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Pará

PALESTINA: Agência do Banpará é inaugurada

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A primeira agência do Banpará em Palestina é a oitava inaugurada nos últimos cinco meses

“Eu plantava arroz, feijão e mandioca. Me aposentei, mas minha vida foi a roça. Criei minha família assim. Aqui, em Palestina, muita gente cultiva pra comer e ganhar alguma renda”, contou Raimunda Batista, 67 anos, destacando o valor do trabalho no campo para a população do município de Palestina do Pará, no sul do Estado. Além da agricultura familiar, a pesca, a pecuária e outros setores da economia devem se desenvolver ainda mais na região, após a entrega da primeira agência bancária na sede municipal, feita pelo governador Helder Barbalho nesta quarta-feira (19). A importância da agência do Banco do Estado do Pará (Banpará) para a geração de emprego e renda em Palestina e municípios próximos, foi destacada pelo chefe do Executivo.

“É importante lembrar que a cidade recebe toda uma estrutura bancária, onde a população poderá receber seus salários, participar de programas sociais, captar recursos para negócios, ativando a economia local. Desse modo, o comércio cresce, a cidade cresce, o emprego surge e o desenvolvimento acontece. Fico muito feliz que o Banpará esteja neste processo de ampliação no atendimento. Onde tem Banpará, tem o Estado”, afirmou o governador.

O presidente do Banpará, Brasilino Assunção, frisou que esta é a oitava agência inaugurada no Estado em apenas cinco meses. “É um grande prazer e alegria participar do desenvolvimento econômico e social deste município. Com a inauguração desta quarta-feira, o Banpará está presente em 103 municípios, com 121 agências”, informou o presidente.

A nova agência tem o mesmo padrão das demais inauguradas este ano, com 250 metros quadrados construídos com requisitos de acessibilidade. Assim como as demais agências do banco, a unidade em Palestina ofertará todos os serviços do Banpará, como abertura de contas, produtos de investimento e serviços de crédito, além do atendimento ao público em geral. “O micro, médio e grande produtor já pode procurar o banco na própria cidade pra ter acesso a operações simples e complexas de custeio e financiamento rural”, acrescentou Brasilino Assunção.

Presente à cerimônia, Walcilei Gomes, superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), destacou a iniciativa do governo do Estado. “Em breve, o Incra vai titular os assentamentos que existem em Palestina, e agora com esta conquista os assentados poderão acessar créditos e abrir conta”, informou Walcilei Gomes.

A população também ganha mais comodidade para receber benefícios sociais, como seguro-defeso, seguro-desemprego e Bolsa Família, dentro do próprio município. O governo do Estado fez convênio com o governo federal, e os benefícios já podem ser sacados em qualquer agência do Banpará. O serviço animou Gilmar dos Santos, 42 anos, que está desempregado e há três anos recebe o Bolsa Família. “Agora vai melhorar muito, porque só tem uma lotérica na cidade. Quando eu vou receber o Bolsa Família enfrento uma fila enorme e levo de 4 a 6 horas pra fazer o saque. Muitas vezes pra fugir de fila, tenho que pagar transporte pra Marabá ou Brejo Grande (Brejo Grande do Araguaia, município da região)”, disse Gilmar dos Santos.

O prefeito de Palestina do Pará, Claudio Robertino Alves dos Santos, enfatizou o impacto positivo da agência bancária na vida de servidores e comerciantes. “Temos mais de 400 servidores em nossa folha de pagamento. E todos recebiam o salário em outros bancos, fora daqui. Agora, não. E isso vai fomentar o comércio local, porque os trabalhadores que sacavam em Marabá e já faziam compras lá, vão passar a sacar aqui e comprar aqui”, reiterou o prefeito.

A estrutura da agência oferece comodidade principalmente a servidores públicos e comerciantes

Também estiveram presentes à inauguração da agência do Banpará o vice-governador do Estado, Lúcio Vale; os deputados estaduais Miro Sanova e Ana Cunha, e outras autoridades de Palestina e municípios vizinhos.

Pecuária e turismo – Localizado às margens do Rio Araguaia, Palestina do Pará tem uma população estimada em 7.475 habitantes e uma economia baseada na agropecuária, comércio e serviço público. Concentrando um expressivo rebanho bovino de corte, a zona rural do município possui cinco assentamentos, onde se destaca a agricultura familiar. O setor industrial é representado por uma fábrica de telhas e tijolos e uma mineradora de calcário. A produção pesqueira complementa a base econômica.

