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Pará

PARÁ: Cohab promove ação social e ambiental em aldeia em São Geraldo

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Os índios suruí, da aldeia Sororó, localizada no município de São Geraldo do Araguaia, sudeste do Pará, totalizam 360 habitantes, divididos em 80 famílias, 30 delas beneficiadas com as unidades habitacionais construídas pela Companhia de Habitação do Pará (Cohab) e entregues pelo governo do Estado em 2010.

Para complementar a entrega dessas habitações, a Cohab vem desenvolvendo um trabalho técnico social junto à comunidade, voltado para as questões ambientais, destacando-se a coleta de resíduos sólidos. Com esse objetivo a companhia fez, de 28 de novembro a 3 de dezembro, a Semana do Meio Ambiente, com oficina sobre resíduos sólidos, distribuição de kits de limpeza e coleta de lixo.

A Cohab fez a entrega de 30 kits de limpeza contendo lixeira, pá e vassoura, distribuídas para os moradores das casas construídas pela companhia. As crianças participaram da separação e distribuição dos kits. Ivai Suruí estava empolgada ao receber seu kit de limpeza. Imediatamente ela começou a varrer e limpar a frente de sua casa. “Ninguém nunca trouxe essas coisas para a gente, só a Cohab mesmo”, disse.

Para que todo o trabalho da equipe da Cohab alcançasse o resultado esperado, a parceria com a Prefeitura de São Geraldo foi fundamental. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente viabilizou a caçamba para recolher entulhos e todo o lixo coletado na aldeia. Para o engenheiro sanitarista José Ribamar dos Santos, integrante da equipe da Cohab, juntamente com a assistente social Andréa Omoto, responsável pela execução do projeto técnico social, a experiência com os suruí destaca-se pelas suas peculiaridades.

 “Eles participaram ativamente das atividades. Esse projeto complementa a entrega das unidades habitacionais. As ações reforçam a preocupação da companhia de habitação em promover a melhoria da qualidade de vida na aldeia e vão refletir no dia a dia deles”, disse Ribamar. Durante reunião na última quinta-feira, 30, a liderança maior da aldeia, o cacique Mairá, destacou a atuação da Cohab junto ao seu povo. “Queremos a agradecer à Cohab pelas casas construídas e as ações feitas aqui, como os cursos e oficinas”, elogiou.

Alvenaria

Receber as casas e participar das ações do trabalho técnico social da Cohab foram motivos de alegria para a jovem Matãnia Suruí, 20 anos. Ela passou um tempo fora da tribo, morando com a avó em Marabá. Aos 14 anos voltou para a aldeia, para morar com a mãe. “No começo não gostava de morar aqui, pois antes não tinha energia elétrica e gostava de beber água gelada”, lembra a jovem. “Quero estudar administração. Pretendo entrar na universidade. Esse é meu sonho. Depois volto para a aldeia e ajudo na organização da minha gente”, revela.

Segundo Matãnia, com a construção das casas de alvenaria muita coisa mudou na vida dos suruí. “Com as casas de palha as pessoas ficavam mudando de lugar para construir outras quando a palha apodrecia, e tinha o risco de pegar fogo. Ainda vieram os cursos, que a Cohab trouxe. Fiz todos. Ganhamos dinheiro vendendo o artesanato em São Domingos, que fica perto daqui”, conta.

Tiapé Suruí compartilha da opinião de Matãnia quanto aos benefícios das casas de alvenaria, principalmente no que diz respeito à questão da proteção contra insetos e animais. “Antes apareciam aranha, cobra nas casas de palha e a gente não podia deixar os alimentos expostos que os insetos sentavam em cima. Com as casas de alvenaria isso mudou”, enfatiza.

Lixo

Ele foi um dos participantes da oficina sobre resíduos sólidos durante a Semana do Meio Ambiente. “Com o lixo aparece muito rato aqui, o que traz doenças. Além disso, aprendemos que ele prejudica a natureza. Com o material que a Cohab trouxe (botas, carrinho de mão, luvas, vassouras) a gente pode recolher todo o lixo, facilitando o trabalho. É importante também ter as lixeiras nas casas para armazenar o lixo, porque antes o pessoal cavava um buraco no quintal e lá jogava o lixo”, relatou.

