Projetada para suportar carga máxima de mil toneladas na base de sua pista de rolamento, a ponte União passou por teste de carga desde as 3 horas da madrugada desta quinta-feira, 30, até as 11h.

A operação executada pelo doutor em ponte pela Universidade de São Paulo (USP), o engenheiro civil paraense Pedro Almeida, teve a supervisão do presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Pará – CREA-PA, Renato Milhomem, que acompanhou de perto e fez várias vistorias nas obras desde o dia que a ponte foi derrubada por uma embarcação clandestina que navegava no local no dia 6 de abril do ano passado.

Foram feitos vários ensaios com 15 caminhões em situações de repouso ou de frenagem para fazer o monitoramento do comportamento da estrutura, que foi construída durante cerca de sete meses e, será entregue à população nesta sexta-feira, 31, às 10 horas, pelo governador Helder Barbalho.
A construção da ponte em tempo recorde devolverá a população do Pará um dos principais acessos terrestres da Região Metropolitana de Belém (RMB) com o Sudeste e Sul do Pará.

Para garantir a robustez e segurança da obra, na base de sustentação da ponte foram utilizadas 45 estacas fincadas em média a mais de 50 metros de profundidade, algumas chegaram a 70 metros de profundidade e ainda 40 estais com cordoalhas (conjunto de cordas de alta performance). O mastro que sustenta o sistema da ponte foi construído com dois pilares de 3,5m por 5,5m, que atingiram a cota de 95m de altura, construídos sobre um bloco de concreto armado com 16m de largura e 28m de comprimento, escalonado numa altura de 10,80m.

O engenheiro Pedro Almeida garantiu a qualidade da estrutura da ponte.

Ao todo, a obra construiu 268m  que se juntaram aos outros 600m remanescentes da ponte, totalizando 868 metros. Toda a ponte está dotada de iluminação com sistema de captação solar distribuídos em 26 postes novos de um lado da pista a cada seis metros de distância um do outro. A ponte União também recebeu nova sinalização náutica no tabuleiro a 30 metros de altura. Além da qualidade da obra, a ponte está protegida em seus pilares ao longo do canal de navegação por defensas, que foram construídas com um casco de aço anelar, que envolvem os blocos de fundação, alcançando 57m no diâmetro maior e 36m no diâmetro menor.

“Estamos devolvendo a população do Estado do Pará uma ponte de excelente qualidade testada e certificada, com sistemas de defensas em seus canais de navegação, que agora estão ampliados de 68 metros para 164 metros cada um”, disse Pádua Andrade. (Kátia Aguiar/ Foto: Bruno Cecim)

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