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Pará

PALESTINA: Obra de asfaltamento em trecho da Transamazônica até Araguatins entra em fase final

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A BR-230, a Transamazônica, está totalmente asfaltada desde Marabá até a margem do Rio Araguaia, na divisa com o Estado do Tocantins. Os últimos 12 km de chão, que assim estavam por mais de três décadas, finalmente receberam asfaltamento por obra do Governo Federal e a empreita deve ser concluída até o dia 10 de novembro. Falta a segunda camada de asfalto em 2 km da via e a sinalização horizontal e vertical, conforme apurou equipe do CORREIO que esteve visitando o trecho no dia 24 de outubro. Os moradores das vilas naquela região, assim como caminhoneiros, comemoram a novidade, que dá novo status a uma das principais rotas de entrada e saída do Pará.

A obra, conforme reportagem do Jornal, foi retomada no mês de junho após vários impasses, desta vez sob responsabilidade do Consórcio Ethos/HWN/Consol, com orçamento de R$ 17,9 milhões para elaboração de projeto básico e executivo e a execução das obras de implantação e pavimentação da rodovia.

Consultado pela Reportagem esta semana, o encarregado do escritório do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) em Marabá, Jairo de Jesus Rabelo disse que o asfaltamento se deu em duas camadas e a segunda está sendo finalizada agora. Ele também acredita que o Dnit deva promover algum ato inaugural da obra.

PONTE E CHÃO

Em 25 de outubro de 2010, o Governo Federal inaugurou a ponte sobre o Rio Araguaia, ligando Palestina do Pará, no lado paraense, a Araguatins, no Tocantins. Com investimentos de R$ 71 milhões, o empreendimento, conta com 900 metros de extensão de pista.

Na ocasião, o Jornal CORREIO questionou o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos sobre o contrassenso de, após atravessar a ponte, o motorista ter de rodar 12 km de chão no território paraense no trecho nunca concluído. Já naquela época o governo prometia revolver o problema com agilidade, o que não se deu de imediato.

COMUNIDADE

De Marabá até a margem do rio são 112 km de rodovia. O trecho agora asfaltado tem influência sobre dois povoados: vilas Jarbas Passarinho (que compreende o povoado Porto da Balsa, na orla), pertencente a Palestina do Pará e Guaxinimna margem esquerda da estrada, que fica no território de Brejo Grande do Araguaia. Ali ao todo, são 300 moradores.

Há duas escolas dos arredores e o posto de fiscalização de mercadorias da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefa), os olhos do Pará para o tráfego de caminhões. Também ali, restaurantes, mercearias e outros pequenos negócios pelos quais os populares levam a vida, sempre sonhando com o desenvolvimento.

É o caso de Rodolfo Silva de 27 anos, que trabalha num restaurante à beira da pista. Para ele, o asfaltamento coloca a vila Jarbas Passarinho num novo momento. “A gente luta por isso há muito tempo. Ficou bom demais, já com o sumiço da poeira e da lama. Estamos muito felizes”, comentou, explicando que atende ali caminhoneiros, passageiros de vans e viajantes em geral.

Quem está feliz com a novidade também é Maria dos Reis, moradora da vila do Porto da Balsa há 35 anos. Ela explica que foram muitas lutas e manifestações para que a comunidade fosse atendida com o asfalto na rodovia.

Os moradores do trecho hoje têm muito mais relação com Araguatins, do outro lado do rio, do que com Palestina, que tem sua sede um pouco mais distante. Quem tem moto ou carro a abastecer, por exemplo, só encontra posto mais próximo do lado tocantinense. O advento do asfalto também deve atrair esse tipo de negócio para o trecho.

É o que confia o morador Adalto Dias de Souza, ao classificar o asfalto como desenvolvimento. De outro lado, no entanto, ele reclamava de um “buraco” que a empreiteira deixou à margem da pista. O que há ali, na verdade, e ele não soube explicar, é um barranco no qual a comunidade esperava que fosse calçado como uma rampa de acesso para onde ficam as casas. O acesso principal, alguns metros antes, está feito.