A sede municipal de Palestina, que ainda mantém a atmosfera de cidade pequena e tranquila, desponta como um roteiro no segmento de turismo ecológico na região, por abrigar belas praias e pedrais, que podem ser usufruídos nos tempos de estiagem. (Com informações de Jackie Carrera)

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Pará

MARABÁ: Tião Miranda peita Helder e vai manter bares abertos

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A prefeitura de Marabá informou que os bares da cidade continuarão abertos apesar do decreto estadual, publicado nesta quinta-feira (21), que volta a proibir o funcionamento desse tipo de estabelecimento em todo o Pará para frear a disseminação da Covid-19. Em Marabá, os bares funcionam com 50% da capacidade e fecham à 00h, como rege o último decreto municipal, do dia 14 de janeiro.

Ainda segundo a Prefeitura de Marabá, os casos da doença na cidade estão sendo monitorados e os espaço fiscalizados. Uma reunião com representantes de bares e restaurantes dos municípios reforçou as medidas de segurança, como distanciamento entre as mesas, uso de máscara e álcool em gel.

O novo decreto estadual alterou o banderamento de algumas regiões do Pará e impôs medidas mais rígidas. Segundo o governador Helder Barbalho, as novas medidas estão sendo tomadas devido à pressão no sistema de saúde e aumento na incidência viral nos municípios que fazem fronteira com o estado do Amazonas.

A Procuradoria-Geral do Pará (PGE) informou em nota que o Governo tem sinalizado as taxas de ocupação de leitos e de contaminação pela Covid-19, em todas as regiões do Estado e que a partir daí cabe às prefeituras a determinação sobre a abertura ou não de serviços. A autonomia das prefeituras é uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite que cada gestor municipal defina atividades e serviços que não serão interrompidos em seus territórios.

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Pará

Marabá recebe 1.609 doses da CoronaVac e Parauapebas 2.296

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Foi iniciada nesta terça-feira (19), no Hospital Municipal de Marabá (HMM) a vacinação contra Covid-19 no município. A agente de serviços gerais, Rosinalva Nunes de Castro, 50 anos, recebeu a primeira das 1.609 doses de vacina disponibilizadas pela Secretaria de Saúde do Estado do Pará (Sespa) para 1º fase de vacinação em Marabá.

Segundo o assessor de Vigilância em Saúde da Sespa, Marcos Moura, a quantidade de vacinas estimada pelo Ministério da Saúde para serem entregues ao estado do Pará era de 340 mil, tendo sido reduzido para 173.240 doses, o que restringiu a quantidade de vacinas que foi disponibilizada aos municípios.

A Secretaria Municipal de Saúde de Marabá (SMS), através do Departamento de Atenção Básica (DAB), Departamento de Alta e Média Complexidade e Vigilância em Saúde determinou a relação dos profissionais que estão dentro das UTI’S e trabalhando diretamente com o diagnóstico dos pacientes da Covid, para receberem essa primeira leva de vacina.

“É importante para todo país e para Marabá que esse trabalho comece a ser realizado. É uma gota de esperança que começou a fluir. A proporção de vacinas ainda é muito pequena, por isso temos que executar um trabalho criterioso. Mas estamos trabalhando e na iminência e espera de chegar um novo lote para levar essa vacina à população e aos demais profissionais”, acrescenta Valmir Moura.

A coordenadora do DAB, Monica Borchat, ressalta que a vacinação buscará atender não só os profissionais da rede pública, como da rede privada de saúde. Nesse primeiro momento a expectativa é que se vacine em torno de 40% dos profissionais de saúde. “A vacina será distribuída para toda rede pública e privada, abarcando o HMM, atenção básica, e hospitais de uma forma geral. Só selecionamos quem realmente está na linha de frente. Os demais recebem nas próximas etapas”, frisa.

Nota técnica

A vacina que está sendo aplicada em Marabá é a Coronavac, da empresa chinesa Sinovac, em parceria com o Instintuto Butantan. A vacinação é aplicada segundo nota técnica da Sespa. Por ser uma central regional, o município de Marabá recebeu 9.299 de vacinas, mas as outras 7.690 serão distribuídas para os demais municípios da região através da Central da Sespa localizada na cidade.

Segundo recomendação, a 2º fase da campanha abarcará os profissionais de segurança pública na ativa, idosos de 60 a 79 anos de idade, idosos a partir dos 80 anos e povos quilombolas. Na 3º fase serão priorizados indivíduos que possuam comorbidades, como diabetes, hipertensão e obesidade.

A 4º fase será para profissionais da educação, Forças Armadas, funcionários do sistema penitenciário, população privada de liberdade e pessoas com deficiência permanente severa. Ainda não há previsão de distribuição das vacinas para as demais fases da campanha.

Parauapebas

Parauapebas recebeu 2.296 doses do Ministério da Saúde, das quais 1.051 serão aplicadas nos indígenas e o restante em 40% dos profissionais de saúde que atuam na ala da Covid, UTIs, UPA e Pronto Socorro Municipal. 

A vacinação foi iniciada já nesta terça-feira logo após a solenidade. Os profissionais da ala da Covid foram os primeiros imunizados. Uma equipe da coordenação de imunização da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) fará a vacinação nesses profissionais em seus respectivos ambientes de trabalho.

