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Pará

PARÁ: Caminhoneiros não respeitam regras na BR

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Muitos caminhoneiros ainda se sentiram confusos, ontem, sobre os horários proibidos de entrada e saída de veículos de carga pesada em Belém. Diferente do primeiro dia, na segunda-feira, 6, muitos não aceitaram a mudança e discutiram com os agentes de trânsito. Por outro lado, outros condutores aprovaram a medida e afirmaram que o fluxo melhorou nos horários das 6 às 9 horas e das 17 às 20 horas. E quando a entrada ou saída era permitida, novamente foram vistos congestionamentos. A Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel) estima que o transtorno deva diminuir lentamente até a próxima semana, quando as empresas e trabalhadores autônomos do transporte de cargas provavelmente vão se adaptar às novas regras.

Na manhã de ontem ocorreu exatamente o mesmo problema do primeiro dia de fiscalização e orientação. Os condutores que não conheciam a medida eram orientados a retornar na rodovia BR-316 enquanto a entrada não era permitida. Com isso, muitos veículos longos ficaram estacionados na via, atrapalhando o trânsito e prejudicando o fluxo no sentido Belém-Ananindeua. Após as 9 horas, quando a entrada na capital foi liberada, todos os caminhões entraram de uma vez, prejudicando a fluidez no sentido Ananindeua-Belém. Para piorar a situação, por volta das 7 horas, os semáforos em frente ao shopping center Castanheira e ao supermercado Líder BR estavam somente piscando com a cor amarela, complicando ainda mais o já confuso trânsito ao longo da rodovia. Somente às 9h30 os sinais foram consertados.

O taxista Rui Teixeira Farias, de 62 anos, faz ponto na BR-316 e garantiu que, em dois dias, a restrição de entrada e saída veículos pesados ajudou. “O pessoal vai demorar mais pouco a se acostumar, mas, com certeza, o trânsito já começou a melhorar”. Já o caminhoneiro José Edinaldo da Silva, de 38 anos, criticou a medida e acha que esta é a solução errada para o trânsito em Belém. Para ele, o horário proibido dificulta o trabalho de quem faz entregas para determinados setores que precisam de mercadorias no início da manhã. “Tive atraso de uma hora”, reclamou.

O diretor de Trânsito da CTBel, Elias Jardim, considerou que os dois primeiros dias de orientação foram tranquilos, apesar de ontem os caminhoneiros terem sido mais resistentes à mudança. “Para uma análise técnica sobre ter ou não melhorado efetivamente, é preciso mais tempo. Mas podemos afirmar que por enquanto a medida está sendo positiva. Os condutores estão satisfeitos, muitas pessoas estão entendendo e até a próxima semana, a maioria deve estar adaptada”, comentou.

Arthur Bernardes

Os operários que trabalham na revitalização da rodovia Arthur Bernardes e na construção da ponte sobre o rio Paracuri correm contra o tempo para liberar o acesso ao trecho interditado da via ainda neste mês. A Secretaria de Estado de Projetos Estratégicos promete entregar um dos lados da nova ponte no próximo dia 11, interditar a ponte antiga e iniciar o trabalho da segunda pista, o que deve ser concluído até a última semana de dezembro. A obra é parte do projeto Ação Metrópole, do governo do Estado.

Além da nova ponte, o projeto prevê a pavimentação dos 14 km da Arthur Bernardes, a criação de uma ciclovia e a sinalização de toda a pista, com a criação de faixas de pedestre e de recuos para pontos de ônibus.

Demétrio Dib Hage, engenheiro responsável pela fiscalização das obras, afirma que toda a intervenção na pista deve ser concluída até o próximo dia 24. “No máximo, nós entramos na última semana com a sinalização, já com a circulação liberada”, garante.

As obras no Paracuri tiveram início no dia 17 de novembro. Desde então, o tráfego de veículos e o itinerário das linhas de ônibus é desviado pela rodovia do Tapanã e pela rodovia Augusto Montenegro. A partir do dia 11, as linhas que seguem pela rodovia Arthur Bernardes até Icoaraci poderão voltar a operar pela via.

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Pará

PARAUAPEBAS: Homicida integrante de facção criminosa é preso

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Um homem suspeito de participar de uma facção criminosa e ter envolvimento em duas mortes ocorridas em maio deste ano, em Parauapebas, foi preso no início da tarde desta segunda-feira, 23. A ação da Polícia Civil deu cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Criminal do município. 