O presidente da Câmara Municipal de São Geraldo, vereador Elpídio Farias da Silva esteve na aldeia no período da Semana do Meio Ambiente e demonstrou sua preocupação com o lixo que é recolhido na cidade e nas comunidades mais distantes da sede do município. “Estamos travando uma batalha para a criação de um aterro sanitário por conta da lei federal que obriga os municípios até 2014 a terem o seu aterro. Hoje o município gera cinco toneladas de lixo por dia e precisamos dar uma destinação correta para tudo isso. Já estamos providenciando um terreno e a compra de caminhões compactadores”, declarou.

A empolgação do professor de português e matemática da escola da aldeia era visível durante a coleta do lixo. Ari Suruí morou 16 anos em Marabá e chegou a trabalhar como gari da prefeitura. Por isso, o serviço feito no recolhimento do lixo da aldeia relembrou o passado. Ele incentivou seus alunos a participarem ativamente da ação e disse que isso servirá como avaliação escolar. “Vou também pedir que eles façam uma redação contando como foi a experiência e descrevendo como absorveram esses conhecimentos, valendo ponto”, informou.

Graças à parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), a zootecnista Giselle Leandro orientou durante dois dias os participantes da atividade a fazer o plantio de 42 mudas de árvores frutíferas no entorno da aldeia. O auxiliar técnico da Sema Adailton Brito também participou da construção e colocação das proteções de madeira das mudas de manga, goiaba, oiti e fruta-do-conde, doadas pela Secretaria de Agricultura de São Geraldo do Araguaia.

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Pará

MARABÁ: Nível do rio recua mas continua acima dos 13 metros

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De acordo com o Boletim da Defesa Civil Municipal, às 18 horas, desta quinta-feira (20), o nível do Rio Tocantins continuou baixando e atingiu a marca de 13 metros e 03 centímetros na régua fluviométrica. O número atualizado de famílias atingidas é de 4.296, sendo que 789 estão nos abrigos, 2.424 desalojadas, ou seja, que foram para casa de parentes e amigos, 465 famílias ribeirinhas e 618 ilhadas, que ficam no segundo piso dos imóveis e resistem em sair das residências. Hoje foram entregues cestas básicas nos abrigos Sororó, Folha 14 e Irmã Theodora.

Apesar do recuo do nível do rio, a Defesa Civil recomenda que as pessoas ainda não retornem para casa devido à conhecida situação de repique, característica do Tocantins por aqui, que é quando o rio volta a subir. Segundo a coordenação do órgão, todos os trabalhos de assistência vão continuar, inclusive melhorias dos abrigos já construídos, agora já são 21 oficiais, bem como o serviço de mudanças, que conta com 20 caminhões, sendo alguns do Exército, 02 caminhões dos Bombeiros e 06 embarcações para atender às famílias que ainda não conseguiram sair do local.

A Defesa Civil tem contado também com o apoio da Marinha, Governo do Estado, Governo Federal e toda a estrutura da Prefeitura Municipal, uma média de 200 servidores estão envolvidos diretamente.

Vale ressaltar que algumas famílias resistem em abandonar as residências, na esperança de que a enchente não atinja o andar de cima, ou no caso de locais mais altos, que água não entre dentro de casa, o que tem dificultado a dinâmica do trabalho da Defesa Civil. Por dia, vinha sendo programada uma média de 400 mudanças, das quais nem sempre eram concluídas com sucesso, devido às desistências, informações desencontradas no cadastro e, ainda, por conta de veículos estacionados de forma irregular atrapalhando o acesso dos caminhões aos endereços.

Outro fator importante, é a parceria da Equatorial junto à Defesa Civil. A concessionária de energia foi solicitada pelo órgão para análise e desligamento de energia nos locais que oferecem riscos, com fiação próxima à água.

Atualmente, a prioridade da Defesa Civil é a retirada das famílias das áreas alagadas. Por outro lado, as secretarias de Assistência Social, Saúde, Centro de Controle de Zoonoses, Obras, Serviço de Saneamento Ambiental, Meio Ambiente e Segurança têm dado atendimento por todos os abrigos distribuídos pela cidade.

