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Pará

PARÁ: Audiência pública discute a Santa Casa

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Audiência pública sobre funcionamento da Santa CasaNa audiência pública realizada nesta quarta-feira (21), às 15h, na Assembleia Legislativa do Estado (Alepa), o presidente da Fundação Santa Casa apresentou um panorama da instituição, contestando muitas informações que são divulgadas na mídia. O auditório estava lotado de servidores da Santa Casa e representantes da sociedade civil organizada, principalmente, de quem atuam na área da saúde.

A audiência pública foi proposta pelo deputado Airton Faleiro, líder do governo na Alepa, com o objetivo de tornar de conhecimento público as boas notícias da Santa Casa, como obras, aquisição de equipamentos e capacitação de servidores.

Além de Faleiro, que presidiu o evento, compuseram a mesa o presidente da Santa Casa, Maurício Bezerra, a representante do Conselho Estadual de Saúde (CES), Eunice Guedes, a representante do Movimento Popular de Saúde, Silvia Macedo, o representante do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde), Ribamar Santos, o médico aposentado da Santa Casa, Alípio Bordalo e o prefeito de Portel e presidente da Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó (Amam), Pedro Barbosa.

Segundo Faleiro, a oposição aproveitou as dificuldades porque a Santa Casa passou para denegrir a imagem da instituição. Assim, no primeiro momento, o desafio foi mostrar à opinião pública que a situação não era decorrente do atual governo. Além disso, “não dá para fazer confusão entre fatos pontuais e a instituição Santa Casa, não podemos confundir atitudes de indivíduos com a instituição”, observou o deputado. Ele disse que diante do quadro a governadora agiu e anunciou o projeto da “Nova Santa Casa”. E afirmou, que “nós não temos outra instituição que faz o que a Santa Casa faz”.

Em seguida, aconteceu o pronunciamento do presidente da Santa Casa, Maurício Bezerra, que agradeceu a oportunidade de prestar esclarecimentos aos parlamentares e imprensa.

Bezerra fez uma apresentação minuciosa da atual situação da instituição, mostrando os números de atendimentos ambulatoriais e hospitalares e destacando os grandes investimentos em infraestrutura e desenvolvimento de importantes projetos realizados no período de janeiro de 2007 a setembro de 2009.

Segundo Bezerra, de 2007 a 2009, a instituição desencadeou uma série de medidas para a reorganização dos serviços como implementação de visão estratégica assistencial voltada para a excelência no atendimento em média e alta complexidade, adoção de ferramentas de gestão destinadas à transparência e qualidade, democratização de sua estrutura organizacional, valorização do servidor e fortalecimento institucional junto à sociedade e a modernização e ampliação dos serviços oferecidos, com a construção da nova Unidade Materno-Infantil, orçada em R$ 110.830.228,15.

De 2007 a setembro deste ano, foram investidos na Santa Casa R$ 242.597.261, sem contar os recursos destinados à nova Unidade Materno-Infantil, informou o presidente da instituição.

Além da Unidade Materno-Infantil, Bezerra enumerou a série de obras, que foram e estão sendo realizadas, assim como ressaltou os projetos e programas mais importantes que estão sendo desenvolvidos em benefício da população como: Programa de Atendimento Integral às Vítimas de Escalpelamento (Paives), Programa de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual (Pró-Paz), Projeto do Centro de Recuperação Nutricional (Cerenu), Projeto para Detecção Precoce do Câncer de Mama – Parceiras do Peito e Projeto de Educação Continuada em Saúde com Ênfase em Neonatologia e Atendimento à Gestante.

Como principais melhorias na instituição alcançadas nesse período, na área de gestão, Bezerra citou a realização de planejamento estratégico, renovação da certificação da Santa Casa como Hospital de Ensino, recontratualização e elaboração de um Plano Operacional Anual (POA) adequado à missão do hospital, pagamento de bolsas aos preceptores, incremento de 5% no percentual da Gratificação de Desenvolvimento Institucional (GDI), Programa de Valorização Profissional com a instituição do Prêmio “Angelina Lobo” de reconhecimento profissional, reintegração da Santa Casa à Associação Brasileira de Hospitais Universitários e de Ensino (Abrahue) e Confederação Brasileira das Santas Casas, implementação das ações de controle social, com o Conselho Gestor, Comissão de Fiscalização da GDI e Colegiado de Gerentes.