O investigado compareceu à Delegacia do Município para denunciar uma suposta abordagem de agentes de segurança contra ele, logo foi reconhecido e recebeu voz de prisão.  

Com a prisão do indiciado, foram contabilizadas cinco prisões de membros de uma facção criminosa, os quais estariam envolvidos na morte de dois amigos ocorrida em maio, cujos corpos foram encontrados em um sítio localizado na zona rural de Parauapebas.

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Pará

BRK Ambiental promove Mega Blue Friday no Pará para negociação de débitos

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A BRK Ambiental, concessionária responsável pelos serviços de saneamento em 10 cidades do Pará, inicia nesta segunda-feira, dia 23, a Mega Blue Friday, que traz uma oportunidade para clientes que queiram regularizar seus débitos junto à empresa por meio de condições facilitadas de pagamento e até renegociação de dívidas.

Durante a Mega Blue Friday, a ser realizada de 23 de novembro até o dia 20 de dezembro, as condições especiais de negociação estarão disponíveis por meio da plataforma Acordo Certo. A partir do uso de um sistema online, todo o processo de negociação é digital, o que evita deslocamentos nesse período de pandemia e torna o atendimento ao cliente ainda mais simplificado.

Os acordos são exclusivos, conforme as necessidades de cada pessoa, e oferecem opções como pagamento de faturas vencidas à vista com isenção de multas e juros, parcelamento mais flexíveis ou até mesmo o reparcelamento de uma negociação realizada anteriormente.

“A Mega Blue Friday é uma grande oportunidade que traz condições diferenciadas de negociação de débitos para os nossos clientes. A plataforma é capaz de avaliar a melhor opção de pagamento para cada caso, permitindo que todos possam terminar o ano com as contas em dia”, explica Ricardo Ferraz, gerente comercial da BRK Ambiental.

As negociações são realizadas no site www.acordocerto.com.br/brk. Para acessar, basta criar um cadastro a partir dos dados pessoais do cliente (CPF, data de nascimento, e-mail e número de telefone celular) e iniciar o processo de negociação na plataforma.

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Pará

Uepa forma primeira quilombola como Mestra em Educação

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“Saudando a força de todos os quilombolas que lutavam bravamente para manter viva a nossa história”. Com os versos da canção “Negro de Luz”, do Ilê Aiyê, Shirley Amador iniciou a fala na banca de defesa. Neste semestre, apesar da pandemia, a Universidade do Estado do Pará (Uepa) formou a primeira mestra quilombola, no Programa de Pós-graduação em Educação (PPGED), do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE). Defendendo a resistência por meio da palavra dita e os processos educacionais da tradição oral no quilombo, ela propõe a reflexão acerca deste que é o principal instrumento de luta nestas comunidades rotineiramente invisibilizadas pela história oficial do Brasil.

A influencia direta da mãe, ativista negra e militante do movimento quilombola, e a atuação da matriarca dentro e fora da comunidade Vila União/Campina, em Salvaterra, foram a inspiração para que Shirley percebesse o valor da educação para promover mudanças.

“Educar as novas gerações nestas bases significa buscar a dignidade, o exercício do pertencimento étnico que respalda a diversidade da memória histórica, social, e a luta pela conquista de direitos diante da situação de negação e de enfoques para aplicação de novas políticas, identidade social e cultural para os povos e comunidades tradicionais”, avalia Shirley.

“Para nós, a Educação é um instrumento de luta. Precisamos ocupar os espaços para sermos ouvidos, para termos os nossos direitos reconhecidos”. Para fomentar isso, ela desenvolve na Vila União/Campina um projeto de cursinho preparatório para vestibulandos quilombolas locais.

O espaço acadêmico foi o escolhido por ela, por perceber a necessidade de pesquisas que observem cientificamente os fenômenos educacionais contidos nas comunidades e os socializem com toda a academia.

