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Pará

PARÁ: Bom Jesus do Tocantins e Rondon do Pará recebem centros de assistência social

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“Nós só temos a agradecer à governadora Ana Júlia, por nos dar oportunidade de conhecer um mundo melhor e uma saída que não é pelas drogas”, saudou Jamerson Lima, aluno do Projovem Adolescente no município de Bom Jesus do Tocantins, durante ato de entrega de um dos três centros de Referência de Assistência Social (Cras), na sexta-feira, 12, na região sul do Pará.

Marabá e Rondon do Pará também receberam espaços semelhantes, construídos pelo Governo do Estado e entregues à gestão das prefeituras. Até o final de maio, com um total de 13 Cras novos no Pará e investimentos de R$ 2 milhões, mais de 40 mil famílias serão beneficiadas por ano em serviços e programas de inclusão.

Representando a governadora Ana Júlia Carepa, Cláudio Puty reafirmou que “este tipo de equipamento público faz parte de um plano mais amplo de construção da rede de proteção social no Pará, que inclui tanto a assistência, quanto a saúde e a segurança”. Na comitiva estadual, estavam a secretária de Desenvolvimento e Assistência Social, Eutália Barbosa; a assessora da Governadoria, Suely Oliveira; e Romerson Rodrigues, representando a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa).

“Em tempos passados, a assistência social era instrumento eleitoreiro. A governadora teve a coragem de criar uma secretaria para implementar uma política pública, que leve atendimento profissionalizado à população”, disse Eutália Barbosa. A secretária lembrou que o povo era obrigado e muitas vezes ainda precisa recorrer à residência de prefeitos, vereadores e lideranças, nas horas de maior necessidade, mesmo tendo o direito de receber acolhimento adequado e o poder público o dever de oferecer infra-estrutura e serviço dignos.

“O Pará acompanha as metas nacionais, que espera implantar pelo menos um centro de referência em cada município, até o final de 2010. Estamos descentralizando e fortalecendo aquilo que era disponibilizado apenas em capitais e regiões metropolitanas”, afirmou a secretária Eutália.

Prestígio

Centenas de populares e lideranças comunitárias se juntavam ainda a prefeitos, secretários municipais e vereadores para prestigiar as cerimônias e expressaram sua gratidão em manifestações culturais e fogos de artifício. Prefeito de Bom Jesus do Tocantins, Sidney Moreira de Souza destacou que “a obra é fruto de muito trabalho e compromisso com o povo. É mais um presente que a governadora Ana Júlia traz para nós, porque já nos trouxe, por exemplo, as patrulhas mecanizadas que melhoram nossas atividades econômicas. Passavam-se os governos e há anos não chegavam investimentos em Bom Jesus. Eu garanto ao governo que vou continuar fazendo a minha parte”.

Localizado na Vila São Raimundo, quilômetro 40 da PA-222, o Cras em Bom Jesus permitirá a ampliação de atendimentos como o do Bolsa Família, que hoje beneficia 250 famílias e será duplicado. O Bolsa Trabalho também chegará à comunidade, com 200 vagas.

Em Rondon do Pará, a entrega do Cras, uma das quase vinte obras e ações do Governo do Estado na cidade, também foi muito festejada. O prefeito Olávio Rocha enfatizou que é uma vitória para os mais carentes, os principais beneficiados. A forte queda na arrecadação municipal, como reflexo da crise financeira internacional, foi ressaltada pela secretária municipal de Assistência Social, Adriana Andrade. “Foram mais de 45% de janeiro a março, comparando com o mesmo período do ano passado. Então é com imenso prazer que recebemos a equipe do Governo do Estado e parabenizamos a governadora Ana Júlia por investir na democratização dos serviços de assistência. Há muito tempo não víamos a presença tão marcante do governo na cidade. É o que precisamos”, defendeu.

“A palavra parceria é significativa para nosso governo. Aqui mesmo, neste bairro, Recanto Azul, quase 500 famílias terão seu título de terra, fruto do trabalho conjunto das três esferas. Rondon já recebeu praça, mercado e uma série de outras ações. É mostra da postura republicana da governadora Ana Júlia, que atende o povo, independente da cor partidária dos prefeitos”, afiançou Suely Oliveira.

