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PARÁ: Ana Júlia reúne com presidente da Eletrobrás

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“Com os projetos de implantação de novas usinas, em breve nos transformaremos no maior gerador de energia nacional. Isso tudo com a preocupação socioambiental”, anunciou a governadora Ana Júlia Carepa, durante a abertura da Reunião do Conselho Consultivo da Eletrobrás, na sede da Eletronorte no município de Tucuruí, na terça-feira, 9. Só para a construção de Belo Monte, será reservado R$ 1,5 bilhão para as ações de compensação socioambientais para amortizar os impactos gerados pela implantação de hidrelétricas.

“Além dos impactos socioambientais que foram mensurados em R$ 1,5 bilhão, que já estão incluídos na licitação de Belo Monte, o governo do estado elaborou o Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu, que também contempla políticas e ações de mitigação dos impactos gerados na ordem de R$2,29 bilhões a serem investidos para as áreas e população afetadas com as obras”, completou a governadora.

Participaram da reunião as maiores autoridades e figuras históricas do setor elétrico brasileiro, entre eles João Camilo Penna, José Marcondes de Brito, José Gelásio da Rocha e Antonio Dias Leite, um dos fundadores da Eletronorte. Da comitiva do governo do estado, participaram os secretários Maurílio Monteiro, de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect), e André Farias, da Integração Regional (Seir).

Mesmo com uma agenda extensa, que incluía reunião com o Ministro de Justiça Tarso Genro, em Brasília, a governadora Ana Júlia Carepa ressaltou a importância de participar da reunião em Tucuruí, dada a importância das discussões que acontecem entre os membros do Conselho Consultivo da Eletrobrás, que não se restringem a debater sobre a hidrelétrica de Tucuruí e sua ampliação, mas também sobre as eclusas de Tucuruí. “Como governadora do estado, vim receber esses homens que dedicaram suas vidas ao setor elétrico brasileiro com sua criatividade, inteligência, colocando-se à serviço do Brasil e da nossa região”. E ainda disse: “Sabemos da importância desse Conselho, em especial por não se ater apenas às hidrelétricas como geradoras de energia. É preciso prever, para as próximas hidrelétricas, como Belo Monte, hidrelétrica de Marabá e Complexo Tapajós, que os empreendimentos podem ser construídos, mas a navegabilidade dos rios não pode ser mais interrompida”.

Reconhecendo a importância da Eletrobrás e de suas subsidiárias, a governadora ressaltou que a mudança do modelo da base produtiva de desenvolvimento do estado pressupõe o desenvolvimento em ciência e tecnologia. “Não é fácil fazer essa opção em um estado onde há carências em outras áreas, como água potável, energia elétrica e saúde, porque há quem não compreenda, de forma imediata, os benefícios que os investimentos em ciência e tecnologia podem trazer para um estado inteiro”, disse Ana Júlia, e complementou que os retornos sobre os investimentos em C & T começam a ser percebidos, a exemplo das ações do programa NavegaPará, que já tem quase 90 infocentros instalados em vários municípios do estado, além dos pontos de acesso livre a internet (Cidades Digitais). “Os infocentros levam internet gratuita, cursos de informática, informação e oportunidades para milhares de pessoas, nos lugares mais distantes como em uma aldeia indígena de Itaituba, colônia de pescadores, sindicatos rurais”.

Ana Júlia acredita que a implantação de grandes projetos é importante para movimentar a economia do estado, gerando emprego e renda, capacitando mão-de-obra local, entre outros benefícios. Mas a governadora também defende que a energia elétrica tem que servir de coadjuvante no desenvolver o estado de onde ela – a energia – está sendo gerada. “Tivemos a confirmação do presidente da Aneel, que pelo menos 20% da energia produzida em Belo Monte será destinada aos autoprodutores locais, ou seja, servirá para transformar nossos recursos naturais, como o minério, em emprego e desenvolvimento”, garantiu a governadora.

O município de Juruti, característico pela exploração da bauxita, importa o minério em forma bruta para o Maranhão, onde ele é transformado em alumínio. Com a reserva de energia para os autoprodutores, o beneficiamento do minério seria feito no próprio Pará, gerando mais empregos, renda e ainda agregando valor ao produto mineral.

