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Pará

No Pará, homem tem surto psicótico, agride policiais e acaba morto

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Um homem identificado como Luís Carlos Rodrigues, de 44 anos, foi morto a tiros na tarde desta segunda-feira, 11, depois de atacar policiais militares das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), possivelmente durante um surto psicótico. A tragédia aconteceu na rua Tancredo Neves, na comunidade Fé em Deus, no bairro do Tenoné, em Belém, por volta de 17h30. A confusão que resultou na morte do deficiente mental foi registrada em vídeo por diversos moradores da localidade e amplamente divulgada nas redes sociais.

De acordo com vizinhos da vítima, Luís Carlos Rodrigues teria tido um surto por volta das 15h30 e começou a quebrar toda a residência onde morava a pouco tempo com a família, situada na vila da Lourdes. Os parentes dele, assustados, acionaram o Serviço de Atendimento Móvel (SAMU) e o Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBMP) para tentar conter a fúria do homem, que estava transtornado. Ainda conforme relatos dos moradores do entorno, as equipes de socorristas do Samu e dos bombeiros também foram agredidas por Luís Carlos. O homem, segundo testemunhas, empunhava um barra de ferro pesada e com o objeto teria quebrado a ambulância e a viatura do CBMP. Estilhaços de vidro dos dois veículos se espalharam pela via e as equipes, com medo, acabaram deixando o local rapidamente.

Moradores e comerciantes do entorno, apavorados, se trancaram em suas casas e se esconderam, com receio de também serem atacados por Luís Carlos, que continuava visivelmente alterado.

Ainda numa tentativa de frear a violência de Luís Carlos, foi requisitado o apoio das Rotam, que chegaram ao local por volta de 17h20. O homem, no entanto, ao se ver encurralado por vários policiais armados, não exitou e começou a agredir os agentes de segurança pública, ainda com a barra de ferro. Os policiais revidaram a ação e dispararam munições de borracha contra ele, mas os tiros não o contiveram. Luís Carlos continuou a se insurgir contra os policiais e correu atrás de um deles para tentar espancá-lo. O PM,  que corria de costas, tropeçou e caiu ao chão. Luís Carlos, então, o golpeou pelo menos três vezes na região da cabeça. Para impedir que o policial fosse morto, os agentes de segurança pública efetuaram disparos de arma de fogo contra Luís Carlos, que morreu ainda no local.

O PM ferido, identificado apenas como cabo Vilhena, foi amparado por colegas de farda e por moradores do entorno, ainda no local. Ele foi socorrido por uma guarnição da PM e levado inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Icoaraci, distrito de Belém, em estado gravíssimo. Em seguida, foi transferido para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) e até o fechamento desta edição o estado do policial era considerado grave.  

A família de Luís Carlos se manteve perto do cadáver e lamentou a tragédia. O corpo dele foi removido e encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) no final da noite.

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Pará

Operação Amazônia Viva faz apreensões no combate ao desmatamento na região de Carajás e Tapajós

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A Operação Amazônia Viva, da Força Estadual de Combate ao Desmatamento, divulga, neste sábado (12), os resultados da 12ª ação de combate a crimes ambientais em cinco municípios presentes na lista dos que mais desmatam no Pará: São Félix do Xingu, Altamira, Novo Progresso, Itaituba e Trairão. A equipe formada por fiscais da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), coordenadora da operação, integrantes das Polícias Civil e Militar, Bombeiros e do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves esteve em campo desde 26 de maio.

A ação apresentou, no balanço divulgado, um total de 19.558,21 hectares de área validada (constatada) de desmatamento – checado in loco -, apreensões de 225,238 metros cúbicos de madeira em toras explorados de forma ilegal e de dois tratores de esteiras e um caminhão utilizados na atividade ilícita. Também constam entre os bens apreendidos nas áreas fiscalizadas, duas motosserras, dois sopradores, duas bombas de combustível, sete galões vazios de 200 litros cada, 50 sacas de sementes de capim, duas caixas de ferramentas, uma bomba de graxa e uma talha de corrente.

Nos procedimentos administrativos da operação, foram lavrados 10 autos de infração, 14 termos de apreensão, 10 termos de depósito, três embargos, quatro termos de inutilização/destruição – um trator de esteira, sete galões vazios de 200 litros cada, 50 sacas de sementes de capim e 225,238 m³ de madeira em tora – e ainda um termo de interdição em uma serraria.

Um Termo Circunstanciado de Ocorrência, cinco inquéritos policiais e cinco perícias estão entre os procedimentos que fazem parte do boletim apresentado com os resultados obtidos nesta 12ª operação Amazônia Viva.

A Operação Amazônia Viva se iniciou em junho de 2020 e em maio deste ano completou a 11ª etapa com um total de 187.207 hectares de área embargada, 7.606 m³ de madeira em tora e serrada apreendidas, além de tratores, caminhões, motosserras, bombas, armas de fogo e outros equipamentos e apetrechos usados nos crimes ambientais.