“Esses processos educativos ocorrem no cotidiano, na medida em que os filhos dos quilombolas aprendem os saberes que são necessários para a existência, em relação aos conflitos, a tudo aquilo que a comunidade vivencia. Então, todos esses saberes circulam nos diversos espaços ali na comunidade. A educação é um processo muito mais amplo do que aquele que está dentro dos espaços institucionalizados como escola. Então, a tradição oral foi como eu aprendi e esse saber é significativo para todos nós”, resume. O conhecimento sobre a agricultura é um dos saberes desenvolvidos, aperfeiçoados e passados de geração a geração oralmente e possibilita a subsistência da comunidade. Histórias sobre a chegada dos antepassados à Amazônia também se perpetuam graças a este costume.

Por meio da oralidade, a cultura se interliga aos processos de ensinar e aprender desenvolvidos nas relações sociais. Eles preparam e orientam os quilombolas para a vida e a resistência. Isso possibilita a reconstrução da ancestralidade na contemporaneidade na medida em que os filhos dos quilombos aprendem e reproduzem os conhecimentos tradicionais, que dão significado para a existência da comunidade. “Os saberes tradicionais e acadêmicos se completam, mas os tradicionais não constam nos currículos escolares e demais ambientes institucionalizados. Por isso, eles precisam ser incluídos nas práticas pedagógicas dos educadores. Por exemplo, o diálogo acerca da consciência negra costuma estar atrelado às datas comemorativas, mas eles devem ser levantados em diversas outras ocasiões cotidianas do ensino. Por que só discutir o negro no Mês da Consciência Negra?”, questiona.

Shirley estende o debate para a necessidade de inclusão de fatos sobre os conflitos de terras enfrentados pelos quilombolas nos últimos séculos no Brasil. “As comunidades vivenciam inúmeros conflitos, que vão desde a instalação dos grandes projetos, do desmatamento, das queimadas, da venda de terra, a retirada de madeira ilegal, até as ameaças que muitos líderes quilombolas sofrem. Isso é algo recorrente na história das populações quilombolas. São saberes notórios dentro das comunidades e deveriam ser conhecidos por todos os brasileiros”, pontua. Para ela, não seria uma questão de corrigir ou retirar fatos históricos que constam atualmente nos currículos escolares, mas de apresentar os demais pontos de vista e traçar um diálogo entre eles.

PRIMEIRA MESTRA QUILOMBOLA

Shirley Amador se tornou, em setembro deste ano, a primeira mestra quilombola da Uepa, fato que foi motivo de orgulho para o orientador, professor doutor João Colares. “Fico feliz por ela ser titulada pelo PPGED da Uepa. Isso demonstra que o Programa está avançando do ponto de vista das discussões sobre Educação Quilombola, Educação Indígena, ou seja, educação daquelas pessoas que historicamente foram e são subalternizadas pelos processos sociais injustos e pelas desigualdades educacionais. Então é um sentimento de alegria e é um sentimento também de uma luta”, resume o professor, que espera que a partir de agora ela
possa contribuir para os processos educacionais na própria comunidade e, de maneira mais ampla, para a educação quilombola, no estado do Pará e na Amazônia.

Para ele, a alegria vem com a percepção de que o caminho à frente ainda é longo. “Nós precisamos avançar muito ainda, nas universidades em geral e na Uepa em particular, com ações afirmativas para que esses grupos sociais que estão fora da universidade possam ingressar e, desse modo, apresentar as suas sabedorias, epistemologias, suas tradições e o seu rico conjunto de conhecimentos”, reconhece Colares, que relembra a perspectiva de diálogo entre saberes, proposta por Paulo Freire. “Um diálogo entre essas distintas formas de conhecimento só vai se dar na medida em que essas populações que estão historicamente excluídas estiverem na universidade produzindo seus conhecimentos científicos a partir de um diálogo com as tradições, com as memórias, com as sabedorias, emergentes, insurgentes de suas próprias comunidades. É nesse sentido que nós precisamos avançar em políticas de ações afirmativas”, conclui.

A felicidade em fazer história na Uepa é algo que Shirley faz questão de dividir com toda a comunidade e professores. “Penso que essa não é uma conquista individual, mas sim coletiva, pois no decorrer do caminho nós vamos formando uma rede que nos faz prosseguir rumo aos nossos objetivos. Então essa foi uma maneira de me posicionar enquanto sujeito ético, político, de transcender também o lugar que sempre fora destinada aos negros”, comemora. A abertura de cotas raciais na Instituição também é um desejo da mestra, pois abrirá caminho a mais quilombolas nas diversas esferas da educação superior.

A defesa completa da dissertação pode ser vista neste link.

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