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Pará

PARÁ: 65% das gestantes não fazem o pré-natal

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O pré-natal é o exame mais importante para as futuras mamães. Através dele, o médico acolhe a mulher desde o início da gravidez, assegurando o nascimento de uma criança saudável e a garantia do bem-estar da mãe até o nascimento.

O Ministério da Saúde determina que o exame pré-natal ideal consiste em uma consulta mensal nos seis primeiros meses, quinzenalmente a partir do sétimo mês e semanalmente no nono mês. Mesmo assim, muitas mães paraenses não fazem o exame regularmente e passam até os nove meses de gravidez sem fazer nenhum tipo de consulta médica, colocando em risco sua saúde e a do filho.

E são as gestações de risco que o Hospital da Fundação Santa Casa de Misericórdia recebe todos os dias. A cada dia, são cerca de 30 nascimentos ali, sendo muitas por problemas identificados na gestação ou de mães que não fizeram consultas, em todos os municípios do Pará. “A qualidade do pré-natal tem a ver com a qualidade da consulta. Não é só examinar, simplesmente”, explica José Cavalcante, obstetra responsável pelo Pré-Natal de Alto Risco da Santa Casa. “O pré-natal é medicina preventiva e exige um acompanhamento completo que, infelizmente, nem todos os municípios dispõem”, avalia.

Durante o pré-natal, são realizados os exames de laboratório (ABO-RH), glicemia, VDRL, Urina Tipo I, Testagem anti-HIV, Sorologia para Hepatite B e Toxoplasmose. Nas consultas, são avaliados riscos gestacionais, com a realização de exames clínicos obstétricos, imunização com antitetânica, exames de laboratório, avaliação do estado nutricional, prevenção e diagnóstico precoce de doenças como câncer do colo do útero e da mama. O pré-natal encerra com a consulta do puerpério (resguardo), até 42 dias após o parto. “Ele pode detectar doenças que a mulher já tinha e que pode comprometer a saúde dela e do bebê”, diz a médica ginecologista Neila Dahás. “São doenças da gravidez, como pressão alta e a eclampsia”.

A eclampsia é caracterizada pela hipertensão (alta pressão arterial) e proteinúria (presença de proteína na urina). Acomete mulheres na segunda metade da gravidez (após a 20ª semana de gestação). A própria pressão alta é muito comum em grávidas. Foi o que aconteceu com Joyce Pinto, 25 anos, moradora do município de Marituba. Ela descobriu o problema ao fazer um exame no 8º mês de gravidez. A médica a encaminhou à Santa a Casa por não conseguir ouvir o coração do bebê. O parto foi realizado com sucesso na segunda (03 de maio) e ela deu à luz a saudável Helen Patrícia.

O acompanhamento também foi importante para que Patrícia Pangracio, 37 anos, mãe de Enzo, seis anos e Nicholas Pangracio de Matos, um ano e 8 meses, tivesse uma gravidez tranquila. “Não tive enjoo e nenhum dos sintomas de grávida. Nem engordar engordei, emagreci mais de 13 quilos”, lembra.

Procura baixa e qualidade de atendimento precária

“Temos mais de 140 mil gestantes por ano no Pará e somente 35% fazem o pré-natal adequado”, calcula Hélio Franco, coordenador do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa). “A procura ainda é baixa e a qualidade, precária. É uma responsabilidade constitucional. Dos nascimentos do Estado, 30% são de adolescentes com grande parte de crianças com baixo peso e prematuros”.

O médico relaciona os problemas que houveram até recentemente na Santa Casa a isso. “Tivemos um avanço no Sistema Único de Saúde no investimento à atenção básica”, lembra. Porém, ele considera esses investimentos ainda aquém do que os municípios precisam. “Podemos avançar mais nisso”.

Nazaré Falcão, da coordenação Estadual do Saúde da Mulher da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), diz que dados apontam a melhora desse panorama. O Sipresnatal – Sistema de Informação do Programa de Pré-Natal – mostra que 51.624 mães se inscreveram no programa e realizaram a primeira consulta. Porém, 52,53% do percentual das mães realizaram de 4 a 6 consultas durante a gravidez: ou seja: pelo menos a metade não cumpre normas de promoção de saúde nos municípios.

Nesse caso, caberia ao Estado apenas acompanhar esses casos. “Como são procedimentos da atenção básica, os municípios é que dão essa assistência”, explica ela, lembrando que a falta de informações e a frequência no atendimento são os nós.

Peculiaridades

Em locais de difícil acesso no Estado, acabam sendo as parteiras as responsáveis pelo nascimento de muitas crianças. Para se ter uma ideia, há 700 parteiras no Estado, segundo o Ministério da Saúde. A cada ano, são cerca de oito mil partos domiciliares no Pará.

