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PARÁ: Câmara de Belém sepulta privatização da água

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pa1Foi uma derrota surpreendente e acachapante para o prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB). Com 18 votos a favor, dois contra e duas abstenções, o Plenário da Câmara Municipal aprovou, nesta segunda-feira, emenda supressiva ao artigo 1º do Projeto de Lei oriundo do Executivo, que dispõe sobre a prestação de serviços públicos diretamente ou sob regime de delegação ou permissão. Com isso, o projeto foi para o arquivamento.

A emenda foi apresentada pelo vereador Adalberto Aguiar (PT) e, na prática, sua aprovação sepulta o projeto de privatização não só do serviço de abastecimento de água e de esgoto de Belém, como de praticamente todas as atividades a cargo da municipalidade.

“Foi uma vitória do povo de Belém, da oposição e, particularmente, da bancada do PMDB, que, por orientação de seus principais líderes, o deputado Jader Barbalho e o ex-deputado José Priante, foi decisiva para esse triunfo”, disse José Scaff Filho (PMDB), que, logo após a votação, recebeu uma ligação de congratulações do presidente da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), Eduardo Ribeiro.

“O povo mostrou que, quando quer, consegue. Não teríamos chegado a essa vitória sem a participação maciça de militantes do Sindicato dos Urbanitários, dos funcionários da Cosanpa, centros comunitários e de toda a sociedade, vigilante na defesa de seus interesses”, assinalou o vereador Ademir Andrade (PSB), para quem a votação de ontem teve um certo gosto de revanche. Foi dele a solicitação para a CPI da Saúde que não emplacou por conta da participação de vereadores da base governista na comissão.

O artigo 1º, suprimido pela emenda de Adalberto Aguiar, diz: “Os serviços públicos, precedidos ou não de obra pública, o uso de bens públicos e o direito real de uso do Município de Belém, poderão ser delegados mediante concessão e permissão, nos termos do artigo 175, da Constituição Federal, da Lei nº 8.987/1995, da Lei nº 11.079/2004, do artigo 37 do inc. VIII, da Lei Orgânica do Município de Belém, e por esta Lei. Parágrafo Único: Todos os procedimentos para a outorga da concessão ou permissão de que trata esta Lei, inclusive a elaboração do edital e do respectivo contrato de concessão ou permissão serão adotados pelo Poder Executivo Municipal.

Para Carlos Augusto Barbosa (DEM), “a vitória foi da população de Belém. Sabíamos que ao entregar o setor para terceiros, quem iria pagar a conta seriam os mais pobres”, declarou.

Ele acredita que a derrota de Duciomar Costa no plenário mostra como a própria base governista anda desacreditada da atual gestão. “O próprio Rildo Pessoa foi agredido por homens da guarda municipal, e os vereadores se reuniram para cobrar explicações e tomar providências. Se é assim que o prefeito trata seus defensores, imagine o restante”, considerou Barbosa. (Diário do Pará)

Apesar de os governistas defenderem o projeto de lei encaminhado pelo Executivo, a maioria não votou. Abriram mão de votar e ficarem mal com a opinião pública. Dentre eles, nomes como Orlando Reis (PV), Gervásio Morgado e Luiz Pereira (PR) e Pio Netto (PTB) foram alguns dos que abdicaram de votar. Favoravelmente à rejeição da emenda votaram apenas o presidente da Casa, Walter Arbage (PTB), e Tereza Coimbra (PDT).

Abstiveram-se Sahid Xerfan e Vandick Lima, ambos do PP, por questão de orientação partidária. “Os votos de Xerfan e Vandick devem ser, moralmente, considerados a favor da emenda, pois este era o desejo de ambos, mas foram forçados pela cúpula de seu partido a tomar outra atitude”, ponderou o vereador Marquinho do PT.

Entre os que votaram em favor da emenda de Adalberto Aguiar, as surpresas ficaram por conta do pastor Raul Batista e de Miguel Rodrigues, ambos do PRB, que, até pouco antes da votação eram dados como indecisos ou já a bordo do ônibus do prefeito de Belém. “Foi muito difícil para nós, pois recebíamos pressão de todos os lados. Porém, água é coisa séria, e achamos que devíamos seguir as lideranças do PT”, assinala Batista.

A oposição também não contou com todos os seus votos possíveis. Abel Loureiro (DEM), por exemplo, se retirou do plenário poucos antes da votação. Em compensação, o líder do governo, Orlando Reis (PV), deixou o prefeito sozinho na hora decisiva. Tentou, em vão, empastelar a votação e acabou se retirando à francesa e culpando Arbage pela derrota. Além de Reis, faltaram à votação os vereadores Raimundo Castro, Pio Netto, Nonato Filgueiras, Nhemias Valentin, Nadir Neves, Mário Corrêa, Luiz Pereira, Rildo Pessoa e Gervásio Morgado. A liquidação do projeto logo nas primeiras discussões surpreendeu, já que havia a expectativa que o projeto ocupasse a Câmara pelos próximos 15 dias. A maioria das emendas só deveria ser apreciada a partir desta terça-feira, em sessões extraordinárias que poderiam durar até a meia-noite.