Prefeito de Marabá, Maurino Magalhães disse “a governadora tem o mesmo pensamento que nós, de trabalhar em parceria com a Prefeitura e, só aqui nas proximidades deste Cras, moram mais de 3 mil famílias. O Estado nos entrega e agora nós vamos tocar o barco”.

Representante do Conselho Municipal de Assistência Social de Marabá, José de Fátima Magalhães se disse satisfeito com a obra. “O governo tem investido em segurança, mas é preciso ações como estas, de assistência, para combater a violência também. O controle social, nós garantimos”, garantiu. Em fevereiro, foram entregues os CRAS de Eldorado dos Carajás e Canaã dos Carajás. Neste domingo (14), será feita a entrega de mais um Cras no município de Água Azul do Norte. (Erika Morhy)

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Pará

BRK Ambiental promove Mega Blue Friday no Pará para negociação de débitos

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A BRK Ambiental, concessionária responsável pelos serviços de saneamento em 10 cidades do Pará, inicia nesta segunda-feira, dia 23, a Mega Blue Friday, que traz uma oportunidade para clientes que queiram regularizar seus débitos junto à empresa por meio de condições facilitadas de pagamento e até renegociação de dívidas.

Durante a Mega Blue Friday, a ser realizada de 23 de novembro até o dia 20 de dezembro, as condições especiais de negociação estarão disponíveis por meio da plataforma Acordo Certo. A partir do uso de um sistema online, todo o processo de negociação é digital, o que evita deslocamentos nesse período de pandemia e torna o atendimento ao cliente ainda mais simplificado.

Os acordos são exclusivos, conforme as necessidades de cada pessoa, e oferecem opções como pagamento de faturas vencidas à vista com isenção de multas e juros, parcelamento mais flexíveis ou até mesmo o reparcelamento de uma negociação realizada anteriormente.

“A Mega Blue Friday é uma grande oportunidade que traz condições diferenciadas de negociação de débitos para os nossos clientes. A plataforma é capaz de avaliar a melhor opção de pagamento para cada caso, permitindo que todos possam terminar o ano com as contas em dia”, explica Ricardo Ferraz, gerente comercial da BRK Ambiental.

As negociações são realizadas no site www.acordocerto.com.br/brk. Para acessar, basta criar um cadastro a partir dos dados pessoais do cliente (CPF, data de nascimento, e-mail e número de telefone celular) e iniciar o processo de negociação na plataforma.

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Pará

Uepa forma primeira quilombola como Mestra em Educação

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“Saudando a força de todos os quilombolas que lutavam bravamente para manter viva a nossa história”. Com os versos da canção “Negro de Luz”, do Ilê Aiyê, Shirley Amador iniciou a fala na banca de defesa. Neste semestre, apesar da pandemia, a Universidade do Estado do Pará (Uepa) formou a primeira mestra quilombola, no Programa de Pós-graduação em Educação (PPGED), do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE). Defendendo a resistência por meio da palavra dita e os processos educacionais da tradição oral no quilombo, ela propõe a reflexão acerca deste que é o principal instrumento de luta nestas comunidades rotineiramente invisibilizadas pela história oficial do Brasil.

A influencia direta da mãe, ativista negra e militante do movimento quilombola, e a atuação da matriarca dentro e fora da comunidade Vila União/Campina, em Salvaterra, foram a inspiração para que Shirley percebesse o valor da educação para promover mudanças.

“Educar as novas gerações nestas bases significa buscar a dignidade, o exercício do pertencimento étnico que respalda a diversidade da memória histórica, social, e a luta pela conquista de direitos diante da situação de negação e de enfoques para aplicação de novas políticas, identidade social e cultural para os povos e comunidades tradicionais”, avalia Shirley.

“Para nós, a Educação é um instrumento de luta. Precisamos ocupar os espaços para sermos ouvidos, para termos os nossos direitos reconhecidos”. Para fomentar isso, ela desenvolve na Vila União/Campina um projeto de cursinho preparatório para vestibulandos quilombolas locais.