Cooperação

Durante a abertura dos trabalhos, a governadora apresentou alguns dos projetos de governo relacionados ao setor energético, e ainda apresentou ao presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz Lopes, uma proposta de cooperação entre o governo do Pará e a empresa Eletrobrás, onde consta, entre outras ações, a iniciativa da criação do Parque Tecnológico Tucuruí, que serviria de pólo de desenvolvimento em várias áreas tecnológicas e de pesquisa, com ênfase na geração de energia hidrelétrica. O PCT Tucuruí está orçado em R$ 30 milhões.

No Pará, já estão em fase de implantação três parques tecnológicos como este proposto para a Eletrobrás, que juntos, perfazem investimentos na ordem de R$ 110 milhões. Em Belém, o PCT Guamá tem foco nos estudos de Biotecnologia, Energia, Tecnologia da Informação e Telecomunicações, e Tecnologia Mineral. Em Marabá, o PCT Tocantins está focado em Tecnologia Mineral e Novos Materiais, Pesquisa Agropecuária e Silvicultura. E em Santarém, o PCT Tapajós apoia prioritariamente as áreas de Geologia Mineral, Agricultura Tropical Produtos da Floresta, e Aquicultura e Pesca.

Sendo o Pará o estado detentor do maior potencial hidráulico para geração de energia elétrica do Brasil e, em contrapartida, a escassa mão-de-obra local especializada, foi apresentada a proposta de criação de um novo curso de graduação de engenharia, cujo foco principal seja a hidroeletricidade, com possibilidade de funcionamento do curso nos Campi da Universidade Federal do Pará em Marabá ou Santarém.

UHE Tucuruí – A Usina Hidrelétrica Tucuruí é a principal planta de geração de energia elétrica da Eletronorte (Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A) e ostenta o título de ser a maior usina hidrelétrica em potência 100% brasileira, já que Itaipu (Paraná) é binacional. Atuante há 25 anos no mercado de operação comercial, a UHE Tucuruí tem uma potência instalada de 8.370 MW, o que corresponde a 90% do total de geração da empresa, promovendo desenvolvimento tecnológico e melhoria da qualidade de vida de 36 milhões de habitantes. A planta é responsável por 10% do mercado de energia elétrica do Brasil e é composta por aproximados 350 colaboradores.

Saúde

A governadora também foi recebida pela diretora do Hospital Regional de Tucuruí, Jandira Costa, que agradeceu o apoio dado pelo governo do estado no que tange à ampliação de atendimento e de especialidades do hospital. Segundo Jandira, até 2007, o HR atendia apenas à especialidade médica em ortopedia, além dos atendimentos ambulatoriais e emergenciais. Hoje o hospital conta, além da ortopedia, com cinco especialidades médicas – neurologia, clínica médica, pediatria, ginecologia e obstetrícia de alto risco e clínica psicossocial -, unidade de terapia intensiva (UTI) adulto, unidade de cuidados intermediários (UCI) neonatal e atendimento de urgência e emergência e centro cirúrgico de média e alta complexidade.

Apesar dos avanços trazidos pelo Governo Popular para a saúde pública de todo o Pará, Jandira reconhece que a saúde pública de alguns municípios é deficiente e, em alguns casos, inexistente. “Para atender a população de Tucuruí, por exemplo, seria necessário ter trinta PSFs [Programa de Saúde da Família]. E o que o município atualmente não chega a cobrir nem 40% da demanda”, aponta a diretora do Hospital Regional de Tucuruí, que chega a absorver a demanda de atendimento de vários municípios vizinhos – Breu Branco, Novo Repartimento, Goianésia do Pará, Jacundá, Tailândia e parte de Pacajá – e de outros não tão próximos, como os da região do Baixo Tocantins (Baião, Mocajuba e Cametá).

