ferraz, secretário adjunto da Sespa, a situação da pandemia na Região Metropolitana de Belém (RMB) é, de acordo com o monitoramento diário de casos e internações, estável e a retaguarda de leitos no Hangar permitiu o auxílio aos doentes do estado vizinho.

AMAZONAS

O Governo do Estado do Amazonas enfrenta problemas no abastecimento de oxigênio na rede hospitalar. No último dia 14 de janeiro, a média móvel de mortes havia aumentado em 187% e os hospitais lotados não tinham oxigênio para todos os pacientes internados com a doença.

O governador Helder Barbalho ofereceu ajuda ao Amazonas diante do colapso no sistema de saúde do estado vizinho, com a disponibilização de 40 leitos aos pacientes amazonenses. São 20 leitos clínicos e 10 de UTI, no Hospital de Campanha de Belém; e mais 10 leitos de UTI neonatal na Fundação Santa Casa, em Belém. 

HOSPITAL DE CAMPANHA DO HANGAR

O Hospital de Campanha do Hangar tem capacidade para expansão de até 420 leitos (clínicos e de UTI). O Governo do Pará informa que os níveis de oxigênio no Estado seguem regulares, atendendo todas as demandas.

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Pará

Homem e dois adolescentes foram encontrados baleados dentro de ônibus no interior do Pará

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Um homem e dois adolescentes foram baleados com vários tiros e amordaçados dentro de um ônibus no residencial Goiânia em Capitão Poço, nordeste do Pará.

Um dos adolescentes morreu no local com tiro na cabeça e os outros dois ficaram gravemente feridos.

As vítimas foram encontradas por moradores no ônibus abandonado em área de mata, por volta das 10h30. As pessoas chegaram a entrar no veículo e fizeram imagens.

A Polícia Militar chegou às 15h30 no local, nas proximidades de um ginásio de esportes. Segundo a PM, ninguém no local soube dar informações sobre o caso, “imperando a lei do silêncio”.

As vítimas foram identificadas como Reinaldo Brito da Silva, de 23 anos, e os adolescentes A. C. V. C. e E.S.V. Dois deles foram transferidos para Belém.

Em nota, a Polícia Civil informou que, durante as buscas no ônibus, foram encontradas cápsulas de armas de fogo e que o caso está sendo investigado pela polícia local, com apoio da Coordenadoria de Operações Especiais, Diretoria de Polícia Especializada, Diretoria de Polícia do Interior e da Superintendência da 6º Região Integrada de Segurança Pública (RISP) Caeté.

Até então, a motivação e a autoria do crime ainda não foram confirmadas.

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