O espaço acadêmico foi o escolhido por ela, por perceber a necessidade de pesquisas que observem cientificamente os fenômenos educacionais contidos nas comunidades e os socializem com toda a academia.

“Esses processos educativos ocorrem no cotidiano, na medida em que os filhos dos quilombolas aprendem os saberes que são necessários para a existência, em relação aos conflitos, a tudo aquilo que a comunidade vivencia. Então, todos esses saberes circulam nos diversos espaços ali na comunidade. A educação é um processo muito mais amplo do que aquele que está dentro dos espaços institucionalizados como escola. Então, a tradição oral foi como eu aprendi e esse saber é significativo para todos nós”, resume. O conhecimento sobre a agricultura é um dos saberes desenvolvidos, aperfeiçoados e passados de geração a geração oralmente e possibilita a subsistência da comunidade. Histórias sobre a chegada dos antepassados à Amazônia também se perpetuam graças a este costume.

Por meio da oralidade, a cultura se interliga aos processos de ensinar e aprender desenvolvidos nas relações sociais. Eles preparam e orientam os quilombolas para a vida e a resistência. Isso possibilita a reconstrução da ancestralidade na contemporaneidade na medida em que os filhos dos quilombos aprendem e reproduzem os conhecimentos tradicionais, que dão significado para a existência da comunidade. “Os saberes tradicionais e acadêmicos se completam, mas os tradicionais não constam nos currículos escolares e demais ambientes institucionalizados. Por isso, eles precisam ser incluídos nas práticas pedagógicas dos educadores. Por exemplo, o diálogo acerca da consciência negra costuma estar atrelado às datas comemorativas, mas eles devem ser levantados em diversas outras ocasiões cotidianas do ensino. Por que só discutir o negro no Mês da Consciência Negra?”, questiona.

Shirley estende o debate para a necessidade de inclusão de fatos sobre os conflitos de terras enfrentados pelos quilombolas nos últimos séculos no Brasil. “As comunidades vivenciam inúmeros conflitos, que vão desde a instalação dos grandes projetos, do desmatamento, das queimadas, da venda de terra, a retirada de madeira ilegal, até as ameaças que muitos líderes quilombolas sofrem. Isso é algo recorrente na história das populações quilombolas. São saberes notórios dentro das comunidades e deveriam ser conhecidos por todos os brasileiros”, pontua. Para ela, não seria uma questão de corrigir ou retirar fatos históricos que constam atualmente nos currículos escolares, mas de apresentar os demais pontos de vista e traçar um diálogo entre eles.

PRIMEIRA MESTRA QUILOMBOLA

Shirley Amador se tornou, em setembro deste ano, a primeira mestra quilombola da Uepa, fato que foi motivo de orgulho para o orientador, professor doutor João Colares. “Fico feliz por ela ser titulada pelo PPGED da Uepa. Isso demonstra que o Programa está avançando do ponto de vista das discussões sobre Educação Quilombola, Educação Indígena, ou seja, educação daquelas pessoas que historicamente foram e são subalternizadas pelos processos sociais injustos e pelas desigualdades educacionais. Então é um sentimento de alegria e é um sentimento também de uma luta”, resume o professor, que espera que a partir de agora ela
possa contribuir para os processos educacionais na própria comunidade e, de maneira mais ampla, para a educação quilombola, no estado do Pará e na Amazônia.

Para ele, a alegria vem com a percepção de que o caminho à frente ainda é longo. “Nós precisamos avançar muito ainda, nas universidades em geral e na Uepa em particular, com ações afirmativas para que esses grupos sociais que estão fora da universidade possam ingressar e, desse modo, apresentar as suas sabedorias, epistemologias, suas tradições e o seu rico conjunto de conhecimentos”, reconhece Colares, que relembra a perspectiva de diálogo entre saberes, proposta por Paulo Freire. “Um diálogo entre essas distintas formas de conhecimento só vai se dar na medida em que essas populações que estão historicamente excluídas estiverem na universidade produzindo seus conhecimentos científicos a partir de um diálogo com as tradições, com as memórias, com as sabedorias, emergentes, insurgentes de suas próprias comunidades. É nesse sentido que nós precisamos avançar em políticas de ações afirmativas”, conclui.

