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domingo, 07 / agosto / 2022
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PARÁ: Aliados recebem mais verbas

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Os prefeitos que pertencem a partidos da base de sustentação do governo têm motivos para sorrir. Do bolo de recursos – tanto voluntários quanto constitucionais – transferidos da União para os municípios paraenses, a maior fatia vai para eles. Dados do Portal da Transparência revelam que sete, das 10 cidades paraenses que mais receberam dinheiro da União em 2009, têm à frente gestores que integram partidos da base aliada.

Nessa lista, alguns municípios eram esperados, como a capital, Belém, cujo prefeito, Duciomar Costa é do PTB; Paraupebas, que se transformou em pólo econômico e é governada pelo petista Darci José Lermen, e Santarém, onde a prefeitura está nas mãos de Maria do Carmo (PT) e que, com seus quase 300 mil habitantes, sempre se destacou como um das mais importantes municípios do Estado.

Os mesmos dados também revelam uma surpresa na distribuição das verbas: Breves, que tem como prefeito José Antônio Leão (PMDB), figura no ranking das dez mais beneficiadas com recursos do governo federal. No ano passado, a cidade marajoara, com um pouco mais de 100 mil habitantes, uma área de 9.550 km² e arrecadação em torno de R$ 1,7 milhão – segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2007 -, recebeu R$ 63 milhões de recursos da União. Enquanto isso, Altamira, no sudoeste do Estado, considerado o maior município em extensão do mundo, com uma área de 161.445,9 km², ficou à míngua. Recebeu, em 2009, R$ 51 milhões. Ou seja, R$ 12 milhões a menos que Breves. Além disso, Altamira conta com uma população de 98 mil habitantes e uma receita tributária de quase R$ 6 milhões, segundo dados do IBGE de 2007. Mas, a prefeita da cidade, Odileida Sampaia, pertence ao PSDB, principal partido da oposição.

Josenir Nascimento, secretário executivo da Federação das Associações de Municípios do Estado do Pará (Famep), admite que acontecem erros na distribuição de recursos. Para evitar esse tipo de problema, segundo ele, alguns critérios como população, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e extensão, precisam ser considerados. ‘Temos municípios que são maiores que países e recebem pouco. Enquanto alguns municípios pequenos recebem mais. Por aí, você vê a distorção’, observa. (Keila Ferreira)

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