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sexta-feira, 20 / maio / 2022
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PARÁ: Detran oferece curso para mototaxistas da Grande Belém

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Com o objetivo de capacitar mototaxistas e garantir a segurança no trânsito de condutores e passageiros, o Departamento de Trânsito do Estado (Detran) iniciou nesta segunda-feira (7) um curso especializado para mototaxistas, no Instituto de Ensino de Segurança Pública do Pará (Iesp). O treinamento atende à Resolução nº 350/ 2010, do Conselho Nacional de Trânsito, que institui a atividade como obrigatória aos profissionais da categoria.

A primeira turma é formada por profissionais dos municípios de Ananindeua e Marituba, na região metropolitana de Belém. A partir de 2012, os demais municípios do Estado, onde a atividade é regulamentada, também receberão o curso, que também pretende padronizar as ações no trânsito dos profissionais condutores de motocicletas e motonetas, a fim de reduzir os acidentes no trânsito.

Segundo dados do Detran, em 2010 o Pará contabilizou 592 mortes envolvendo acidentes com motos e mais de seis mil feridos. Até julho deste ano, foram registradas cerca de 480 mil motocicletas, 70 mil somente em Belém. “Passamos a eles a importância de se adotar um comportamento seguro, de usar teoria na prática no dia a dia. Às vezes os próprios passageiros se recusam a usar o capacete, alegando várias coisas”, explica a instrutora Janaína Barbosa.    

 “Assim como eles vão ser cobrados pela fiscalização, também têm o dever de chamar a atenção dos usuários para o cumprimento da lei. Com isso, eles estarão preservando vidas e conquistando respeito como profissional, até mesmo dessa população, pois estarão oferecendo um serviço de qualidade e diferenciado”, continua ela.

Trabalhando há seis anos com a atividade, Francisco de Oliveira, 44 anos, que está fazendo curso, diz que a difusão entre os mototaxistas vai ajudar a reduzir a desconfiança da população com a categoria. “Todos deveriam fazer. Além de nos sentirmos mais seguros, a própria população também se sente. Existe um estigma muito grande com os mototaxistas, porque muitos acabaram usando da atividade para fazer coisas erradas. A população ficou preocupada. Com a fiscalização e a própria consciência segura do condutor e do usuário é possível reverter isso”, declara.

Para Daniele Kristma, 20 anos, que usa diariamente o serviço, o curso trará efeitos positivos nos serviços prestados pelos condutores. “Essa é uma boa iniciativa. Às vezes, até mesmo o passageiro não tem consciência dos riscos a que ele está exposto ao não usar os itens de segurança. Com o mototaxista tendo essa consciência, caso um passageiro não queira usar um capacete, por exemplo, ele estará ciente da responsabilidade. Para dar certo, também é preciso fiscalizar”, diz.

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