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quarta-feira, 06 / julho / 2022
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PARÁ: 50 mil empregos são gerados com programa Municípios Verdes

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O Pará gerou cerca de 50 mil novos empregos entre os meses de janeiro e outubro deste ano em 89 municípios que aderiram ao programa Municípios Verdes, implantando pelo governo do Estado em março. Os dados mostram que mais de 80% deles estão com saldo positivo na criação de novos postos de trabalho e que a tendência de geração de empregos é crescente. O levantamento apresentado nesta quinta-feira, 24, no Centro Integrado de Governo, em Belém, foi realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), em parceira com a Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção (Sedip) e a Secretaria Extraordinária do Programa Municípios Verdes.

Além do grande número de empregos gerados nos 89 municípios do programa, os dados da pesquisa revelam que até dezembro o Pará deverá superar o número registrado no ano passado, que somou 54 mil vagas. O saldo foi positivo em todos os setores da economia, com destaque para a Construção Civil, com 8 mil postos. “De janeiro a outubro deste ano já foram criados cerca de 50 mil empregos no Estado e até dezembro já teremos superado o índice de 2010″, informou o coordenador técnico do Dieese, Roberto Sena, ressaltando, ainda, que esses dados reforçam que o Pará está se consolidando em “um novo momento econômico”.

Segundo a pesquisa apresentada nesta quinta-feira, a distribuição de postos de trabalho este ano foi maior no interior do que na Região Metropolitana de Belém, totalizando 27.190 empregos (66%) nos municípios e 14.064 na capital e regiões próximas (34%). “Os grandes polos de desenvolvimento estão além da RMB. Pessoas se deslocam de Belém para o interior, uma situação que durante ano foi inversa. A tendência é que haja cada vez mais vagas de trabalho, uma ramificação dos empregos, em todo o Estado”, apontou Sena, analisando os dados pesquisados.

 “Os dados são muitos positivos, pois os municípios passaram por uma transição econômica. Com a desativação de algumas atividades que não eram sustentáveis há a criação de outras que conseguem manter a geração de empregos e renda perenemente. Todos os municípios que aderiram ao pacto com o programa responderam muito bem economicamente”, destacou o titular da Sedip, Sidney Rosa.

O secretário extraordinário para o programa Municípios Verdes, Justiniano Neto, reforçou que a iniciativa congrega uma série de políticas públicas para articular os órgãos do governo, fortalecer os municípios e estimular o desenvolvimento sustentável, garantindo que as prefeituras cumpram o pacto de desenvolver sem desmatar. “Com o programa, o Estado garante que a sua produção é limpa de desmatamento, firma novos mercados compradores e garante incentivos para os municípios para o desenvolvimento da economia sustentável, tais como a titulação de terras, regularização fundiária, políticas para o turismo, agricultura familiar e reflorestamento, entre outros”.

Ainda sobre a conquista de mercados para os produtos paraenses, Justiniano disse que a chancela do Estado que assegura que os produtos são sustentáveis garantem o reconhecimento do produtor e a ampliação da produção e a melhor aplicação dos recursos.“Tão importante quanto o índice do desmatamento, é o índice da geração do emprego e do desenvolvimento social. Quando mais desigualdade, mais degradação do meio ambiente. Com este programa, a gente muda o perfil das políticas contra o desmatamento na Amazônia. Antes elas vinham de cima para baixo (do Governo Federal) e desprezavam a gestão municipal. Havia a fiscalização, mas depois tudo voltava. É preciso fortalecer a gestão dos municípios e engajar a população e os produtores”, esclareceu Justiniano, sobre o pacto que o Municípios Verdes efetua com cada município.

Para os próximos anos, o secretário extraordinário afirmou que o programa deve investir em estratégias para a geração de novos empregos. Entre elas está o ordenamento ambiental, com novos pactos, monitoramento mensal do desmatamento e a verificação em campo e fiscalização, a gestão ambiental compartilhada apoiada pelos municípios e o fomento à economia verde, com apoio à produção sustentável, com foco na redução da pobreza. “Um dos desafios é a qualificação profissional. Mas vamos contar com os órgãos para prestar assistência os produtores e à população”.

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