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Bico do Papagaio

Obra retrata personagem e a sua luta no Bico do Papagaio nos anos 80

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A manhã desta segunda-feira, 22, começou movimentada no Café Literário do 6º Salão do Livro do Tocantins. Bastante prestigiado, o primeiro lançamento do dia teve na plateia vários jornalistas, escritores, músicos, personalidades regionais, produtores culturais, documentaristas, secretários de governo estadual e municipal, professores, alunos, entre outros.

A programação teve início com a apresentação musical de Abraozinho Boas Maneiras, com as belas canções da MPB. Em seguida, houve o lançamento do livro: “Lurdinha – Pelos Caminhos do Bico do Papagaio”, de Yanna Barbosa de Aguiar. O livro relata a biografia de uma ex-freira gaúcha que optou por morar no Bico do Papagaio nos anos 80. Ela fez parte do grupo do Padre Jozimo com mais duas religiosas francesas, Madalena e Beatriz, que também participaram do lançamento.

Lurdinha foi companheira inseparável do padre assassinado, e no livro ela conta a versão da morte, bem como relata de forma emocionante como funcionava o esquema religioso e sobre a ocupação e desapropriação de terras pelo “Getat” e por pistoleiros que atuavam na região. Para Yanna, a emoção de lançar um livro é de fato como o nascimento de um filho.

Ela disse que o livro não teve apoio, foi produzido por conta própria e que sua maior dificuldade era se situar, pois não conhecia a região. “A primeira etapa da pesquisa foi realizada de forma oral, Lurdinha contou toda a história, e a segunda, foi a pesquisa de campo, quando fui conhecer todos os lugares citados por ela”.

Personagem

Já para Lurdinha foi emocionante ser personagem de um livro. Atualmente morando em Palmas, ela contou que nunca havia imaginado que um dia sua vida seria retratada, mas que seu objetivo principal é que suas memórias possam mostrar a história da parte de quem faz a história, não por parte dos dominadores e que a verdadeira história sempre está na raiz do povo. “Quero que as pessoas que lerem o livro possam ver que a luta nunca é em vão, que sirva de exemplo para nos tornarmos dirigentes e não dirigidos, e que seja a valorização da gente que lutou naquela época e para as pessoas que lutam todos os dias”.

D. Raimunda, que também participou da luta juntamente com Lurdinha e Padre Jozimo, falou sobre as vitórias e derrotas e como conseguiram mudar e transformar uma região de gente tão sofrida, que passou por sérios conflitos e até torturas.

Para encerrar, foi exibido o documentário “D. Raimunda, a quebradeira”, de Marcelo Silva. (Lenna Borges)

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Bico do Papagaio

ARAGUATINS: Osemar deixa hospital após tratar a Covid-19

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O empresário Osemar Mousinho, que foi pré-candidato a prefeito de Araguatins pelo SD, deixou o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internado desde o começo de setembro. O empresário foi infectado pela Covid-19 e precisou passar por tratamento intensivo.

O diagnóstico da doença foi divulgado pela assessoria ainda no início da intervenção. O tratamento começou em um hospital particular em Palmas, mas com o agravamento do problema, ele foi transferido para São Paulo, onde terminou o processo e chegou a passar pela UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Agora ele está na sua residência em Palmas, onde segue em repouso.

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Bico do Papagaio

ARAGUATINS: Sr. Quincas morre aos 97 anos

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Faleceu na sexta, 27, um dos pecuaristas mais respeitados de Araguatins, no Bico do Papagaio, Joaquim José de Araújo, mais conhecido como Sr. Quincas. Ele faleceu de causas naturais aos 97 anos.

O velório está acontecendo em sua residência, na Avenida Siqueira Campo, 475, no centro da cidade.

O sepultamento será às 17h, no Cemitério Municipal.

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Bico do Papagaio

Imagens de flat e boate contradizem depoimento de modelo que acusa Irajá de estupro

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A pedido da defesa do senador Irajá Abreu, a boate Café de la Musique e o hotel La Residence entregaram à Justiça de São Paulo imagens que mostram o parlamentar acompanhado da modelo Hellen Haas na noite do último dia 22 e também da madrugada do dia 23.

Ao acusar Abreu de estupro, a modelo alegou ter sofrido um “apagão” e recobrado a consciência “já com o investigado em cima de si, mantendo conjunção carnal”.

Ao se manifestar nos autos do inquérito, o advogado Daniel Bialski afirma que a versão de Haas “não condiz com a realidade”.

“Todas as imagens de CFTV requisitadas, de todos os locais em que estiveram naquela data, revelam justamente o contrário, ou seja, de que eles chegaram de mãos dadas, caminhando tranquilamente, e, mais que isso, mostrando que ela manuseara seu celular, conduta incompatível com alguém que estaria alegadamente sem a capacidade e  discernimento de seus atos.”

O advogado acrescenta que o exame de corpo de delito de Irajá também rebate a tese de que houve luta corporal e que a modelo se recusou a entregar o celular, cujo conteúdo pode ajudar a “esclarecer detalhes ainda não totalmente esclarecidos” do episódio. (O Antagonista)

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