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Pará

Pará é o estado brasileiro que mais exporta produtos minerais

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O Pará ficou em 1º lugar no ranking das exportações de minérios entre os estados de todo o Brasil. O Boletim Econômico Mineral do Pará foi divulgado, na última segunda-feira (6), pelo Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral) e se refere ao primeiro semestre de 2020, quando o Pará participou com 34% das exportações minerais do país. 

“O estado do Pará se destaca no cenário nacional como maior produtor de minérios do País. Destaca-se em primeiro lugar na produção de ferro, bauxita, cobre e caulim, além de ser grande produtor de manganês, níquel, calcário, ouro, gemas e outros minérios de uso na construção civil”, afirma o diretor de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ronaldo Lima, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme). “Grande parte dessa produção é de produtos de exportação, o que contribui para o saldo positivo da nossa balança comercial e no aumento do Produto Interno Bruto ”, completa. 

Dos 6,7 bilhões de dólares exportados pelo Pará de janeiro a junho de 2020, a mineração representou 88,6% das exportações totais do Estado. A atividade traz inúmeras consequências positivas para a população e para o crescimento econômico estadual.

“Toda essa potencialidade atrai empreendimentos e grandes empresas do setor mineral que contribuem para a criação de empregos diretos e indiretos e geração de renda, com a movimentação de serviços que aquecem a economia do Estado e, especialmente, dos municípios localizados nas áreas de influência direta dos projetos”.  Ronaldo Lima, diretor da Sedeme.

O Governo do Pará, através da Sedeme, trabalha para criar um ambiente de atração de negócios, investindo na estruturação dos Distritos Industriais e na logística para o escoamento da produção. “A implantação da Ferrovia Paraense (Fepar), a retificação de canais como o Quiriri e o Pedral do Lourenço para a melhoria de nossas hidrovias, o investimento para a maior capacidade dos nossos portos e melhoramento na rede rodoviária são algumas das ações fundamentais em desenvolvimento para criar atrativos”, destaca Ronaldo. 

Minério de Ferro – O Pará também ocupou o 1º lugar como maior exportador de minério de ferro entre os estados brasileiros, de acordo com o Boletim de 2020 divulgado pela Simineral. Dos US$ 6,918 bilhões exportados pelo Brasil no primeiro semestre deste ano, o Pará participou com 57,5% do total (US$ 3,981 bilhões). Segundo o Diretor da Sedeme, cerca de 90% dos produtos exportados pelo Estado, em 2019, foram oriundos da indústria extrativa mineral, com destaque para o minério de ferro, com uma produção aproximada de 180 milhões de toneladas, exportadas especialmente para a China, principal mercado de importação.

O Simineral coletou os dados junto ao Ministério da Economia, através do setor de Produtividade e Comércio Exterior, e da Agência Nacional de Mineração (ANM) para a produção do Boletim Econômico Mineral do Pará do 1º semestre de 2020.

Maior Arrecadação

O Pará também foi o estado que mais arrecadou recursos da Compensação Financeira pela exploração de Recursos Minerais (CFEM), representando 49% de recolhimento do recurso no Brasil durante o 1º semestre de 2020, com R$ 1,035 bilhão. Essa arrecadação representa o crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2019, quando o estado arrecadou R$ 898 milhões.

“Por ser o maior Estado produtor de minérios, o Pará é, consequentemente, também o maior arrecadador da CFEM no Brasil. Isso representa mais recursos para que o Estado e municípios apliquem em melhorias nos setores de saúde e educação, por exemplo”, afirma Ronaldo. 

A Mineradora Vale é responsável por 84% da CFEM do Pará, de um total aproximado de R$ 867 milhões no 1º semestre de 2020. Cerca de 82% da arrecadação do Estado origina do CFEM do minério de ferro.

Os municípios de Parauapebas e Canaã dos Carajás, na região sudeste do Pará, despontam no cenário brasileiro como os maiores arrecadadores. Representam 41% de recolhimento de CFEM no 1º semestre de 2020. Parauapebas com 23% de arrecadação, recolheu R$ 478 milhões, já Carajás, com 18% de arrecadação de CFEM, recolheu R$ 388 milhões. (Giovanna Abreu)

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Pará

Pesquisa estima que Pará tem mais de 1 milhão de contaminados pelo novo coronavírus

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Em transmissão pela internet nesta segunda-feira (21), o Governo do Pará apresentou os resultados da segunda fase da pesquisa epidemiológica sobre o novo coronavírus, causador da Covid-19. Realizada pela Universidade do Estado do Pará (Uepa), a pesquisa estima que 1.280.000 pessoas já foram contaminadas no Estado, a maioria do sexo feminino, parda, com baixa escolaridade e integrante das classes C, D e E. A análise foi realizada por amostragem, com base em 8.826 testes aplicados em 52 cidades, nas oito regiões de Regulação da Saúde do Pará.

Ainda de acordo com a segunda fase da pesquisa epidemiológica, o nível de contágio no Estado é estável e com tendência de queda, mas regiões específicas, como Araguaia (+26,4%), Xingu (+25,3%) e Marajó Ocidental (+9,8%), apresentam crescimento no contágio. As maiores retrações foram apresentadas nas regiões do Baixo Amazonas (-26,3%), Tapajós (16,6%), Carajás (-13,3%), Nordeste (-8,8%) e Metropolitana (-5%).

