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sexta-feira, 20 / maio / 2022
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PARÁ: CPI do Tráfico Humano recebe informações de dois membros do MP

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico Humano, instalada em março na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) ouviu nesta quinta-feira, 26, mais dois depoimentos, dentro da fase em que membros de instituições públicas e de organizações não governamentais prestam depoimentos para colaborar com as investigações. Os depoentes de ontem foram o promotor de Justiça de Barcarena, Harrison Henrique da Cunha Bezerra, e o procurador-chefe da República no Pará, Ubiratan Cazetta.

A Imprensa não pôde acompanhar os depoimentos, para não prejudicar as investigações da CPI. Mas, segundo o deputado e relator da Comissão, Carlos Bordalo (PT), as duas autoridades prestaram informações valiosas para o andamento dos trabalhos. No depoimento do promotor de Barcarena, os questionamentos se referiram ao tráfico humano nas regiões portuárias. ‘Temos informações preliminares de que os portos são foco de intensa atividade de tráfico humano, principalmente relacionado à exploração sexual e tráfico de órgãos. O depoimento do promotor foi importante para aprofundarmos as informações sobre este tipo de tráfico’, disse Bordalo. O deputado João Salame (PPS), presidente da CPI, acrescentou que o tráfico nos portos tem como destino, geralmente, rotas internacionais, como Suriname, Guiana Francese e países da Europa; e é favorecido por uma ‘precária fiscalização’ existente nesses locais.

Segundo Bordalo, o Ministério Público Federal foi chamado por já possuir uma forte atuação na questão do combate ao tráfico humano. ‘O depoimento do procurador Ubiratan Cazetta nos ofereceu um vasto arsenal de informações que serão muito úteis para os trabalhos da CPI’, afirmou o deputado petista. Durante o depoimento do procurador, foi firmado um compromisso de mútua colaboração entre o Ministério Público Federal e a CPI do Tráfico Humano. ‘A CPI vai repassar ao MPF informações sobre os casos em investigação e, ao mesmo tempo, o MPF vai também nos passar elementos que possam contribuir nos trabalhos’, relatou Bordalo.

Investigações

A CPI do Tráfico Humano foi instalada na Alepa em 23 de março passado para investigar como funciona e quem são os responsáveis por esse tipo de articulação no Pará. A Comissão apura as várias ramificações do crime, como tráfico para exploração sexual, trabalho escravo, de órgãos humanos e até mesmo o tráfico relacionado ao mundo do futebol.

Atualmente, o tráfico de pessoas já é o terceiro tipo de comércio ilegal mais lucrativo do mundo, atrás apenas do tráfico de drogas e de armas. Estima-se que esse tipo de crime movimente cerca de US$ 40 bilhões por ano no mundo. A CPI tem um período de duração de 90 dias, prorrogável por mais 30.

Quem tiver informações sobre tráfico de seres humanos também pode colaborar com a CPI através do Disk-Denúncia: (91) 3182-8471. (O Liberal)

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