Connect with us

Pará

Nova fábrica em Marabá-PA aquece mercado e gera emprego e renda no município

Publicado

em

Ao fomentar a ampliação da atividade industrial, o governo do Pará cria um ambiente favorável para a dinamização da economia e geração de emprego e renda em todas as regiões do Estado. Entre as empresas que manifestaram interesse no mercado paraense está a Mercúrio, que inaugurou oficialmente, nesta quarta-feira (4), no Distrito Industrial de Marabá, na região sudeste, sua mais nova fábrica de correias transportadoras no País. A cerimônia contou com a presença do vice-governador Zequinha Marinho, secretários de Estado, fornecedores, empresariado e autoridades locais.

“Este é um momento especial, pois é um passo a mais que a indústria paraense dá, uma vez que esta unidade é referência para o Norte e Nordeste do Brasil. Entendemos que sua instalação tem grande relevância em função da geração de emprego, da verticalização de alguns produtos da nossa região e por viabilizar alguns mercados”, afirmou Zequinha Marinho.

Com 72 anos de existência, a Correias Mercúrio se consolidou como a principal fabricante do segmento no mercado brasileiro, além de ser a maior produtora de correias de cabo de aço da América do Sul, com produção de mais de 16 mil toneladas de correias ao ano. A instalação do empreendimento em Marabá representa um investimento de R$ 100 milhões. A unidade, primeira a produzir correias transportadoras no Norte do país, já opera em três turnos, devido à alta demanda de produção.

“O Pará foi escolhido pelas questões de infraestrutura local, a seriedade do Governo do Estado, e as possibilidades que foram apresentadas para nós, desde o ponto vista do terreno no distrito industrial, até a receptividade e o apoio do Estado e da prefeitura de Marabá. Tudo isso fez com que a Mercúrio, ao estudar entre Estados do Norte e Nordeste do Brasil, elegesse o Pará, e estamos muito felizes pelo sucesso que a fábrica vem tendo aqui”, destacou o CEO da Mercúrio, Ivan Zanovello Ciruelos.

As correias transportadoras desempenham um papel fundamental em setores de base, como a siderurgia, agronegócio e a mineração. O material produzido no Pará irá suprir com maior eficiência a demanda das indústrias instaladas na região, assim como abastecer as dos demais estados do Norte, Nordeste e Centro Oeste, atendidas pela fábrica da empresa em Jundiaí, São Paulo. A nova unidade está instalada em uma área de 100 mil metros quadrados e tem capacidade de produção de 7 mil toneladas/ano.

“Esta indústria representa um novo momento em que o Estado, a região sudeste do Pará, Marabá e os municípios mineradores, buscam fazer com que a mineração traga mais conquistas sociais e econômicas. O fato de você comprar esses insumos não em outros locais, mas fabricá-los no próprio Estado para oferecer para as mineradoras daqui, permite que a gente possa ter mais empregos e mais circulação econômica na região, além de criar a cultura da verticalização das nossas matérias-primas”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Adnan Demachki.

Atualmente o Brasil é o maior mercado consumidor de correias transportadoras da América do Sul. Com a fábrica de Marabá, a unidade de Jundiaí vai direcionar parte de sua produção também ao mercado internacional.

Mão de obra

O início das operações representa a abertura de 200 postos de trabalho diretos e indiretos, número significativo diante do atual cenário econômico nacional que ainda sofre com os efeitos da crise. Para priorizar os fornecedores e a mão de obra local, a empresa realizou parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) que ofertou cursos gratuitos específicos para a qualificação dos seus funcionários. Entre os moradores do município que fazem parte da equipe está Raylisson Bruno Pires Gonçalves, 26 anos, que atua na área de qualidade da fábrica. O jovem que estava desempregado há seis meses viu na empresa a oportunidade de crescimento profissional.

“Sou formado em engenharia de materiais e estava desempregado quando soube dessa oportunidade. Uma área totalmente diferente daquilo que eu era habituado, mas ofereceram capacitação em tecnologia da borracha para a mão de obra local que foi admitida pela empresa. Com a crise, a gente estava em um cenário muito ruim, mas agora com a instalação da fábrica está começando a melhorar, pois quanto mais ela cresce, mais vai admitindo novos colaboradores e isso contribui também para o crescimento da cidade”, conta Raylisson Gonçalves.

Além dos recursos humanos, a concepção da fábrica também levou em consideração a questão ambiental, com a adoção de tecnologias com menor impacto para a natureza, redução do desperdício e a destinação adequada de resíduos, com 100% dos efluentes tratados. Sua estrutura foi concebida dentro do modelo lean manufacturing, que apresenta os mais avançados conceitos e as melhores práticas produtivas, bem como estratégias inovadoras de produção para resultados de alto desempenho.