Ana Júlia compreende que possa haver dificuldades de algumas em absorver toda demanda de saúde em seus municípios, porém, esclarece que os hospitais regionais não têm o papel de substituir as prefeituras, que são as responsáveis pelo atendimento básico. O encaminhamento equivocado de pacientes da saúde básica para hospitais regionais provoca inchaço nestes hospitais, que não deveriam ser os responsáveis por determinados tipos de atendimento, como por exemplo, consultas ginecológicas.

A governadora informa que o estado não pode ser apontado como negligente por não ter realizado uma consulta pediátrica, por exemplo. Pois, há uma divisão clara de responsabilidades entre o Estado e os municípios, tanto para saúde, como para educação, infraestrutura, entre outras áreas. “Quando a situação de um encaminhamento equivocado acontece, isso acaba tirando do paciente grave a chance de receber atendimento adequado”, frisou a governadora.

Por isso, o Governo Popular criou, pela primeira vez na história do Pará, um programa de apoio aos municípios para atenção básica, onde o Estado repassa, mensalmente, recursos fundo a fundo aos municípios, independente se estes estão ou não adimplentes, para que os municípios possam garantir os atendimentos de atenção básica.

O HR de Tucuruí tem 190 leitos, sendo 7 de UTI adulto, 10 UTI neonatal, 12 UCI neonatal e 8 da ala psiquiátrica e conta com um corpo clínico de 60 médicos e 42 enfermeiros, de um total de 460 funcionários, entre fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, serviço social, equipe de atendimento e de serviços gerais. São realizados, em média, 200 atendimentos ao dia, e 6.000 ao mês.

Plantio

Durante a visita à Tucuruí, o presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz Lopes convidou a governadora para fazer o plantio de uma muda de Ucuúba nas áreas da Casa de Hóspedes, na Vila Permanente. Madeira típica para utilização na carpintaria, fabricação de palitos de fósforo, laminados, celulose e papel. Do óleo podem ser produzidas velas, sabões, cosméticos e perfumes. E ainda há relatos do uso do sebo e seiva da ucuúba para medicina caseira nos tratamentos de reumatismo, artrite, cólicas e aftas. A árvore é utilizada na recomposição de áreas degradadas e de preservação dado a produção abundante de frutos, que servem de alimento para aves e outros animais silvestres. (Renata Biondi)

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COMUNICADO: Site fora do ar

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Desde o último sábado, 6, o webjornal Folha do Bico vem enfrentando problemas em seu servidor alugado junto a empresa Umbler Provedor Internet LTDA, levando a indisponibilidade dos serviços.

O monitoramento da empresa apontou uma falha no hardware de um dos nosso storages. O storage é um equipamento desenvolvido especificamente para armazenamento de dados e possui diversos mecanismos internos de redundância e de acesso aos dados para reduzir ao máximo o risco de perda de dados em caso de falha em um dos vários HDs que esses equipamentos possuem.

O fato é que três HDs de um dos storages pararam de funcionar de uma vez, e outros quatro estão parcialmente funcionais (o que absolutamente improvável de acontecer). Quando isso aconteceu, o acesso aos dados desse equipamento ficou sobrecarregado e acarretou na indisponibilidade total do cluster de servidores ligados a esse storage.

Desde então a empresa trabalha em conjunto com os técnicos do fornecedor (Dell) para restabelecer o acesso aos dados minimizando ao máximo a possibilidade de perda deles. Já tentados diversas abordagens diferentes, algumas delas já deram resultado e por isso muitos dados já estão a salvo e os serviços funcionando perfeitamente. No entanto, existe uma parcela ainda que não conseguimos concluir pois recebemos a orientação dos técnicos de que não deveríamos acessar aqueles dados a fim de minimizar o risco de que algo fosse perdido.

Continuamos trabalhando para normalizar o acesso.

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SÃO MIGUEL: Fez empréstimo no “Nossa Oportunidade” e não recebeu dinheiro, apenas cobraças

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Nesta segunda-feira, 28, uma ouvinte do programa Rádio Alternativo, apresentado pelo jornalista, Arimatéia Junior, na rádio Nativa FM, denunciou irregularidades no programa de micro crédito Nossa Oportunidade, do Governo do Estado, administrado pela Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social (SETAS) e a faraônica Secretaria das Oportunidades. (mais…)

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