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Bico do Papagaio

Núcleo de Arqueologia monitora patrimônio no entorno da Usina de Estreito

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O trabalho é longo e árduo, mas é por meio dele que a história se preserva em meio ao avanço da modernidade e das necessidades do ser humano em abrir novos caminhos, como rodovias e usinas hidrelétricas. No Tocantins, o Núcleo Tocantinense de Arqueologia (NUTA), da Fundação Universidade do Tocantins (Unitins), é quem realiza o trabalho de resgatar a história e não deixar que ela se perca.

Atualmente, o NUTA executa três projetos de levantamento, salvamento e monitoramento do patrimônio histórico, cultural, paisagístico e arqueológico das regiões impactadas pela construção da Usina Hidrelétrica de Estreito (na divisa do Tocantins com o Maranhão), da Ferrovia Norte-Sul e da BR-242.

No Tocantins durante toda a semana, a antropóloga física Drª Eugênia Cunha, professora catedrática presidente da Sociedade Europeia de Antropologia Forense e coordenadora do Mestrado em Evolução e Biologia Humana da Faculdade de Coimbra – Portugal, está orientando os profissionais do NUTA nas análises dos vestígios fósseis humanos das urnas funerárias resgatadas pelas pesquisas arqueológicas realizadas pelo núcleo no Tocantins.

De acordo com a professora e coordenadora do NUTA, Antônia Custódia, nesta semana de orientação da professora Eugênia estão sendo analisadas quatro urnas funerárias encontradas no Sítio Abrigo Santa Helena da Ilha dos Campos, próximo ao Rio Tocantins, área que atualmente está submersa depois da construção da Usina Hidrelétrica de Estreito. E é justamente para que esse patrimônio não se perca, que o NUTA desenvolve esse trabalho por meio do programa Projeto de Levantamento, Salvamento e Monitoramento do Patrimônio Histórico, Cultural, Paisagístico e Arqueológico da região de abrangência da UHE Estreito (SALTESTREITO), construída pelo Consórcio Ceste. “E ela ainda nos dará algumas orientações sobre as urnas encontradas durante o trabalho da BR-242”, acrescentou a coordenadora do NUTA.

Segundo Antônia Custódia, no projeto de SALTESTREITO foram identificados mais de 100 sítios arqueológicos. “Às vezes em um único sítio podemos achar cerca de três mil peças”, contabilizou. Depois de todo esse trabalho de escavação, retirada, análise e identificação, os resultados são entregues ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Além de ser fonte para dissertações de mestrado, teses de doutorado, artigos e publicações científicas”, enumerou Antônia Custódia.

Ciência

“Ler ossos é uma ciência. Decodificamos informações contidas neles, o que nos permite reconstruir episódios da vida e da morte”, explicou a antropóloga. Segundo ela, os ossos contam “estórias” à história. Através da análise dos ossos é possível identificar um perfil biológico, como o sexo, a idade, ancestralidade e estatura, por exemplo. “Podemos saber sobre o crescimento, se havia mortalidade infantil, identificar algumas doenças, como artrose. E ainda entrarmos nos aspetos culturais, como identificar os rituais funerários e padrões de atividades do grupo que habitava no local onde os ossos foram encontrados”, afirmou, acrescentando que a partir dos ossos eles tentam retirar o maior número de informações possíveis.

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Bico do Papagaio

ARAGUATINS: Mulher de 84 anos é a 31ª vítima da Covid-19

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A Secretaria de Estado da Saúde, confirmou neste sábado, 16, a 31ª morte por Covid-19, no município de Araguatins, no Bico do Papagaio.

Com a confirmação, Araguatins segue na liderança no Bico do Papagaio em quantidade de mortes, seguido de Tocantinópolis e Ananás e na sétima posição em relação ao estado, atrás de Araguaína, Palmas, Gurupi, Porto Nacional, Paraíso e Colinas.

A vítima confirmada neste sábado, morreu na terça, dia 12. Ela tinha 84 anos, era mulher e tinha diabetes e hipertensão.

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Bico do Papagaio

SÃO MIGUEL: MP recomenda que Prefeitura não demita aprovados em concurso como pediu TCE

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O Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio da Promotoria de Justiça Itaguatins, expediu nesta quarta-feira, 13, Recomendação Administrativa ao prefeito de São Miguel do Tocantins, Alberto Loiola Gomes Moreira, para que se abstenha de exonerar ou demitir qualquer servidor aprovado no concurso público realizado no ano de 2016, tendo em vista que não foi confirmada a existência das irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE).

A recomendação também orienta que o gestor encaminhe ao TCE informações sobre a regularidade do concurso, especialmente as leis de criação de cargos e o quantitativo de vagas ofertadas no quadro do magistério, nível docência – professor II. 

Para a anulação, o TCE alega que o Município não apresentou as leis de criação de cargos e do quantitativos das vagas ofertas, situação que segundo o promotor de Justiça Elizon de Sousa Medrado, não procedem, já que todos os procedimentos foram adotados pela gestão da época e acompanhados pelo Ministério Público. 

“O concurso foi fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta proposto pelo Ministério Público, no qual constavam obrigações como a criação de cargos, encaminhamento do projeto de Lei para aprovação da Câmara Municipal e  o processo licitatório. O concurso foi realizado, as pessoas tomaram posse e não foi verificada nenhuma irregularidade”, salientou o promotor de Justiça.

O não atendimento da recomendação por parte do prefeito de São Miguel do Tocantins poderá ensejar o ajuizamento de ação judicial visando à anulação de eventuais atos de exoneração/demissão dos servidores concursados. (Denise Soares)

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Bico do Papagaio

Inquérito Civil apura condições de tráfego da rodovia que liga Darcinópolis a Angico

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O Ministério Público do Tocantins (MPTO) instaurou inquérito civil público para apurar a situação da rodovia TO-134, no trecho que liga as cidades de Darcinópolis e Angico, localizadas no Bico do Papagaio. Segundo representação direcionada à Promotoria de Justiça de Wanderlândia, o trecho asfáltico encontra-se em condições extremamente precárias, prejudicando as famílias que moram no entorno e o transporte de alunos da zona rural.

O inquérito civil público foi instaurado no último dia 8 e publicado na edição nº 1.143 do Diário Oficial Eletrônico do MPTO.

Um dos aspectos que a Promotoria de Justiça de Wanderlândia irá apurar é se as condições de tráfego da rodovia comprometem o transporte dos alunos da zona rural que estudam nas redes estadual e municipal, prejudicando o direito destas crianças e adolescentes à educação.

A Promotoria de Justiça de Wanderlândia solicitou anteriormente informações sobre as condiçõesde tráfego na rodovia e sobre a previsão de obras de recuperação da malha asfáltica, mas não houve resposta até o momento.

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