Nesta segunda-feira, se as previsões estiverem corretas, Jaqueline, 16 anos, deve dar à luz seu primeiro filho. A gravidez de Jaqueline não foi complicada, mas só na última semana ela resolveu procurar assistência médica para fazer um pré-natal, em Novo Horizonte, Aurora do Pará.“Quero que meu filho fique bem. É só isso que quero para ele”, diz. (Diário do Pará)

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Pará

PARAUAPEBAS: Jacaré tenta invadir igreja

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Na manhã desta terça-feira, 26, um fato inusitado foi registrado por moradores da cidade de Parauapebas, um dos principais municípios da região de Carajás, no estado do Pará. Com as fortes chuvas que começaram a cair, ainda durante a madrugada, provocando alagamentos em diversas partes, um jacaré acabou chegando a uma via pública no bairro Cidade Nova e tentou subir uma escada na calçada de uma igreja evangélica.

A cidade de Parauapebas, está entranhada no meio da Floresta Nacional de Carajás, componente da Floresta Amazônica, e banhada por diversos rios e igarapés. Não é incomum, aos arredores da cidade, moradores encontrarem animais dessa natureza ou até mesmo onças.

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Pará

XINGUARA: EMATER fortalecerá piscicultura e fruticultura entre famílias do Projeto Casulo

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Cento e cinquenta famílias que integram a Associação Casulo, em Xinguara, sul do estado, serão assistidas com a inserção de novas atividades produtivas dentro do Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Proater), instrumento de gestão da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-PA). O trabalho inclui estratégias de fortalecimento das cadeias de produção já existentes, como a fruticultura e a piscicultura.

Na sexta-feira (22), a propriedade rural da presidente da associação, Rosima da Rocha, recebeu a visita do técnico do escritório local, Eloelde Lima; do supervisor regional de Conceição do Araguaia, Leandro Santos; e da presidente da Emater, Lana Reis. Como encaminhamento, foi determinado a execução de um novo diagnóstico na área coletiva, visando a um plano de desenvolvimento de ações.

“Nosso trabalho de assistência técnica e extensão rural é contínuo, indo de acordo com as demandas do nosso público atendido em todos os 144 municípios paraenses para o fortalecimento da produção da agricultura familiar em todo o estado”, afirmou a presidente da Emater, Lana Reis.

A comunidade já contou com o assessoramento dos técnicos da Emater local para obtenção de financiamento via linha A, do Programa Nacional de Fortalecimento a Agricultura Familiar (Pronaf).

“Essa assistência da Emater é muito importante para nós,  pois recebemos orientação de como melhorar nossa produção, para nossas famílias acessarem as políticas públicas, para todo mundo crescer”, disse Rosima.

O supervisor regional da Emater em Conceição do Araguaia, Leandro Santos, disse que o trabalho na comunidade é feito há mais de 15 anos. “Com essas ações se busca trazer melhoria de vida para as pessoas que ali residem através da geração de emprego e renda”.

Através do Proater são desenvolvidas as ações de assistência técnica e extensão rural junto aos produtores familiares rurais, visando à produção sustentável, agregação de valor, geração de renda, organização social, diversificação agropecuária, inclusão social e manejo sustentável dos recursos naturais. (Paula Portilho) 

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Pará

MARABÁ: Unidade integrada em São Félix vai garantir mais segurança pública ao município

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O governador Helder Barbalho inspecionou as obras da Unidade Integrada de Segurança do núcleo urbano de São Félix, em Marabá, nesta segunda-feira (25). Com um investimento de quase R$ 5 milhões, fruto de uma cooperação técnica com a empresa Vale, os trabalhos devem ser concluídos até abril de 2022. 

“Estamos iniciando hoje as obras do complexo de Segurança Pública na região que inclui São Félix, Morada Nova, os municípios que estão do outro lado do Tocantins, podendo, com isso, ter uma maior presença dos órgãos de segurança, a Polícia Militar, Polícia Civil, Departamento de Trânsito, Centro de Perícias e todo o Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, portando um conjunto de serviços de segurança para garantir paz para a população”, destacou o governador.

No local que abrigaria o centro de perícias, cujas obras ficaram inacabadas, serão instaladas estruturas da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), além da unidade básica de saúde do Comando de Policiamento Regional (CPR II), onde será feito atendimento médico, odontológico, psicológico e farmacêutico. 

O governador enfatizou o compromisso em oferecer segurança para acompanhar o crescimento do município. “Já vivemos a experiência em que a audácia da criminalidade chegou a fechar as pontes do município, deixando a situação em quase estado de sítio. E com a atuação deste complexo em São Félix representa ter uma estrutura dos órgãos de segurança do outro lado do rio Tocantins, permitindo que a comunidade possa ser assistida”, destacou Helder, durante discurso. (Dayane Baía)

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