A Defesa Civil informa ainda que os cadastros realizados pelo órgão no momento do pedido de mudança é o mesmo que servirá para os benefícios ofertados pelo município, tais como, entrega de cestas básicas, atendimento de saúde, dentre outros. Quanto ao salário pago pelo Governo do Estado, os cadastros têm sido feitos no Centro de Convenções.

Em função da cheia antecipada dos rios Tocantins e Itacaiúnas, provocando a maior cheia em 20 anos, a Prefeitura de Marabá construiu em tempo recorde 13 abrigos oficiais, o que foi ampliado para 21 abrigos oficiais. Só nesta quinta-feira (20), foram realizadas 199 mudanças de famílias atingidas pelas cheias. Para esta sexta-feira (21) estão previstas mais 298 mudanças.

A Defesa Civil Municipal, em parceria com a Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (SEAPAC), continua realizando o cadastro das famílias e a entrega de cestas básicas.

Quem desejar ajudar as famílias com doações, os pontos oficiais da Prefeitura para arrecadação são a sede da SEASPAC, que fica na Travessa da Fonte, bairro Amapá, Marabá – em frente ao CAP e ao lado do Ministério Público Estadual, e na sede da Defesa Civil Municipal, que está em novo endereço, na Rua 7 de Junho, nº 1020, Marabá Pioneira. A arrecadação é das 8 às 16 horas. Os itens prioritários são alimentos não-perecíveis, itens de higiene pessoal, roupas e artigos de cama, mesa e banho.

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Pará

Águas turvas do Rio Tapajós em Alter do Chão preocupam especialista

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Uma equipe composta por técnicos da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) chegou na última quarta-feira (19), ao município de Santarém, oeste paraense, para avaliar as condições da água do rio Tapajós e áreas em torno dos locais onde a água apresenta coloração diferente da habitual. 

O grupo coordenado pelo secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, Mauro O’ de Almeida, é composto por técnicos da  Diretoria de Recursos Hídricos, do Núcleo de Monitoramento Hidrometereológico, Diretoria de Fiscalização e da Assessoria Especial de Inteligência e Segurança Corporativa. 

Teste

De imediato e de forma paralela, enquanto uma equipe coletava informações por via aérea, outros técnicos se dirigiram até a vila de Alter do Chão para realizar o teste de medição dos parâmetros físicos para checar a turbidez da água do rio Tapajós. Para a verificação foi utilizada uma sonda multiparâmetro que avalia, entre outros aspectos, o PH e a temperatura da água. 

Ainda não é possível determinar se a causa da turbidez que o Rio Tapajós tem apresentado nos últimos dias é fruto de ação direta do homem ou se é do volume de chuvas que está caindo na região. De acordo com dados do setor de hidrometereologia da Secretaria, foram identificadas chuvas acima da média na região do Tapajós desde o mês de novembro do ano passado e que este fenômeno é recorrente na região.

“Temos a dúvida porque há décadas não tínhamos chuvas desta magnitude no Tapajós. Estamos agindo em duas pontas: aumentando a fiscalização sobre os garimpos e buscando aprimorar a investigação científica com dados de qualidade para que a gente saiba com certeza o que está ocorrendo para responder de forma mais assertiva. Neste sentido, estamos firmando parceria com a Ufopa, a Universidade Federal do Oeste do Pará, para disponibilizar os dados do Projeto Águas do Tapajós e rapidamente montar um laboratório que atue em conjunto com nosso núcleo regional. Mas é importante fazer uma ressalva: o Estado, sozinho, não tem condições de fiscalizar os garimpos. É preciso a ação dos órgãos federais no combate aos crimes ambientais que porventura estejam ocorrendo”, ressaltou o titular da Semas.

Integração

Junto à equipe da Semas havia também representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Federais (IBAMA), além de integrantes do projeto “Águas do Tapajós” e Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). 

Segundo o secretário Mauro O’ de Almeida, a integração entre as instituições pode gerar benefícios de curto e longo prazo.

 “Aqui na Ufopa nós propusemos uma parceria um pouco mais imediata de fazer uma absorção dos dados que eles já têm no projeto ‘Águas do Tapajós’, que há algum tempo vem monitorando a água do rio Tapajós a partir de uma série de dados e pesquisas e, futuramente, construir uma parceria para que a Universidade possa nos dar um apoio de dados e pesquisas para as nossas atribuições executivas, e até quem sabe, a parceria para que nós possamos ajudar a montar um laboratório de água aqui”, afirmou o titular da Semas.

