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Pará

No primeiro dia em Xinguara, Caravana Pro Paz realiza mil atendimentos

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A Caravana Pro Paz Cidadania realizou no sábado, 6, mais uma ação no sul do Pará, oferecendo emissão de documentos e atendimento jurídico gratuito à população de Xinguara. O município, que tem cerca de 50 mil habitantes, carrega no nome a junção dos dois principais rios da região, o Xingu e o Araguaia.

Mais de mil atendimentos foram registrados, entre emissão de Carteira de Identidade, Carteira de Trabalho, CPF e Certidão de Nascimento, além dos procedimentos jurídicos.

Os serviços foram concentrados no Centro de Convivência da Pessoa Idosa de Xinguara. O pedreiro Aparecido Cândido Pereira, 34 anos, e sua esposa, Cristiane Borges, 22 anos, procuraram o local, logo pela manhã, para tirar a Carteira de Identidade da primeira filha do casal, Maria Heloísa, mas acabaram registrando o filho caçula, Luiz Otávio, de apenas um mês de vida.

“Como Heloísa ainda tem um ano, não conseguimos tirar a Identidade (na Caravana, esse documento só pode ser emitido para quem já completou 16 anos). Em compensação, estamos registrando o Otávio”, contou Cristiane.

Facilidade – Para ela, a facilidade oferecida à população para tirar ou renovar documentos foi surpreendente. “Ouvimos no rádio e decidimos vir, mas não esperávamos conseguir tão rápido. Essa facilidade nos surpreendeu, de poder fazer tudo num local. No final foi melhor do que pensávamos”, acrescentou ela, enquanto era encaminhada pela equipe da Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas) ao cartório de Xinguara, onde recebeu a certidão do filho.

Para atender a demanda da Caravana, o cartório do município fez plantão neste sábado, funcionando até as 13 horas, para que a população retirasse a Certidão de Nascimento no mesmo dia.

Além do registro de Luiz Otávio, outras cinco primeiras vias foram encaminhadas ao cartório. Foram emitidas 49 Certidões de Nascimento. “Muita gente que tirou a certidão, não só a primeira, mas também a segunda via, aproveitou para voltar e tirar outros documentos, já com a nova certidão em mãos”, disse Wilson Holanda, técnico da Seas.

O rádio também foi o veículo que informou o aposentado Pedro André Santos, 66 anos, sobre a Caravana. Ele, que tirou a segunda via da Carteira de Identidade e do CPF, avisou a todos os vizinhos da chácara onde mora, a cerca de 60 km da sede de Xinguara.

“Falei pra todo mundo vir, porque ter esses documentos é muito importante. Já vi alguns deles por aqui. Para conseguir dar entrada na aposentadoria foi um sacrifício, por causa da minha Identidade antiga, que já estava apagada”, contou ele.

Benefícios

Entre primeiras e segundas vias, foram emitidas 386 Carteiras de Identidade; 104 Carteiras de Trabalho e 137 CPFs. Outras 272 pessoas foram beneficiadas com os serviços de fotografia, ofertado gratuitamente para a retirada dos documentos. A Defensoria Pública do Estado, responsável pelo atendimento jurídico, realizou 66 procedimentos.

Xinguara foi o nono município visitado pela Caravana Pro Paz Cidadania nesta etapa pelo sul e sudeste do Pará, iniciada em junho.

A Caravana já passou por Santana do Araguaia, Santa Maria das Barreiras, Cumaru do Norte, Conceição do Araguaia, Redenção, Floresta do Araguaia, Bannach e Rio Maria. A partir desta segunda-feira, 8, a ação acontecerá em São Félix do Xingu, onde os trabalhos serão realizados até a próxima quarta-feira, 10.

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Pará

PARAUAPEBAS: Marginais roubam ótica dentro do Partage Shopping

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Dois bandidos aproveitaram o final de expediente da loja Ótica Maia, dentro do Partage Shopping, na cidade de Parauapebas, na região de Carajás, no estado do Pará, para realizar um roubo.

O registro feito por câmeras de segurança mostra a ação dos assaltantes.

Após o assalto os bandidos saíram em retirada sem serem notados pela Segurança do shopping. A Polícia Militar foi acionada mas os criminosos não foram localizados.

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Pará

Embarcações de passageiros estão proibidas a partir desta quinta entre Pará e Amazonas

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Está proibida, a partir desta quinta-feira (14), a circulação de embarcações de passageiros entre os estados do Pará e do Amazonas, como medida de prevenção à proliferação da Covid-19. A determinação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), por meio do Decreto Estadual 1.273/2020.