Como melhorias para a sociedade, ele apontou a implantação do Serviço Ambulatorial de Atenção Integral à Saúde da Mulher, modernização do parque tecnológico de imagem, com aquisição dos aparelhos de mamografia doado pela Sespa, ressonância magnética e tomografia, doados pela Uepa; e ampliação da UTI Neonatal de 22 para 40 leitos.

Depois foram ouvidos os pronunciamentos dos membros da mesa e pessoas da plateia. O representante do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde), Ribamar Santos, questionou o não pagamento de risco de vida e adicional de insalubridade de 20% e pediu ainda a isonomia no pagamento dos plantões e a implantação de um Plano de Cargos Carreira e Salários.

Essas são, no momento, as principais reivindicações dos trabalhadores da instituição. Ele também pediu que os trabalhadores e sindicatos possam participar mais das decisões, “porque sem a parceria dos trabalhadores e sindicatos, a Direção terá dificuldades para administrar a Santa Casa”, disse o sindicalista.

Diante disso, o deputado Carlos Bordalo, que substituiu Airton Faleiro na presidência da audiência, propôs que seja instalada uma comissão com representantes de todas as categorias para negociar e elaborar juntamente com a Direção da Santa Casa uma proposta de um Plano de Cargos e Salários para ser encaminhada à Assembleia Legislativa, pois essa é a única maneira de solucionar esses problemas. (Roberta Vilanova)

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Pará

Pará anuncia medidas para população afetada por interdição de ponte

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O ferry boat está garantindo o transporte gratuito de pessoas e veículos

O governo do Pará e a prefeitura de Belém anunciaram uma série de medidas para minimizar e reparar os prejuízos e os transtornos que a interdição da ponte Enéas Martins causou à população da Ilha do Outeiro, um distrito da capital paraense.

Na última segunda-feira (17), os órgãos de segurança interromperam o trânsito de veículos e de pedestres, bem como a navegação de embarcações próxima ao local, logo após serem alertados de que um pedaço da ponte tinha se desprendido sobre o Rio Maguari e uma rachadura se abriu ao longo da via.

Segundo o governo estadual, testemunhas afirmam ter visto uma balsa se chocar contra o pilar central da ponte. Após a interdição, técnicos que vistoriaram a estrutura constataram danos em dois dos pilares de sustentação. A Polícia Civil, no entanto, não descarta a hipótese de os problemas terem sido causados por uma sucessão de colisões.

“Estamos fazendo perícias e, em breve, vamos divulgar a dinâmica: se foi uma embarcação que provocou a queda ou [se foram] sucessivos choques, de diversas embarcações”, disse o delegado Daniel Castro a jornalistas, ontem (23).

Na mesma coletiva de imprensa, o secretário estadual de Transportes, Adler Silveira, anunciou que o governo estadual vai construir uma nova ponte para interligar os distritos de Outeiro e Icoaraci

A nova ponte, de 360 metros de comprimento, utilizará o sistema de cabos-estais, ganhando uma espécie de mastro central onde serão afixados os cabos de aço que sustentarão seu peso. Segundo o governo estadual, a solução permitirá a ampliação do vão de navegação dos atuais 60 metros para 100 metros, aumentando a segurança da navegação. Os pilares remanescentes e todo o resto da estrutura deverão ser integralmente restaurados.

Segundo o secretário estadual de Transportes, as obras começarão imediatamente e devem ser concluídas em até sete meses. A rapidez deve-se ao fato de que o governo estadual será dispensado de selecionar a empresa responsável por meio de licitação pública, conforme destacaram os representante do Ministério Público de Contas do estado, Patrick Bezerra, e do Tribunal de Contas estadual, Marcelo Aranha.