Caminhoneiro há 22 anos, Clésio Miranda passava pelo local com uma carga de material de construção entrando no Pará. Ele se disse feliz com a novidade, que muda o ânimo dos motoristas de entrarem no Estado. “Isso aqui era uma vergonha. Passo aqui umas 30 vezes por ano e sempre foi poeira ou lama, depois de ter rodado num asfalto bonito do lado do Tocantins. Era uma vergonha para o Pará essa estrada aqui. Que bom que resolveu”, comemora. (Patrick Roberto – Correio de Carajás)

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MARABÁ: Nível do rio recua mas continua acima dos 13 metros

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De acordo com o Boletim da Defesa Civil Municipal, às 18 horas, desta quinta-feira (20), o nível do Rio Tocantins continuou baixando e atingiu a marca de 13 metros e 03 centímetros na régua fluviométrica. O número atualizado de famílias atingidas é de 4.296, sendo que 789 estão nos abrigos, 2.424 desalojadas, ou seja, que foram para casa de parentes e amigos, 465 famílias ribeirinhas e 618 ilhadas, que ficam no segundo piso dos imóveis e resistem em sair das residências. Hoje foram entregues cestas básicas nos abrigos Sororó, Folha 14 e Irmã Theodora.

Apesar do recuo do nível do rio, a Defesa Civil recomenda que as pessoas ainda não retornem para casa devido à conhecida situação de repique, característica do Tocantins por aqui, que é quando o rio volta a subir. Segundo a coordenação do órgão, todos os trabalhos de assistência vão continuar, inclusive melhorias dos abrigos já construídos, agora já são 21 oficiais, bem como o serviço de mudanças, que conta com 20 caminhões, sendo alguns do Exército, 02 caminhões dos Bombeiros e 06 embarcações para atender às famílias que ainda não conseguiram sair do local.

A Defesa Civil tem contado também com o apoio da Marinha, Governo do Estado, Governo Federal e toda a estrutura da Prefeitura Municipal, uma média de 200 servidores estão envolvidos diretamente.

Vale ressaltar que algumas famílias resistem em abandonar as residências, na esperança de que a enchente não atinja o andar de cima, ou no caso de locais mais altos, que água não entre dentro de casa, o que tem dificultado a dinâmica do trabalho da Defesa Civil. Por dia, vinha sendo programada uma média de 400 mudanças, das quais nem sempre eram concluídas com sucesso, devido às desistências, informações desencontradas no cadastro e, ainda, por conta de veículos estacionados de forma irregular atrapalhando o acesso dos caminhões aos endereços.

Outro fator importante, é a parceria da Equatorial junto à Defesa Civil. A concessionária de energia foi solicitada pelo órgão para análise e desligamento de energia nos locais que oferecem riscos, com fiação próxima à água.

Atualmente, a prioridade da Defesa Civil é a retirada das famílias das áreas alagadas. Por outro lado, as secretarias de Assistência Social, Saúde, Centro de Controle de Zoonoses, Obras, Serviço de Saneamento Ambiental, Meio Ambiente e Segurança têm dado atendimento por todos os abrigos distribuídos pela cidade.

A Defesa Civil informa ainda que os cadastros realizados pelo órgão no momento do pedido de mudança é o mesmo que servirá para os benefícios ofertados pelo município, tais como, entrega de cestas básicas, atendimento de saúde, dentre outros. Quanto ao salário pago pelo Governo do Estado, os cadastros têm sido feitos no Centro de Convenções.

Em função da cheia antecipada dos rios Tocantins e Itacaiúnas, provocando a maior cheia em 20 anos, a Prefeitura de Marabá construiu em tempo recorde 13 abrigos oficiais, o que foi ampliado para 21 abrigos oficiais. Só nesta quinta-feira (20), foram realizadas 199 mudanças de famílias atingidas pelas cheias. Para esta sexta-feira (21) estão previstas mais 298 mudanças.

A Defesa Civil Municipal, em parceria com a Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (SEAPAC), continua realizando o cadastro das famílias e a entrega de cestas básicas.

