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Obras e edificações devem estar distantes da rede de energia

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A experiência, a vontade de aproveitar a vida, família e seguir com os planos para o futuro são alguns dos pontos que pesam na hora de Sebastião Silva Carvalho aceitar ou não um serviço. Ele é pintor há 15 anos na construção civil e ao longo da carreira aprendeu a avaliar cuidadosamente o local onde irá realizar seu trabalho. “Já recusei muito serviço por não ter segurança para trabalhar”, afirma. Segundo ele, cuidar da vida é prioridade e por isso, é preciso preparar a área onde a pintura será realizada.

E Sebastião tem toda razão. É preciso redobrar atenção na hora de realizar reformas, construir próximo ou embaixo da rede de energia elétrica coloca em risco os trabalhadores que estão na obra e também as pessoas que circularão no local após a conclusão da edificação. Queimaduras, fraturas por quedas e até fatalidades podem acontecer quando a distância mínima de segurança da rede de energia não é respeitada.

“Na construção civil temos muitos riscos, por isso avaliamos o local antes de começar a trabalhar para evitar situações inesperadas. Além disso, na minha equipe não usamos extensor no rolo de pintura e evitamos o andaime, usando somente onde não tem rede de energia”, enfatiza Sebastião.

A Energisa, rotineiramente, realiza atividades que alertam sobre a segurança com a comunidade, para informar e prevenir os acidentes que podem ocorrer por falta de atenção. Delmindo Antônio Mendes, coordenador de Saúde e Segurança do Trabalho da Energisa, destaca que o cuidado em atender a distância mínima de dois metros da rede preserva vidas e ainda exemplifica situações de riscos no dia a dia das obras. “Ao manusear vergalhões, arames, réguas de alumínio, rolos com extensores e outros materiais metálicos é preciso ficar atento a que distância se está da rede. Alguns materiais não precisam nem mesmo tocar a fiação: o fato de estar muito próximo já induz a corrente de energia, o que pode causar um acidente fatal”, alerta. 

Ele pontua que, para evitar acidentes, o primeiro passo é planejar o trabalho, observando sempre a localização da rede elétrica e o tipo de material que será utilizado. “Garanta que os trabalhadores utilizem EPIs e certifique-se de que a instalação dos andaimes esteja adequada, distante dos cabos da rede de energia”, reforça.

Sebastião afirma que esses cuidados fazem a diferença no dia a dia. “São 15 anos trabalhando como pintor e tenho orgulho de dizer que nunca sofri um acidente. Por isso é tão importante ter segurança no trabalho”, finaliza.

Dados

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) aponta que o principal responsável pelas mortes ocasionadas pelo contato com a rede de energia é a construção/manutenção predial, com 29% dos casos em 2017 (total de 252 mortes). Nos últimos nove anos (2009 a 2017) houve um total de 736 mortes em situações como esta em todo o país.

Uma outra dica importante, segundo Delmindo, é comunicar a Energisa sempre que for executar algum serviço na fachada do imóvel ou em local de risco. O contato pode ser feito pelos Canais de Atendimento da distribuidora (Energisa On, site, agências de atendimento e 0800 721 3330) para receber apoio dos técnicos da empresa.

Cuidados que podem salvar vidas:

• Nunca instale a antenas próximas à rede de energia ou para-raios, nem interligue o cabo da antena aos condutores elétricos. Instale a antena sempre do lado oposto a rede de energia;

• Marquises de edifícios não são os locais adequados para a instalação de antenas, pois costumam estar próximas às redes elétricas;

• Ao realizar pintura de faixadas, evite o uso de extensores nos cabos, pois os mesmos poderão se aproximar ou tocar a rede elétrica;

• Quando for manusear vergalhões, barras de ferro, telhas, calhas e outros materiais, fique atento para que as pontas não se aproximem das redes elétricas;

• Mantenha uma distância segura ao manobrar equipamentos, ferramentas, caminhões, guinchos e outros materiais em canteiros de obras e suas proximidades;

• A colocação de andaimes deve ser planejada, com sinalização correta quando estiver próxima à rede de energia;

• Ao utilizar equipamentos e máquinas em local molhado, verifique se eles são adequados para funcionamento nestas condições. E não utilize benjamim ou T para liga-los na tomada, assim evita-se sobrecarga e curto-circuito.

