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Pará

PARÁ: Eclusas serão atrativo para pequenos e grandes investimentos

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Detalhes técnicos sobre a construção das eclusas de Tucuruí foram repassados à imprensa na tarde desta segunda-feira, 29, véspera da inauguração da obra, que permitirá a navegação total do Rio Tocantins. Na sede das Centrais Elétricas Brasileiras S/A (Eletrobras)/Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A (Eletronorte) de Tucuruí, representantes do órgão e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) falaram sobre o projeto de transposição do Tocantins e ampliaram as informações sobre as eclusas, que serão inauguradas nesta terça-feira, 30, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, e de outras autoridades.

Foi apresentado um vídeo detalhando o projeto e o funcionamento das eclusas. Depois de 29 anos do início das obras, concluídas por meio do Programa do Aceleração do Crescimento (PAC), as eclusas representam “um marco no desenvolvimento da região, considerada, hoje, o maior polo potencial de desenvolvimento do Brasil”, de acordo com o Herbert Drummond, diretor de Infraestrutura Aquaviária do Dnit.

Segundo ele, o processo de desenvolvimento será gerado a partir da navegabilidade da hidrovia, que atrairá para a região desde pequenos negócios até grandes investimentos da iniciativa privada.

Ademar Palloci, diretor de Engenharia da Eletronorte, lembrou que, desde o início da construção da Usina Hidrelétrica (UHE) e das eclusas de Tucuruí, em 1981, sete presidentes já passaram pelo Brasil, até sua conclusão, período em que o tempo de execução foi menor que o tempo em que a obra ficou estagnada. Segundo o diretor, a execução era responsabilidade do Dnit, e em 2007 passou a ser da Eletronorte, via convênio com o Ministério dos Transportes e o Departamento Nacional.

Palloci destacou que as eclusas têm um valor significativo para a engenharia nacional e que servirão como um “portal de entrada das hidrelétricas na nova matriz de transporte do Brasil”. As eclusas permitirão 445 km de vias navegáveis para grandes embarcações, do município de Marabá até Vila do Conde, no município de Barcarena, com capacidade para realizar transporte em larga escala de riquezas da região.

Hidrovia

As eclusas de Tucuruí possuem um calado (profundidade máxima das embarcações) de 3 a 4 metros, permitindo a navegação de grandes embarcações em seu percurso total, concretizando a Hidrovia Araguaia-Tocantins.

O percurso total da hidrovia, hoje, tem capacidade geral para calado de até 2 metros, devido a certos trechos, que deverão ser corrigidos para liberar a plena navegação. É o caso do derrocamento do Pedral de Lourenço, de onde serão removidos 750 mil metros cúbicos de rocha.

A Hidrovia Araguaia-Tocantins, com cerca de 2 mil quilômetros, ligando o porto de Belém à região do Alto Araguaia, no Estado do Mato Grosso (na Região Centro-Oeste), permitirá em todo o seu percurso o transporte de comboios de até 3 metros de calado, ampliando o potencial econômico da região.

Os representantes do Dnit e da Eletronorte também informaram que já está programada a construção da hidrelétrica de Marabá, que possibilitará a navegação até Imperatriz, no Maranhão. Da mesma forma, está prevista a construção de um porto da empresa Vale e um porto federal (hidroviário, rodoviário e ferroviário), a partir da demanda das eclusas, obra considerada por eles “a grande alavanca deste processo”.

Dos mais de R$ 1,6 bilhão investidos nas eclusas, quase R$ 1 bilhão resultaram de recursos oriundos do PAC.

Obra

As duas eclusas vencerão um desnível de 74 metros, permitindo transporte máximo de carga, por cada transposição, de um comboio de até 19,1 mil toneladas, e capacidade total de 40 milhões de toneladas por ano. Por dia, até 24 comboios podem passar, nas duas direções.

O sistema de transposição inclui a eclusa 1 (montante da barragem do Lago de Tucuruí) e a eclusa 2 (jusante), de retorno à calha do Rio Tocantins. O canal entre as câmaras das duas eclusas é de quase 6 km, e o tempo total de transposição é de 1h30, com enchimento e esvaziamento de 250 mil metros cúbicos por minuto em cada eclusa.

Com a mudança do transporte rodoviário para o hidroviário, a estimativa inicial é de que os custos seja reduzidos em até quatro vezes: de R$ 80,00 por tonelada, o valor poderá cair para R$ 20,00 ou R$ 22,00.

Mitigação

De acordo com Ademar Palocci, os impactos ambientais e sociais das eclusas serão amenizados, com ações previstas no licenciamento ambiental, como o remanejamento de moradores que viviam na área de influência do projeto, o plano de ocupação do entorno e a construção do bairro Nova Matinha.

Ele anunciou, ainda, que a área social receberá mais investimentos, além dos que foram feitos durante a construção das obras, como a criação de aproximadamente 4 mil empregos diretos e um investimento de mais de R$ 24 milhões na construção do bairro Nova Matinha e no pagamento de indenizações às famílias atingidas.

Um termo de cooperação será assinado entre Dnit, Eletronorte e Prefeitura de Tucuruí, prevendo investimentos como a construção de uma escola, com capacidade para 1.600 alunos, asfaltamento de ruas e instalação de rede de esgoto.