Quem desejar ajudar as famílias com doações, os pontos oficiais da Prefeitura para arrecadação são a sede da SEASPAC, que fica na Travessa da Fonte, bairro Amapá, Marabá – em frente ao CAP e ao lado do Ministério Público Estadual, e na sede da Defesa Civil Municipal, que está em novo endereço, na Rua 7 de Junho, nº 1020, Marabá Pioneira. A arrecadação é das 8 às 16 horas. Os itens prioritários são alimentos não-perecíveis, itens de higiene pessoal, roupas e artigos de cama, mesa e banho.

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Pará

Águas turvas do Rio Tapajós em Alter do Chão preocupam especialista

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Uma equipe composta por técnicos da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) chegou na última quarta-feira (19), ao município de Santarém, oeste paraense, para avaliar as condições da água do rio Tapajós e áreas em torno dos locais onde a água apresenta coloração diferente da habitual. 

O grupo coordenado pelo secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, Mauro O’ de Almeida, é composto por técnicos da  Diretoria de Recursos Hídricos, do Núcleo de Monitoramento Hidrometereológico, Diretoria de Fiscalização e da Assessoria Especial de Inteligência e Segurança Corporativa. 

Teste

De imediato e de forma paralela, enquanto uma equipe coletava informações por via aérea, outros técnicos se dirigiram até a vila de Alter do Chão para realizar o teste de medição dos parâmetros físicos para checar a turbidez da água do rio Tapajós. Para a verificação foi utilizada uma sonda multiparâmetro que avalia, entre outros aspectos, o PH e a temperatura da água. 

Ainda não é possível determinar se a causa da turbidez que o Rio Tapajós tem apresentado nos últimos dias é fruto de ação direta do homem ou se é do volume de chuvas que está caindo na região. De acordo com dados do setor de hidrometereologia da Secretaria, foram identificadas chuvas acima da média na região do Tapajós desde o mês de novembro do ano passado e que este fenômeno é recorrente na região.

“Temos a dúvida porque há décadas não tínhamos chuvas desta magnitude no Tapajós. Estamos agindo em duas pontas: aumentando a fiscalização sobre os garimpos e buscando aprimorar a investigação científica com dados de qualidade para que a gente saiba com certeza o que está ocorrendo para responder de forma mais assertiva. Neste sentido, estamos firmando parceria com a Ufopa, a Universidade Federal do Oeste do Pará, para disponibilizar os dados do Projeto Águas do Tapajós e rapidamente montar um laboratório que atue em conjunto com nosso núcleo regional. Mas é importante fazer uma ressalva: o Estado, sozinho, não tem condições de fiscalizar os garimpos. É preciso a ação dos órgãos federais no combate aos crimes ambientais que porventura estejam ocorrendo”, ressaltou o titular da Semas.

Integração

Junto à equipe da Semas havia também representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Federais (IBAMA), além de integrantes do projeto “Águas do Tapajós” e Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). 

Segundo o secretário Mauro O’ de Almeida, a integração entre as instituições pode gerar benefícios de curto e longo prazo.

 “Aqui na Ufopa nós propusemos uma parceria um pouco mais imediata de fazer uma absorção dos dados que eles já têm no projeto ‘Águas do Tapajós’, que há algum tempo vem monitorando a água do rio Tapajós a partir de uma série de dados e pesquisas e, futuramente, construir uma parceria para que a Universidade possa nos dar um apoio de dados e pesquisas para as nossas atribuições executivas, e até quem sabe, a parceria para que nós possamos ajudar a montar um laboratório de água aqui”, afirmou o titular da Semas.

Iracenir Andrade, professora da Ufopa e coordenadora do projeto “Águas do Tapajós” afirma que a soma de esforços irá gerar resultados significativos. “ É louvável pensar o Pará de forma mais integrada. É fundamental garantir com que as ideias sejam efetuadas e nós podemos fazer o levantamento das informações, beneficiando a todos. Isso é viável”, garantiu. (Aline Saavedra)

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