“É fundamental que tenhamos atenção neste comportamento epidemiológico por região do Estado, para que as estratégias de combate ao coronavírus sejam locais. Essa pesquisa é importante para balizarmos as tomadas de decisões. As regiões que apresentam perspectivas de aumento de contágio requerem atenção e todas as precauções. É importante que as pessoas possam usar máscaras, seguir os protocolos de distanciamento e higienização, para que essa proteção permita melhor enfrentarmos o coronavírus”, disse o governador Helder Barbalho, na apresentação dos dados.

Manutenção dos cuidados – Assim como alguns países da Europa – Espanha e Itália, por exemplo -, Helder Barbalho afirmou que o Pará vai manter algumas estruturas específicas para atendimento a vítimas do novo coronavírus. “Continuaremos com a atenção em saúde, os cuidados necessários e a estrutura para atender aqueles que precisem e possamos salvar a vida daqueles que lutam contra o coronavírus”, afirmou.

A pesquisa também apontou que está diminuindo o número de pessoas que declaram aderir ao isolamento social. “Em comparação com a primeira pesquisa há uma redução de 7% para 11% nas pessoas que fazem isolamento social. Importante reforçar a importância das medidas preventivas, pois 15% dos pesquisados foram identificados como positivo, e que não apresentaram nenhum sintoma. Portanto, isso reforça que muitas vezes a pessoa pode estar assintomática, mas transmitindo o vírus. Por isso a necessidade e preocupação de ficar em casa e cuidar de quem você ama”, alertou o governador.

Tomada de decisão – O secretário de Estado da Saúde Pública, Rômulo Rodovalho, ressaltou que o governo está priorizando a utilização de informações técnicas e o embasamento científico para tomada de decisões no combate à pandemia em território paraense. “Assim como na primeira pesquisa, vamos utilizar essas informações como subsídio para as ações que estão sendo adotadas pela Secretaria de Saúde, como a construção do protocolo de retomada da atividade escolar”, informou.

Rômulo Rodovalho ressaltou que a pesquisa serve como suporte para a abertura e regularização de hospitais da rede pública estadual, para que possam atender a demanda reprimida em outras especialidades médicas. “A Policlínica voltou as suas atividades normais. O Hospital Abelardo Santos também está retomando suas atividades normais. Já os hospitais do interior, estamos traçando os perfis para sair da atividade Covid e retornar o atendimento à população dentro de toda a gama de especialidades”, acrescentou o secretário.

Pesquisa prossegue – O reitor da Uepa, Rubens Cardoso, informou que nesta terça-feira (22) será iniciada uma nova etapa do inquérito epidemiológico para estudar o desenvolvimento do novo coronavírus no Estado. “É um trabalho importante porque corroboram com as políticas públicas desenvolvidas pelo Estado”, reiterou. 

Também participaram da transmissão via internet o presidente do Comitê de Biossegurança da Uepa, Pedro Venceslau, e o reitor Marcel Botelho, da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra).

Na segunda fase da pesquisa epidemiológica, a Uepa contou com a mobilização de nove professores da instituição, além de um docente da Universidade Federal do Pará (UFPA). Da aplicação dos testes e dos questionários de pesquisa participaram 194 alunos, de oito campi da Uepa, todos dos cursos de medicina e enfermagem. (Leonardo Nunes / Foto: Jader Paes)

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Pará

Paysandu vence e entra no G-4 do Grupo A da Série C

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Pela sétima rodada da Série C do Campeonato Brasileiro, cinco jogos foram disputados neste domingo (20). Pelo Grupo A, destaque para a vitória do Paysandu-PA diante do Ferroviário-CE, que colocou o Papão no G-4. Já na chave B, o líder Brusque-SC venceu mais uma, e o Ypiranga-RS assumiu a vice-liderança.

Jogando fora de casa, o Paysandu derrotou o Ferroviário-CE por 2 a 0 e subiu para o terceiro lugar do Grupo A, com dez pontos. Vinícius Leite abriu o placar na Arena Castelão, e Nicolas ampliou para o Papão. Com a derrota, a equipe cearense segue com 11 pontos, na segunda posição. (Foto: Jorge Luís Totti)

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Pará

MARABÁ: Polícia Civil realiza operação de combate ao furto e roubo de aparelhos celulares

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A Polícia Civil do Pará deflagrou a “Operação Touch” para apurar crimes de furtos e roubos de aparelhos celulares. As investigações começaram no início do mês de setembro, em Marabá. A ação visa combater o roubo de celulares e identificar os autores desses crimes, assim como, responsabilizar os compradores dos objetos roubados, para então devolvê-los às vítimas.   

De acordo com o Superintendente Regional de Carajás, delegado Thiago Carneiro, durante as investigações foram utilizadas técnicas modernas para localizar os aparelhos e seus respectivos receptores. 

“Esta é só a primeira fase da operação, pois queremos dar continuidade ao combate do crime no munícipio, o qual após chegarmos nos autores conseguiremos diminuir essa prática delitiva, enfraquecendo o mercado de vendas de celulares roubados”, destacou o delegado.

Resultado – Durante as ações, a Polícia Civil recuperou 21 aparelhos celulares e realizou 21 procedimentos de termo de comparecimento espontâneo. Todas as pessoas que estavam com esses aparelhos, foram ouvidas e após assinarem o documento foram liberadas, onde vão responder por receptação ilícita, uma vez que eles não adotaram cautelas no momento da aquisição do aparelho. 

Segundo a PC, após esses procedimentos instaurados contra os receptores, já foi possível identificar alguns autores do crime de roubos, os quais estão sendo investigados.

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