O município aguarda as orientações do Ministério da Saúde e o envio de mais doses para seguir com o programa de imunização. 

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Pará

Pará alerta para surgimento de possíveis golpes com oferta de vacinação

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Após a chegada da vacina CoronaVac no Estado, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará alerta para que a população esteja atenta a possíveis golpes que podem vir a surgir com a oferta de imunizantes, seja por abordagens pessoais ou de empresas, e conta com a contribuição da população para que ao detectar uma ação suspeita encaminhe informações para os canais oficiais de denúncia da Segup, por meio da ligação no número 181ou pelo Whatsapp 91 98115-9181. Os dois garantem o sigilo e o anonimato de quem fornece as informações. 

Qualquer denúncia que chegue à Segup será averiguada, sejam relatos apontando furtos, estelionato, peculato, apropriação indébita ou outros tipos de crimes. Todos estes possuem pena que variam de quatro a cinco anos, podendo o período ser até maior. Destaca-se que não existe vacina no mercado informal e nem na rede privada. Todas as vacinas foram adquiridas pelo Ministério da Saúde e são distribuídas pelo Estado, então, não há outra forma de conseguir o imunizante para a Covid-19, se não pelo calendário de vacinação estadual.

“Qualquer outra maneira de você tomar, sem que você seja do grupo de risco, é na verdade um cometimento de crime e nós iremos apurar com muito rigor, lembrando que o golpe também pode existir, seja com pessoas oferecendo vacinas como se tivessem conseguido no mercado privado ou como se tivessem outro fabricante, e não há outro fabricante além do fornecido pelo Ministério da Saúde, então as pessoas podem ser vitimas também de golpes, que podem causar mal à saúde, dizendo que é a vacinação e não é. Pedimos que a população nos ajude fiscalizar. Distribuímos a vacina nos 144 municípios do Estado do Pará, cada prefeitura é responsável por gerir a campanha de vacinação que é muito importante para todos nós”, ressaltou o titular da Segup, Ualame Machado.

“Qualquer desvio de conduta ou encaminhamento da vacina para um grupo que ainda não é o prioritário, a população deve entrar em contato com os canais de denuncias da segurança pública do Pará, tanto pelo 181, que é o número convencional do Disque Denúncia, ligação gratuita, sigilosa e anônima. Além da Iara, pelo Whatsapp (91 98115-9181), a população pode colaborar enviando foto, vídeo, mapa, áudio”, explicou o secretário de segurança pública, Ualame Machado.

POLÍCIA CIVIL 

Enquanto a vacina é aguardada com ansiedade pelos paraenses, golpistas aproveitam o momento para praticar crimes utilizando os nomes das secretarias municipais de Saúde. A Polícia Civil chama atenção da população para não cair em golpes.

Por telefone, o estelionatário entra em contato com a vítima sob o pretexto de agendar a data e o horário para aplicar a dose do imunizante. Para garantir o suposto procedimento, o criminoso induz a pessoa que está do outro lado da linha a fornecer um código de confirmação, que chega por meio de mensagem de texto. Entretanto, a vítima acaba repassando uma senha para clonar o aplicativo de mensagens instantâneas, o WhatsApp. 

O titular da Divisão de Investigações e Operações Policiais (Dioe), delegado Neyvaldo Silva, orienta sobre a importância de fazer o registro de ocorrência policial, caso a pessoa seja vítima do golpe. “É  necessário ir até uma Seccional de Polícia ou à Delegacia Especializada em Estelionato e Outras Fraudes (Deof) fazer o registro do crime, para que possamos investigar as denúncias e chegar até os golpistas”, pontuou.

O secretário adjunto de Saúde, Sipriano Ferraz, aproveitou a oportunidade para alertar a população para ter calma e não sair à procura da vacina neste momento. 

“Não é uma corrida pela vacina, temos indicação dos profissionais que vão ser vacinados agora. A vacina vai ser nominal e os prefeitos vão prestar contas de quem foi vacinado. Os vacinados serão cadastrados pelo CPF ou cartão do SUS. Os municípios vão fazer o controle e, quando possível, vacinar dentro das unidades de saúde, para evitar aglomeração”, diz Sipriano.

Fases da vacinação:

1ª Fase: trabalhadores de saúde; pessoas com mais de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência e indígenas aldeados.

2ª Fase: profissionais da segurança pública na ativa; idosos a partir de 60 anos de idade; e povos e comunidades tradicionais quilombolas.

3ª Fase: indivíduos que possuam comorbidades (doenças como diabetes, hipertensão e obesidade);

4ª Fase: trabalhadores da educação; Forças Armadas; funcionários do sistema penitenciário; população privada de liberdade e pessoas com deficiência permanente severa.

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