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domingo, 22 / maio / 2022
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PARÁ: CPI do tráfico humano chega a Marabá

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Os deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura o tráfico humano no estado estão em Marabá. Lá eles realizam, nesta quarta-feira (15) e nestaã quinta-feira (16), audiências para apurar denúncias de exploração de mão de obra em condições análogas ao trabalho escravo e de jovens atletas de futebol. As audiências serão na Câmara Municipal.

Estão agendados, para Marabá, 12 depoimentos de pais e responsáveis de jovens jogadores de futebol enviados a São Paulo e encontrados em situação insalubres e inadequadas em moradias de municípios da baixada santista.

A programação dos deputados também inclui reunião com entidades ligadas à defesa de crianças e adolescentes, realização de oitivas e reuniões com autoridades locais.  ‘A visita a Marabá tem por objetivo levantar informações sobre uma dimensão ainda não abordada do chamado trabalho escravo, para fins de exploração econômica, principalmente em fazendas, e por outro lado consolidar informações acerca do aliciamento e recrutamento de menores para o mundo do futebol’, disse o deputado Carlos Bordalo (PT), relator da CPI.

Para o deputado João Salame (PPS), presidente da comissão, o trabalho da CPI em Marabá será feito para compreender de que forma opera a rede que intermedia a ida de jovens jogadores de futebol do sul e sudeste do Pará para a baixada santista. ‘Viemos também averiguar denúncias da existência de trabalho escravo em fazendas da região’, explicou.

Até o presente, a CPI ouviu em depoimento 43 pessoas, sendo 24 sigilosamente e 19 em audiências públicas. Para Salame o trabalho dos deputados da CPI é difícil porque o ‘tráfico de pessoas’ tem suas complexidades para ser detectado. “Não existem informações consolidadas, boa parte da sociedade não acredita nem que ele exista. As pessoas que são vítimas são enganadas com a promessa que vão melhorar de vida, entretanto só denunciam no destino, quando descobrem que foram enganadas, e não na origem do problema, quando são aliciadas com falsas promessas”, observa o presidente da CPI.

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