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Brasil tem 2,733 milhões de contaminados e 94,1 mil mortos pela Covid-19

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Mais 541 pessoas morreram por causa da covid-19 no Brasil, conforme registros oficiais neste domingo (2). Com isso, o total de mortos chega a 94.104 desde março – 45 casos a cada 100 mil habitantes. As informações são do Ministério da Saúde e estão disponíveis na internet.

De acordo com a atualização dos dados deste domingo (2), 25,8 mil pessoas foram infectadas pelo vírus desde ontem. O balanço totaliza 2,733 milhões de casos de contaminação pelo novo coronavírus – 1.301 casos a cada grupo de 100 mil habitantes. Segundo o ministério, 1,883 milhões de pessoas recuperaram a saúde depois da infecção.

A Região Sudeste registra um total de 942.948 casos de infecção por covid-19, seguida pela Região Nordeste com 878,1 mil casos. No Norte do país, somam 414.492 casos. No Centro-Oeste, 259.509 casos. E no Sul, 238.627 infectados.

O Estado de São Paulo, o mais populoso e com maior número de contaminações, registra hoje mais 6.397 casos, somando 558.685 casos desde o início da pandemia – 1.217 casos acumulados em 100 mil habitantes. Nesse período, totalizam 23.317 mortes no estado – 81 novos falecimentos registradas neste domingo por causa da pandemia – 51 óbitos a cada grupo de 100 mil habitantes.

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Fiocruz vai produzir 100 milhões de doses de vacina contra covid-19

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde, e a farmacêutica britânica AstraZeneca assinaram ontem (31) um termo que dará base para o acordo de transferência de tecnologia entre os laboratórios e a produção de 100 milhões de doses da vacina contra a covid-19, caso seja comprovada a sua eficácia e segurança. O medicamento está sendo desenvolvido pela empresa do Reino Unidos em conjunto com a Universidade de Oxford e já está em fase de testes clínicos no Brasil e em outros países.

O acordo entre Fiocruz e AstraZeneca é resultado da cooperação entre os governos brasileiro e britânico, anunciado em 27 de junho pelo Ministério da Saúde. A assinatura do acordo de encomenda tecnológica está prevista para a segunda semana de agosto e deve garantir o acesso a 30 milhões de doses da vacina entre dezembro e janeiro de 2021 e 70 milhões ao longo dos dois primeiros trimestres do próximo ano.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que prevê um repasse de R$ 522,1 milhões na estrutura de Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz produtora de imunobiológicos, para ampliar a capacidade nacional de produção de vacinas. Outros R$ 1,3 bilhão são despesas referentes a pagamentos previstos no contrato de encomenda tecnológica. Os valores contemplam a finalização da vacina.

O memorando de entendimento assinado nesta sexta-feira (31) define os parâmetros econômicos e tecnológicos para a produção da vacina da covid-19 e, de acordo com o ministério, garante a incorporação da tecnologia em Bio-Manguinhos para que o Brasil tenha condições de produzir a vacina de forma independente.

A Fiocruz recebeu informações técnicas fornecidas pela AstraZeneca necessárias para a definição dos principais equipamentos para o início da produção industrial. A instituição brasileira também colocará à disposição sua capacidade técnica para a aceleração do escalonamento industrial da vacina junto a outros parceiros.

De acordo com o Ministério da Saúde, ao mesmo tempo a Fiocruz constituiu um comitê de acompanhamento técnico-científico das iniciativas associadas às vacinas para a covid-19, com a participação de especialistas da Fiocruz e de instituições como as universidades de São Paulo (USP) e as federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e de Goiás (UFG).

A vacina produzida por Bio-Manguinhos será distribuída pelo Programa Nacional de Imunização, que atende o Sistema Único de Saúde (SUS). O acordo com a AstraZeneca permitirá, além da incorporação tecnológica desta vacina, o domínio de uma plataforma para desenvolvimento de vacinas para prevenção de outras enfermidades, como a malária.  (Andreia Verdéliov)

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