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domingo, 14 / agosto / 2022
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OPINIÃO: Uma Araguatins fraternal

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O desenvolvimento associa-se, antes de qualquer conjetura, ao grau de evolução espiritual da espécie humana. Quando achamos que merecemos um lugar no céu, o inferno nos convoca.

Parte dos seres humanos padece de fome e desnutrição na superfície, enquanto os vermes negam-se a comer a carne dos seres egoístas e impiedosos que jazem no subsolo.

Nunca é demais lamentar que muitos consintam com o capitalismo como se este sistema fosse a mais natural das graças divinas juntamente com a insídia do mercado.

A criança teima pelo picolé de uma marca; o jovem escolhe a profissão que o mercado sugere; muitos adultos não medem os meios para ganhar a vida; o idoso batalha para garantir a melhor aposentadoria; e o defunto lamenta a mediocridade de sua existência derradeira.

Pobre daqueles que ignoram o óbvio a fim de sustentar a opulência, de um lado, ou fomentar a miséria, de outro. A cobrança virá em dobro. A humanidade recobra fins trágicos.

Os mandatários da política araguatinense não se fazem sem a venda da alma ao diabo, o que justifica a continuidade das pequenas e grandes desgraças sócio-econômicas no município.

É sensato reiterar a tese de que de barriga vazia ninguém quer saber de material escolar. Uma vez vencida esta etapa, discutir-se-á que a educação não se faz sem bons instrutores. Mas cadê os bons salário que a administração municipal não paga aos guerreiros professores municipais. Cadê o sindicato da categoria que nunca cobra do prefeito?

O preço do arrependimento deveria satisfazer a voracidade de atores pujantes na tragicomédia mirandista em decadência. O discurso prozelitista tem seus dias marcados.

A recomendação para os alunos precavidas é de jamais falar com estranhos. Ao chegar à senilidade e depois de tanta faina, haverá maiores recompensas.

Maldita hora em que um sistema estranho à elevação humana torna-se familiar.

Assistimos ao advento da hora de extirpar, ao menos, o semi-analfabetismo e a ignorância que atinge grande parte de nosso povo. Duas chagas que nos retêm na periferia do orbe.

Algo nos sugere que a comunidade de politicos araguatinense tem-se embasbacado nos caminhos da ganância, a corrupção e a possessão descaradas de bens mal divididos e de saberes em conflito.

Os capachos da política e do lucro extraem do povo o que cabe à coletividade e curvam-se diante do destino nefasto que se lhes descortina na escolha entre o céu e o inferno.

A sorte de alguns destoa da desgraça de outros. Nessa Araguatins carnal e desalmada, permanecem os seguidores das paixões mais descabidas. A responsabilidade recai sobre a justiça que funciona e pela qual “não passará um fio de cabelo” sem que o ente maior perceba.

Seja cultivador e merecedor de um mundo fraternal.

Cobre justiça de outros cidadãos.

Discorde do que não lhe parece sensato.

(Este e outros textos estão no Blog do João Renildo que pode ser acessado pelo link no lado direito do site)

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