“Necessário frisar que todas as informações das obras devem ser disponibilizadas para análise do Tribunal de Contas para que colaboremos com os órgãos de controle”, disse Aranha. “Na medida em que a fiscalização avançar, encaminharemos as conclusões à Setran para as medidas cabíveis.”

Para permitir que as milhares de pessoas que vivem na Ilha do Outeiro acessem a área continental e que turistas atraídos pela orla urbanizada da ilha façam o caminho inverso, o governo estadual disponibilizou barcos e balsas que estão fazendo a travessia ininterrupta de veículos e pedestres. Nas lanchas rápidas que transportam passageiros entre a ilha e o Trapiche de Icoaraci, a travessia dura cinco minutos. Já nos ferry-boats destinados a transportar veículos entre o porto da Brasília, em Outeiro, e o Terminal Hidroviário de Belém, a viagem pode durar cerca de 1 hora.

Prefeitura

A prefeitura de Belém também anunciou, ontem, medidas emergenciais e assistenciais que contemplam os moradores de Outeiro afetados pela interdição da ponte. Uma das medidas busca ampliar o número de beneficiários do programa Bora Belém entre as famílias residentes no distrito que vivem em extrema pobreza. Executado em conjunto com o governo estadual, o programa repassa de R$ 150 a R$ 450 mensais a cada família, conforme o número de filhos.

Outra medida contemplará, por pelo menos seis meses, os donos e os funcionários das barracas de praia, que receberão uma ajuda de R$ 500, e os trabalhadores autônomos e informais cadastrados pela prefeitura, que receberão R$ 300. No total, a prefeitura prevê um investimento da ordem de R$ 1 milhão para auxiliar os profissionais ligados ao atendimento turístico.

Segundo o prefeito Edmilson Rodrigues, o Banco do Povo de Belém também vai abrir uma linha de crédito solidário de R$ 1 milhão para emprestar aos pequenos empreendedores do distrito recursos para a manutenção de capital de giro e para cobrir custos fixos.

Além disso, a prefeitura promete outros investimentos em saúde e em ações sociais. “Apresentamos um conjunto de ações imediatas como o reforço das Unidades de Saúde, o aumento de funcionários, garantia de uma ambulancha [ambulância náutica], intensificação da vacinação e a instalação da Unidade Fluvial de Saúde, inaugurada recentemente para atender a população”, afirmou Rodrigues. (Alex Rodrigues)

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Pará

MARABÁ: Nível do Rio Tocantins começam a recuar

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Na manhã desta segunda-feira (24), o nível do rio Tocantins amanheceu em 11 metros e 95 centímetros acima do normal, um recuou de 1 m e 14 cm nos últimos 5 dias. Muitas ruas, principalmente nos bairros da Marabá Pioneira, já não estão mais alagadas, porém a Defesa Civil alerta para o perigo de um retorno sem orientação técnica.

De acordo com a Defesa Civil é aguardado ainda um repique, subida no nível do rio, pois ainda não passou o período de cheias e a orientação é que as famílias permaneçam nos abrigos ou em casa de familiares ou amigos e que a ajuda para as famílias continuam acontecendo normalmente. Atualmente são 21 abrigos oficiais e 20 caminhões para o transporte das pessoas, bem como seis embarcações para uso das famílias ilhadas.

Na última quarta-feira (18), o nível do rio atingiu a marca de 13 metros e 09 cm metros atingindo 4.424 famílias, sendo que 789 estão nos abrigos públicos e as demais desalojadas ou ilhadas. As famílias ribeirinhas também estão recebendo apoio por parte da Defesa Civil com distribuição de cestas básicas e outros serviços.

A Defesa Civil está conta com apoio do Exército, por meio da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, Marinha do Brasil e Corpo de Bombeiros, além da Defesa Civil Estadual. A Prefeitura de Marabá mobilizou mais de 200 servidores para ajudar no atendimento às famílias. (Victor Haôr / Fotos: Paulo Sérgio)

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Pará

Assista o Conexão Rural deste final de semana – Dias 22 e 23

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