AMAZÔNIA VIVA

A Operação Amazônia Viva faz parte do programa Comando e Controle, um dos pilares do Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA), coordenado pela Semas, que pretende reduzir a emissão de gases do efeito estufa, para alcançar, até 2036, emissão líquida zero. O Plano tem quatro pilares: Regulariza Pará (regularização fundiária e ambiental), Territórios Sustentáveis (apoio e fomento aos produtores rurais, além da recuperação de áreas degradas), Fundo Amazônia Oriental (captação de recursos para os projetos do PEAA) e Comando e Controle (Combate aos crimes ambientais com a Força Estadual de Combate ao Desmatamento). (Por Bruna Brabo)

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Pará

Galo vence Remo em jogo de volta da Copa do Brasil e elimina equipe paraense

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O Atlético-MG está nas oitavas de final da Copa do Brasil. Contra o Remo, no Mineirão, o Galo teve ótima atuação, dominou as ações da partida e eliminou o Remo com nova vitória. Réver, de cabeça, e Hulk, de pênalti, fizeram os gols do Atlético. Romércio, em uma pancada de fora da área, descontou para o Remo, que ainda teve um pênalti com Felipe Gedoz, mas parou em Everson. Com a classificação, o Galo leva para casa o prêmio de R$ 2,7 milhões.

As duas equipes voltam a campo no próximo domingo. Novamente no Mineirão, o Atlético-MG recebe o São Paulo pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Já o Remo vai ao Rio de Janeiro enfrentar o Botafogo, pela Série B. (Foto: Samara Miranda)

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Pará

CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA: Fiscalização da Adepará flagra transporte ilegal de colheitadeira

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Um caminhão que transportava uma colheitadeira de soja com origem na cidade Carutapera (MA) e destino a Santa Maria das Barreiras (PA), contendo carga em total desacordo ao que determina a Portaria Nº 1.725/20, foi retido pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), na noite da última quarta-feira (9), durante fiscalização realizada no Posto Fiscal Agropecuário de Couto Magalhães, localizado no município de Conceição do Araguaia, no sudeste paraense.

Com documentação incompleta, ausência de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), documento emitido pelo responsável técnico, o equipamento estava sujo, carregando restos de folhas e sementes de soja que são itens potenciais transmissores de pragas. A autuação foi feita pelos servidores Adenaue Costa do Amaral, Maicon José de Santana Santos e Marcelo do Vale Parente.

“Diante tal circunstância e com o intuito de salvaguardar o estado do Pará de qualquer risco de entrada e disseminação de pragas que possam prejudicar as lavouras, medidas cautelares foram adotadas como o retorno à origem deste veículo juntamente com a colheitadeira que transportava”, pontua a diretora de defesa e inspeção vegetal, Lucionila Pimentel.

Responsável por assegurar a sanidade vegetal no Estado, a Adepará vem realizando ações de fortalecimento das fiscalizações de trânsito agropecuário a fim de intensificá-las, visando coibir práticas que possam causar danos irreparáveis ao agronegócio paraense. 

Legislação

A necessidade de normatizar o controle do fluxo de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas oriundos de outras Unidades da Federação, usados em diferentes polos de produção agrícola do Pará, bem como o trânsito destes dentro do Estado, fez com que a Adepará publicasse a Portaria Nº 1.725, de 10/07/2020 a qual institui medidas de controle fitossanitário para trânsito em território paraense além de fiscalizar o cumprimento das referidas medidas. 

A Portaria Nº 1.725/2020, determina em seu art. 3º. que máquinas, implementos e equipamentos agrícolas, já utilizados na produção, no acondicionamento, no beneficiamento e no transporte, de planta e de produto vegetal, provenientes de outras unidades da federação só podem ingressar em território paraense portando: Nota Fiscal válida para trânsito  (DACTE-Documento Auxiliar do Conhecimento de Trânsito) e a Anotação de Responsabilidade Técnica – ART, informando que as máquinas e implementos agrícolas foram submetidos a lavagem cuidadosa com equipamento de alta pressão para a eliminação de partículas de solo e outros resíduos que possam conter cistos, material propagativo de plantas invasoras e outras fontes de inóculos capazes de viabilizar a introdução, disseminação e o estabelecimento de pragas nas lavouras do estado do Pará.

A legislação prevê ainda a higienização dos seguintes compartimentos internos, para inspeção: Colhedora de soja (de rotor): Base da caixa de retrilha; Base do elevador de grãos; Caixa de pedra; Compartimento do ventilador; Bandejão; Caixa de engrenagens do picador e do espalhador; Colhedora de soja (de cilindro): Base da caixa de retrilha; Base do elevador de grãos; Caixa de pedra; Cilindro; Batedor; Bandejão; Peneira; Saca-palha; Plataforma colhedora de milho: laterais da plataforma; Correntes do torpedo; Plataforma colhedora de soja: laterais da plataforma; sapata; colhedora de algodão: interior das unidades colhedoras; dutos de ar; caixa hidráulica (existente apenas na colhedora do tipo enfardadeira); caixa de diferencial e de hidro; cavidade do suporte do radiador.

A diretora explica ainda que quando máquinas, equipamentos e implementos agrícolas, já utilizados na produção, no acondicionamento, no beneficiamento e no transporte, de planta e de produto vegetal, estiverem contendo solo ou resíduos de vegetais, ou sem a Nota Fiscal ou não expondo os compartimentos internos relacionados no inciso III do Art. 3º ou sem a ART, ensejará a adoção da medida cautelar, prevista no Decreto nº 106, de 20 de junho de 2011, o retorno à origem.

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