Totalmente navegável com as eclusas, o Tocantins ganha a condição de uma via de transporte de cargas e passageiros. Como o custo da transposição é alto, cerca de R$ 3 milhões por ano, e devido às pequenas embarcações não suportarem o movimento das águas formadas no local, inicialmente as eclusas permitirão o transporte de passageiros somente em embarcações maiores.

Herbert Drummond disse ainda que as eclusas irão operar por meio de um contrato entre Dnit e Eletronorte, que será assinado em breve. Um comitê será formado para avaliar o processo de regularização das eclusas. Inicialmente, não haverá cobrança para uso. Em fevereiro ou março de 2011, acrescentou, as eclusas já devem operar normalmente. (Luciane Fiúza)

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Pará

MARABÁ: Foram sepultadas nesta terça, 1º, ex-secretária de Turismo e filha mortas por pistoleiros

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Os corpos de Vanuza Barbosa, 41 anos, e sua filha, Jackciane Barbosa, 25 anos, foram enterrados na manhã desta terça-feira (1º) em um cemitério no núcleo São Félix, no bairro Novo Progresso, em Marabá, na região de Carajás, no estado do Pará.

As vítimas foram assassinadas na noite de domingo (29) em uma chácara que fica no núcleo São Félix. De acordo com informações preliminares colhidas pela Polícia Civil, Vanuza foi assassinada com um tiro no rosto e a Jackciane com um tiro no rosto e outro no peito.

Vanuza Barbosa foi secretária de turismo do município no período de 2009 a 2012. Jackciane Barbosa é bacharel de Direito e passou recentemente na proba da OAB.

Polícia Civil informou que investigação do caso segue em sigilo e que nenhum suspeito foi preso ainda.

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Pará

“Novo Cangaço” volta a atacar no Pará

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Uma quadrilha tomou as ruas de Cametá, no interior do Pará, a 235 km de Belém, no começo da madrugada desta quarta-feira (2), para assaltar bancos. Moradores relataram em redes sociais uma noite de terror. Um morador da cidade identificado como Alessandro de Jesus Lopes foi morto pelos assaltantes após ser feito de refém.

A ação tem características semelhantes à registrada em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, na madrugada desta terça (1º), em que uma quadrilha também fez ataques pelo município em ação para assaltar uma agência bancária.

Assim como ocorreu em Criciúma, a quadrilha que atacou Cametá também usou reféns como escudos para se locomover pelas ruas da cidade. As pessoas foram capturadas em bares. Os criminosos atiraram para cima durante mais de uma hora. O grupo usou armas de alto calibre e explosivos.

Um quartel da Polícia Militar (PM) foi atacado, impedindo a saída dos policiais. Esse método também foi utilizado pelos homens que levaram terror a Criciúma.

“Muita gente estava assistindo ao jogo, os bares estavam lotados”, diz Márcio Mendes, morador da cidade, em entrevista a GloboNews. “Renderam as pessoas e levaram para frente da base da Polícia Militar.”

Ao menos 2 agências bancárias foram atacadas, segundo relatos de moradores. Uma, do Banco do Brasil, fica no prédio da Câmara dos Vereadores e ficou destruída. A outra é do Banpará, o banco estadual.

Os bandidos deixaram a cidade por volta de 1h30. Segundo a PM, o grupo fugiu usando carros e barcos – a cidade fica às margens do Rio Tocantins. Ainda não se sabe o que foi levado, qual é o tamanho da quadrilha e se alguém foi detido.

Por volta das 2h, o prefeito da cidade pediu que as pessoas ficassem em casa. “Nossa cidade sempre foi pacífica”, escreveu Valente.

Cametá é uma das 10 maiores cidades do Pará, com cerca de 136 mil habitantes, segundo o IBGE.

O governador Helder Barbalho (MDB) disse que acompanha o caso.

“Já estou em contato com a cúpula da segurança pública do Estado acompanhando as providências que estão sendo tomadas neste episódio, no município de Cametá. Não mediremos esforços para que o quanto antes seja retomada a tranquilidade e os criminosos sejam presos. Minha total solidariedade ao povo cametaense”, escreveu governador.

Em 2020, o estado registrou ao menos dois outros assaltos semelhantes: um em Ipixuna do Pará, em 30 de janeiro, e em São Domingos do Capim, em 3 de abril. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, “praticamente todos os envolvidos” foram presos.

Cametá está localizada às margens do Rio Tocantins, próximo à Ilha do Marajó, no Norte do estado. O acesso à cidade não é considerado fácil. Muitas pessoas usam barcos pela região.

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Pará

REDENÇÃO: Operação Seguro Fake apura fraudes em benefícios do seguro desemprego

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A Polícia Federal deflagrou nesta manhã de terça, 1, a Operação Seguro Fake II, que visa apurar esquema de fraudes ao seguro desemprego, e outros benefícios sociais, no Pará.

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Belém, a maioria deles relacionados a alvos localizados na cidade de Redenção/PA, sendo um dos  mandados cumprido em Palmas/TO. A Justiça determinou também a indisponibilidade de bens de quatro alvos, para fins de ressarcimento dos prejuízos causados à Fazenda Pública, que comprovadamente já ultrapassam o valor um milhão de reais.

Os crimes investigados são o estelionato previdenciário (art.171, parágrafo 3, do Código Penal), inserção de dados falsos em sistema de informação (art.313-A do Código Penal) e organização criminosa (art.2, caput, da Lei n° 12850/2013).

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