No auge das discussões, a vereadora Tereza Coimbra foi alvo de uma manifestação de repúdio por parte de sindicalistas e populares que ocupavam as galerias. Enquanto defendia a privatização do serviço de água e esgoto, comparando Duciomar a Levi Strauss, pensador francês morto há poucos dias, e ao Mestre Verequete, igualmente morto na semana passada, a plateia virou-se de costas para o plenário.

No anúncio do resultado, os manifestantes correram para um abraço simbólico com a oposição. “Era um projeto danoso à sociedade, que não poderia ser admitido em hipótese alguma”, avaliou Otávio Pinheiro (PT). Para Augusto Pantoja (PPS), essa foi uma demonstração de que “o povo não é mais carneiro, para aceitar qualquer proposta que vá de encontro aos seus interesses”.

O vereador Evaldo Rosa, conhecido por Cobrador Pregador, foi mais duro: “Esse prefeitinho não vai fazer o que bem entender desta cidade. Estamos em campo para defender o que é bom para o povo e banir o que é ruim. A partir de agora, eu sou Cobrador de Promessas”, garantiu. (Diário do Pará)

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Pará

Remo, Paysandu, Tuna e Castanhal ficam no empate nas semifinais do Parazão 2021

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As semifinais do Campeonato Paraense 2021, ficaram empatadas. As duas partidas aconteceram neste domingo, 9.

Tuna vs Remo

Tuna e Remo fizeram um bom jogo na manhã deste domingo, dia 9, no estádio do Souza, em Belém. Ambos os times vieram com posturas ofensivas para o jogo, mas quem aproveitou melhor as chances no começo foi o Remo, que abriu o placar com Uchôa, aos 20 da etapa inicial. Em seguida, Léo Rosa marcou de pênalti, aos 34, e empatou a partida. Na segunda etapa, o Leão foi superiou, criou mais chances, levou mais perigo, mas parou em uma atuação de gala do goleiro tunante Gabriel Bubniack. Vaga na final precisará ser definida na quarta-feira, no jogo de volta, no Baenão.

Com o resultado, nenhuma das equipes obteve vantagem para o jogo de volta das semifinais. A vaga na final será decidida na quarta-feira, dia 12, às 19h30, no estádio do Baenão. Caso o segundo jogo termine em empate novamente, a classificação será definida nos pênaltis.

Castalhal vs Paysandu


Castanhal e Paysandu realizaram uma partida fraca tecnicamente e de poucas oportunidades. O destaque do primeiro tempo foi para o atacante Marlon, responsável pelas principais chances no jogo, acertando o travessão de Axel Lopes. O Castanhal tentava chegar à meta de Victor Souza, mas não conseguia dar o último passe de forma correta, ficando a maioria das vezes sob o domínio da defesa bicolor. As coisas melhoraram um pouco mais na etapa complementar, principalmente com a entrada do atacante Fidélis, do Castanhal. Ele deu maior dinamismo ao time, que conseguiu levar certo perigo à meta bicolor. Desta forma, cedeu a oportunidade de ataque do Papão trabalhar no contra-ataque, como foram nas chegadas do volante Elyeser e do lateral-esquerdo Bruno Collaço, que finalizaram bem, mas viram o goleiro Axel evitar que o gol.

Definição da vaga para a final do Parazão 2021 fica para a próxima quarta-feira, dia 12, na Curuzu, em Belém. (Fotos: Samara Miranda/Remo e John Wesley/Paysandu)

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Assista o Conexão Rural deste fim de semana – 8 e 9 de maio

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MARABÁ: Infraestrutura do Novo Terminal de Integração avança

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As obras da construção do novo Terminal de Integração de Marabá não param. O novo espaço pretende reduzir o tempo de espera nos pontos de ônibus e também reduzir custos para o usuário.

O engenheiro civil, Alex Amoury, da Secretaria de Viação e Obras Públicas (Sevop), é o responsável por acompanhar o andamento da obra. Ele conta que no momento os serviços se concentram nos dois blocos onde irão funcionar o setor administrativo e comercial do novo Terminal.

“Nos dois, as fundações foram executadas, assim como a estrutura de concreto, laje pré-fabricada (treliçada), o fechamento em alvenaria com blocos cerâmicos, tubulação de água e esgoto, laje para a caixa d’água, contrapiso dos dois blocos”, explicou o engenheiro.

Além desta etapa, os operários já iniciaram a construção da plataforma de embarque e desembarque que liga o bloco comercial e administrativo, além da construção de banheiros e outros setores.

“O prédio administrativo terá duas lojas na parte inferior, recepção da administração, banheiros masculino e feminino. No piso superior teremos a administração do terminal. Teremos também uma plataforma de aproximadamente 50 metros até o bloco comercial que será composto de seis lojas”, afirmou Alex Amoury.

A proposta é fazer com que a partir do funcionamento do Terminal os veículos possam ter um percurso menor, tendo em vista que serão planejadas novas linhas, num total de 14, atendendo os usuários em todos os bairros, com um tempo de espera bastante reduzido.

Está é uma das obras mais aguardadas para quem utiliza o transporte público em Marabá..

“Com o terminal de integração, numa área central da cidade, todas as linhas irão convergir e dar maior rapidez ao usuário, pois irá diminuir o tempo de viagem. Com o sistema integrado teremos melhor atendimento com conforto e mais segurança”, relatou Jair Barata Guimarães, secretário de segurança institucional e presidente do Conselho Municipal de Transporte do município. (Victor Haor / Fotos: Paulo Sérgio)

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