Iracenir Andrade, professora da Ufopa e coordenadora do projeto “Águas do Tapajós” afirma que a soma de esforços irá gerar resultados significativos. “ É louvável pensar o Pará de forma mais integrada. É fundamental garantir com que as ideias sejam efetuadas e nós podemos fazer o levantamento das informações, beneficiando a todos. Isso é viável”, garantiu. (Aline Saavedra)

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Pará

MARABÁ: SEMAS diz que enchentes são influenciadas por chuvas em estados vizinhos

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As fortes chuvas que caem em Marabá não são a única causa da inundação no município paraense, localizado no sudeste do Estado. Segundo informação divulgada nesta quinta-feira (20), pelo Núcleo de Meteorologia da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), as chuvas que estão ocorrendo nas cabeceiras dos rios Araguaia e Tocantins, presentes entre os Estados do Mato Grosso, Goiás e Tocantins, aproximadamente, são as maiores responsáveis pelo aumento de nível do rio Tocantins. “Além dos altos acumulados de chuva ocorridos nessa região central do país, houve uma antecipação do atingimento da cota de alerta do rio Tocantins, em Marabá”, afirma o coordenador do Núcleo de Monitoramento Hidrometeorológico da Semas, Saulo Carvalho.

Nesta quinta-feira (20), de acordo com o Boletim da Defesa Civil Municipal, o nível da régua fluviométrica do rio Tocantins marca 13 metros e 7 centímetros, um recuo de dois centímetros em relação ao dia anterior. Sobretudo nas últimas semanas, a precipitação foi intensificada pelo fenômeno Meteorológico Zona de Convergência do Atlântico Sul. “As chuvas intensas, principalmente no sul e sudeste paraense serão causadas pelo grande fluxo de umidade causado pela zona de convergência do Atlântico Sul aliado com a chegada da zona de convergência intertropical”, explica o coordenador. Segundo ele, a tendência é que o rio Tocantins mantenha o nível elevado. “Todas as chuvas que caem nas bacias e cabeceiras dos rios Araguaia e Tocantins, que abrangem os estados do Pará, Maranhão, Goiás, Tocantins e Mato Grosso, vão continuar influenciando a subida dos níveis do rio Tocantins, em Marabá”, alerta o coordenador.

O boletim climatológico, divulgado pela secretaria no início do mês, chama atenção sobre o volume de chuvas acima do esperado para janeiro em grande parte do território paraense. Para a região de Marabá, na porção norte do sudeste do estado, a previsão é de 300 a 400 mm neste primeiro mês do ano. O município de Marabá decretou situação de emergência por causa das fortes chuvas e elevação do nível do rio Tocantins que atingem a região. De acordo com o boletim desta quinta-feira divulgado pela Defesa Civil do município, o número de famílias atingidas já é de 4.097.

Assistência – Na última quarta-feira (19), famílias atingidas pelas enchentes do Rio Tocantins, em Marabá, sudeste paraense, começaram a receber os serviços de saúde e cidadania ofertados pelo Governo do Pará por meio de duas carretas do projeto “TerPaz, Formação Profissional”, adaptadas para realizar atendimentos médicos, testes para detecção da covid-19, emissão de documentos, entre outros serviços. 

Também em Marabá, 96 famílias desabrigadas receberam cestas de alimentos no abrigo Yamada, onde estão alojadas. Famílias de ruas alagadas da Marabá Velha, como a Rua Pará, no bairro Santa Rosa começarão a ser cadastradas para receberem o auxílio do programa “Recomeçar”.

O Governo do Pará já encaminhou três caminhões de donativos para Marabá, que chegaram no último domingo (16). São colchões, kits de higiene e limpeza, e cestas de alimentos, que serão entregues às famílias, além de atendimento nas especialidades Clínica Médica, Pediatria e Ginecologia, além de vacinas (contra Covid-19 e a tríplice viral) e exames (testes rápidos de Covid-19, sífilis, hepatite B e C e HIV) que são oferecidos por profissionais de saúde. (Aline Saavedra)

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