A partir deste momento, os órgãos e as entidades enquadrados no Sistema de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, assim como àqueles responsáveis pela fiscalização dos serviços públicos de transporte, ficam autorizados a aplicar sanções para os casos de descumprimento, que podem ser: advertência; multa de R$ 10 mil por embarcação, no caso de reincidência; até a apreensão da embarcação. 

A aplicação das penalidades previstas pelo decreto não exclui que os responsáveis pelas embarcações sofram, também, responsabilizações civis ou criminais.

“Esta é uma medida preventiva, porque estamos vendo que o Amazonas voltou a ter números altos de hospitalização pela doença. Por isto, o Pará decidiu proibir embarcações de passageiros, estando liberadas aquelas que fazem o transporte de cargas. Seguem liberados também os transportes terrestres”, explicou Ricardo Sefer, procurador-geral do Pará.

Em suas redes sociais, na noite de quarta-feira (14), o governador do Pará, Helder Barbalho reforçou que a medida visa garantir que pessoas contaminadas pelo novo coronavírus, oriundas do Amazonas, entrem em território paraense e acabem aumentando o número de casos da doença no Pará. 

“Isto é uma medida fundamental para evitar o contágio dentro do Estado e, consequentemente, evitar problemas de saúde em face da pandemia. Portanto, nossas fronteiras com o Amazonas estarão fechadas, com fiscalizações da Polícia Militar do Pará e apoio de embarcações e aeronaves, para que possamos fazer cumprir a medida preventiva de restrição e proteger nossa população”, informou o chefe do Poder Executivo.

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Pará

No Pará, homem tem surto psicótico, agride policiais e acaba morto

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Um homem identificado como Luís Carlos Rodrigues, de 44 anos, foi morto a tiros na tarde desta segunda-feira, 11, depois de atacar policiais militares das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), possivelmente durante um surto psicótico. A tragédia aconteceu na rua Tancredo Neves, na comunidade Fé em Deus, no bairro do Tenoné, em Belém, por volta de 17h30. A confusão que resultou na morte do deficiente mental foi registrada em vídeo por diversos moradores da localidade e amplamente divulgada nas redes sociais.

De acordo com vizinhos da vítima, Luís Carlos Rodrigues teria tido um surto por volta das 15h30 e começou a quebrar toda a residência onde morava a pouco tempo com a família, situada na vila da Lourdes. Os parentes dele, assustados, acionaram o Serviço de Atendimento Móvel (SAMU) e o Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBMP) para tentar conter a fúria do homem, que estava transtornado. Ainda conforme relatos dos moradores do entorno, as equipes de socorristas do Samu e dos bombeiros também foram agredidas por Luís Carlos. O homem, segundo testemunhas, empunhava um barra de ferro pesada e com o objeto teria quebrado a ambulância e a viatura do CBMP. Estilhaços de vidro dos dois veículos se espalharam pela via e as equipes, com medo, acabaram deixando o local rapidamente.

Moradores e comerciantes do entorno, apavorados, se trancaram em suas casas e se esconderam, com receio de também serem atacados por Luís Carlos, que continuava visivelmente alterado.

Ainda numa tentativa de frear a violência de Luís Carlos, foi requisitado o apoio das Rotam, que chegaram ao local por volta de 17h20. O homem, no entanto, ao se ver encurralado por vários policiais armados, não exitou e começou a agredir os agentes de segurança pública, ainda com a barra de ferro. Os policiais revidaram a ação e dispararam munições de borracha contra ele, mas os tiros não o contiveram. Luís Carlos continuou a se insurgir contra os policiais e correu atrás de um deles para tentar espancá-lo. O PM,  que corria de costas, tropeçou e caiu ao chão. Luís Carlos, então, o golpeou pelo menos três vezes na região da cabeça. Para impedir que o policial fosse morto, os agentes de segurança pública efetuaram disparos de arma de fogo contra Luís Carlos, que morreu ainda no local.

O PM ferido, identificado apenas como cabo Vilhena, foi amparado por colegas de farda e por moradores do entorno, ainda no local. Ele foi socorrido por uma guarnição da PM e levado inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Icoaraci, distrito de Belém, em estado gravíssimo. Em seguida, foi transferido para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) e até o fechamento desta edição o estado do policial era considerado grave.  

A família de Luís Carlos se manteve perto do cadáver e lamentou a tragédia. O corpo dele foi removido e encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) no final da noite.

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