“Esse é um investimento de quase R$ 100 milhões que aumenta a capacidade da empresa em quase 30%. Para o Estado do Pará traz desenvolvimento, empregos qualificados, ajuda o desenvolvimento da região e de Marabá, além de ficarmos mais integrados à economia do Pará, já que boa parte dos nossos clientes estão localizados aqui e estão relacionados a cadeia de mineração. É extremamente importante e gratificante estarmos aqui concluindo esse investimento”, finalizou o CEO da Mercúrio, Ivan Ciruelos. (Lidiane Sousa)

publicidade
FAÇA UM COMENTÁRIO
Atenção: Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: [email protected] que iremos analisar.
Faça um comentário

Pará

Governo do Pará regulamenta lei para regularização fundiária e combate à grilagem e ao desmatamento

Publicado

em

Estabelecer critérios técnicos e procedimentos para regularização fundiária em áreas urbanas e rurais e, consequentemente, combater o desmatamento e a ocupação irregular de terras. Com esse objetivo, o governador Helder Barbalho assinou, na tarde desta quarta-feira (25), em solenidade no Palácio dos Despachos, em Belém, os decretos 1.190 e 1.191, que regulamentam a Lei Estadual nº 8.878, aprovada pela Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) em 2019.

Os novos decretos permitem ao Estado avançar na regularização de terras já ocupadas por pequenos, médios e grandes produtores, desde que estes estejam dentro do perfil e atendam aos critérios estabelecidos. A medida não vale para processamento e análise dos pedidos de regularização fundiária de áreas rurais compostas integralmente com cobertura florestal primária, que deverão ser submetidos a outros procedimentos para concessão do uso sustentável.

As competências para coordenar, normatizar e supervisionar o processo de regularização fundiária de áreas rurais em terras do território paraense, e também para expedir os instrumentos de titulação, serão de responsabilidade técnica do Instituto de Terras do Pará (Iterpa). A regularização em Assentamentos Sustentáveis (AS), Assentamentos Extrativistas (AE) e remanescentes das comunidades quilombolas (TEQ) serão previstas em decretos próprios.

Dependendo do tamanho da área, o processo de regularização de terras públicas estaduais só será validado com aprovação da Alepa e do Congresso Nacional. Solicitação de regularização em área rural de até 1.500 hectares será feita pelo Iterpa. A aprovação de regularização de área entre 1.500 e 2.500 hectares será processada pelo Iterpa e validada com prévia autorização da Assembleia Legislativa. Já os pedidos de regularização acima de 2.500 hectares serão processados pelo Instituto de Terras e a expedição do título dependerá de autorização do Congresso Nacional.

Demanda histórica – O governador Helder Barbalho ressaltou que, além da preservação do meio ambiente e da possibilidade de identificar e punir quem explora os recursos naturais de forma predatória e irregular, os decretos, associados a outras ações do governo do Estado, auxiliarão o desenvolvimento sustentável do Pará.

“Estamos cumprindo uma etapa fundamental para a consolidação de uma missão estratégica de nosso governo. Uma demanda histórica. Fato que é um assunto complexo, que atrai a pluralidade de opiniões. Porém estamos sinalizando para a sociedade paraense que, efetivamente, estamos no caminho para garantir direitos e um futuro melhor, priorizando o desenvolvimento sustentável em nosso Estado” – Helder Barbalho.

 para evitar qualquer tipo de possiblidade de regularizar grileiros de terras ou mero especuladores. Essa legislação é para quem, de fato, produz e quer ajudar a desenvolver o Estado”, reiterou.

“A partir de agora, consolidamos entendimentos e estabelecemos os novos procedimentos para tornar a regularização fundiária, as atividades agrárias e não agrárias, mais eficientes. Essa lei é extremamente moderna e traz conceitos que trabalham a valorização da floresta em pé. O conceito da década de 1970, que orientava desmatar 50% da área para obter o título, agora não se exige mais. A floresta serve para realização de novos negócios sustentáveis previstos no Código Florestal”, completou Bruno Kono.

Decisão coletiva – O empresário Carlos Fernandes Xavier, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Pará (Faepa), disse que o tema é um antigo objeto de debate do setor agropecuário. “Temos hoje uma quantidade significativa de pequenos, médios e grandes produtores. Esse decreto de hoje é fruto de uma grande discussão. Portanto, é uma decisão tratada de forma coletiva, onde o produtor terá o seu título e vai fazer com que a terra cumpra sua obrigação e papel fundamental de produzir e, por consequência, gerando desenvolvimento e renda para o Estado, principalmente em um momento de pandemia, em que o mundo está precisando de alimento”, reforçou.

Para o secretário de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Mauro O’de Almeida, a regularização fundiária é uma ferramenta estratégica para a preservação e conservação do meio ambiente.

