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terça-feira, 05 / julho / 2022
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PARÁ: Audiência pública discute Belo Monte na Câmara

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Será realizada nesta quarta-feira, 25, na Câmara dos Deputados, em Brasília, uma audiência pública para discutir a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Proposta pelo deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA), a reunião acontece às 11 horas, no plenário 15 da Câmara. Entre os órgãos convidados para participar do debate estão o Ministério de Minas e Energia, Consórcio Norte Energia, responsável pela obra, Ministério Público Federal (MPF), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho Regional de Economia do Pará (Corecon/PA) e Movimento Xingu Vivo. Estarão presentes ainda cerca de 80 lideranças indígenas e ribeirinhas do Pará, que partiram em caravana rumo à capital federal na última segunda-feira.

De acordo com Arnaldo Jordy, o objetivo da audiência pública é esclarecer vários pontos ligados à construção de Belo Monte. Um dos principais questionamentos é a dimensão dos impactos ambientais que a obra vai causar. Segundo o deputado, o Rima – Relatório de Impacto Ambiental da obra – não foi até hoje concluído. ‘A exigência do relatório faz parte legislação brasileira e não foi inventado agora’, diz.

Segundo o deputado, as populações ribeirinhas e indígenas do Estado temem que a história da hidrelétrica de Tucuruí se repita. ‘Queremos saber exatamente a dimensão desses impactos, pois não queremos que se repita novamente o que aconteceu em Tucuruí, onde a agressão à natureza foi desproporcional’, afirma. De acordo com o parlamentar, mesmo depois de 30 anos de construção, a população ainda vive as mazelas decorrentes da implantação da usina. ‘Por conta disso, até hoje as populações locais tem que ficar mendigando cesta básica e kit-malária para o governo. É por isso que dizemos que o Pará já viu esse filme e não quer reprise’.

Outro problema que será debatido na reunião é a questão do fluxo migratório a ser gerado com a construção da obra, no rio Xingu. Segundo Arnaldo Jordy, faltam explicações sobre como o poder pública irá lidar com o inchaço urbano que deve se estabelecer com o início das obras. ‘Hoje, a população da região urbana de Altamira possui cerca de 80 mil pessoas, número que pode saltar para 180 mil dentro de oito anos, caso a usina seja efetivamente implantada’. (O Liberal)

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