A felicidade em fazer história na Uepa é algo que Shirley faz questão de dividir com toda a comunidade e professores. “Penso que essa não é uma conquista individual, mas sim coletiva, pois no decorrer do caminho nós vamos formando uma rede que nos faz prosseguir rumo aos nossos objetivos. Então essa foi uma maneira de me posicionar enquanto sujeito ético, político, de transcender também o lugar que sempre fora destinada aos negros”, comemora. A abertura de cotas raciais na Instituição também é um desejo da mestra, pois abrirá caminho a mais quilombolas nas diversas esferas da educação superior.

A defesa completa da dissertação pode ser vista neste link.

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Pará

Para reforçar segurança na Grande Belém, Governo do Estado lança a ‘Operação Impacto’

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Foi iniciada, neste sábado (21) a “Operação Impacto”, que irá reforçar a segurança nos 27 bairros da capital e também nos municípios de Ananindeua, Benevides e Marituba, que integram a Região Metropolitana de Belém. A medida irá garantir um acréscimo de 120 viaturas e 360 policiais militares nas ruas. Eles irão atuar de 17h às 23h até o próximo dia 28, dando um incremento à Operação Polícia Mais Forte, que acontece normalmente todos os dias desde o ano passado. 

“A Operação Impacto vem para ampliar o efetivo com objetivo de prevenir ações criminosas. São 120 viaturas a mais 360 policiais militares trabalhando no aporte ordinário que já existe na capital e região metropolitana de Belém”, explicou o Tenente Coronel Marcelo Siqueira, Comandante do 20º Batalhão de Policiamento. 

As viaturas e os policiais estarão posicionados em pontos estratégicos nos principais corredores da RMB, aumentando a ostensividade do policiamento e contribuindo para a prevenção de crimes como roubo, furto e homicídios até o próximo sábado (28). Já a base da operação funcionará no Centro Integrado de Operações (CIOP), onde estará concentrado o comando das ações, além do monitoramento, em tempo real, por meio de câmeras e também o acionamento das viaturas para dar mais suporte onde houver uma ocorrência.

Participam da operação, militares dos Comandos de Policiamento da Capital I e II (CPC I e CPC II), Comando de Policiamento da Região Metropolitana (CPRM), Comando de Policiamento Especializado (CPE), Comando de Missões Especiais (CME) e Comando de Policiamento Ambiental (CPA).

Depois de uma temporada morando em outro estado, o paraense Herrison Nascimento, que é empresário, retornou e acredita que a questão da segurança melhorou no Pará. “Estou de volta há três semanas e me sinto mais seguro. Fiquei 10 anos longe e agora voltei, estou me sentindo mais seguro do que quando fui. Acredito que quanto mais polícia nas ruas, melhor para a população, para os negócios, para todo mundo ficar tranquilo. Se tem mais policiamento na rua, se estão trabalhando para deixar a população mais tranquila, acredito que o Governo está fazendo um bom trabalho”, disse. 

Morador do bairro do Jurunas, seu Luis Brito também sente que está mais seguro morar no Pará. “Ultimamente, está bem melhor. Antes, tinha muito assalto aqui, no final da orla. Eu acho que a segurança está muito melhor, eu moro no bairro do Jurunas e percebo que tem mais policiamento nas ruas e, com isso, tem mais segurança, sim”, declarou o autônomo. 

A Operação Impacto foi lançada hoje no Portal da Amazônia com a presença de todas as viaturas e policiais militares que irão trabalhar no reforço da segurança durante este período. Quem esteve no local e acompanhou a concentração e saída das viaturas, aprovou a medida.

“A segurança tem melhorado sim, eu vejo bastante polícia na rua. Me sinto mais segurança porque vejo os policiais”, disse a empresária e moradora do bairro do Marco, Nazaré Costa. 

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