“Para fazer a regularização ambiental é necessária a regularização fundiária. Elas andam juntas. Portanto, cada vez mais que conseguirmos fazer a regularização fundiária mais conseguiremos fazer a correção dos passivos ambientais de áreas de reservas legais e, por consequência, o plano de recuperação de áreas degradadas” – Mauro O’de Almeida, titular da Semas.

Continue lendo

Pará

Pará registra 269.057 casos e 6.892 óbitos de Covid-19

Publicado

em

A Secretaria de Saúde do Pará (Sespa) confirmou nesta quinta-feira (26) mais 533 novos casos de infectados com o novo coronavírus e 8 óbitos. Agora, são 269.057 casos e 6.892 óbitos no estado.

De acordo com o boletim, são 77 novos casos de Covid-19 e 3 óbitos cadastrados dos últimos sete dias. Em relação à subnotificação das prefeituras, foram confirmados mais 456 casos e 5 óbitos acontecidos em dias anteriores.

O Pará possui, até então, 251.449 recuperados, 37.034 casos descartados e 732 casos em análise.

Em relação à ocupação de leitos na rede estadual, o Pará tem 35% dos leitos clínicos e 57% das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) ocupados.

De acordo com a Sespa, já foram realizados 437.419 testes rápidos e 97.457 testes de PCR para Covid-19, até então.

Continue lendo

Pará

Pará lidera geração de empregos formais na região Norte em outubro

Publicado

em

O Pará foi o maior gerador de empregos formais entre todos os estados da região Norte em outubro deste ano. Pelo quinto mês consecutivo, o Estado voltou a apresentar crescimento com a geração de 9.480 postos de trabalhos em vários setores econômicos, com destaque para o comércio, serviços e indústria. A pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), e com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foi divulgada nesta quinta-feira (26). 

“Todos nós sabemos do choque que a pandemia da Covid-19 gerou sobre a economia brasileira, os baixos níveis de ocupação e a elevada taxa de desocupação. Apesar deste cenário, o Pará tem se destacado com a manutenção de um cenário positivo com aumento de postos de trabalho formais e o melhor resultado entre os estados da região Norte. Isso se dá em função da iniciativa posta pelo governo do Estado através do Retoma Pará que, com muita responsabilidade e cautela, possibilitou que obras fossem iniciadas, que empresas que estavam em processo de abertura de loja ou contratação retomassem as contratações, e que atividades de serviço fossem desenvolvidas. O saldo de 9.480 postos de trabalho é resultado de um trabalho em conjunto, que ao longo deste ano o governo do Pará conseguiu manter, pensando em um único agente: o povo paraense”, destaca Inocêncio Gasparim, titular da Seaster.

Segundo o estudo do Dieese/PA, em outubro deste ano, pelo quinto mês consecutivo, foram feitas em todo o Pará, 29.442 admissões contra 19.962 desligamentos, gerando um saldo positivo de 9.480 postos de trabalhos formais. No mesmo período do ano passado, o Estado também apresentou crescimento, só que bem menor que o verificado este ano. Naquela oportunidade, foram 24.558 admissões, contra 21.837 desligamentos, gerando um saldo positivo de 2.721 oportunidades.

Ainda de acordo com o estudo, no mês passado, todos os setores econômicos do Estado apresentaram crescimento na geração dos empregos formais, com destaque para o comércio, com a criação de 3.179 postos de trabalhos, seguido do setor serviços com a geração de 2.879 postos. Logo em seguida aparece a indústria, com a criação de 1.636 novas vagas, construção civil com 1.346 postos de trabalhos, e setor agropecuário com a geração de 440 postos.

Entre todos os estados da região Norte, o Pará lidera a geração de empregos com a criação de 9.480 postos de trabalhos, seguido do Amazonas com a geração de 5.669 postos de trabalhos; Rondônia, com a geração de 1.635 postos de trabalhos; Tocantins, com a geração de 1.504 postos; Acre, com a geração de 860 novos postos; Amapá, com a geração de 837 postos, e Roraima, com a criação de 673 novos empregos. Em todo o Norte, foram feitas 67.752 admissões contra 47.094 desligamentos em outubro, gerando saldo positivo de 20.658 postos de trabalhos formais.

“Estes dados colocam o Pará como o 10º estado brasileiro na criação de empregos formais. Quando nós comparamos essa somatória do período de janeiro até outubro deste ano, o Pará já gerou 32 mil postos de trabalho. É fundamental e importante esses números porque, em tempos de pandemia, todos os grandes setores da economia paraense conseguiram apresentar resultados positivos de empregos formais. Não podemos esquecer que o Pará tem o melhor resultado entre os estados da região Norte e os protocolos de segurança que o Estado adotou logo no começo da pandemia deram um fôlego para essa retomada, então, a expectativa é que cada vez mais tenhamos uma abertura maior da economia e, consequentemente, mais pessoas chegarão ao mercado de trabalho”, observa Everson Costa, técnico do Dieese/PA. 

Continue lendo
publicidade Bronze