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Pará

PARÁ: Embaixadores da Europa visitam Marabá

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Embaixadores da União Européia em MarabáA delegação de embaixadores da União Europeia que realiza uma visita de três dias ao Pará, conheceu na quarta-feira, 21, em Marabá, exemplos produtivos da cadeia da pecuária e couro, demonstrada pelo Grupo Bertin, a produção siderúrgica integrada da Siderúrgica Norte Brasil S/A (Sinobras), os planos de investimentos da companhia Vale para os próximos anos e um balanço do programa Terra Legal, do Ministério de Desenvolvimento Agrário.

A comitiva, liderada pela embaixadora da Suécia, Annika Markovic, chegou no final da manhã ao aeroporto e foi recebida pelo secretário de Governo, Edilson Rodrigues, que representou a governadora Ana Júlia Carepa, e pelo prefeito Maurino Magalhães, que preparou um receptivo ao som do carimbó.

O prefeito deu as boas-vindas ao grupo, formado por 16 pessoas, e falou sobre o crescimento do município, que, segundo ele, experimenta taxas superiores à da China, na ordem de 20% ao ano. Magalhães falou das dificuldades que o gestor enfrenta para prover o município de toda a infraestrutura, inclusive social, para receber as demandas decorrentes do crescimento do município.

O primeiro contato da comitiva foi com o zootecnista Rodrigo Dias Lopes, do Grupo Bertin, que falou sobre as ações de sustentabilidade da cadeia bovina na região e sobre a adequação de fornecedores aos critérios exigidos pela empresa. Lopes disse aos embaixadores que é grande o desafio da pecuária na Amazônia, atividade que tem peso no desmatamento e é considerada uma vilã, mas que pode contribuir para diminuir a pressão sobre a floresta com uma combinação de tecnologia e mudança de mentalidade.

Em 15 anos, a pecuária paraense cresceu de 26 milhões de cabeças para 44,3 milhões, que hoje representa 22% do rebanho brasileiro (quinto maior) e é responsável por 23% do Produto Interno Bruto (PIB), com uma contribuição de R$ 7 bilhões/ano. Segundo Lopes, esse crescimento se revela estável desde 2004.

Além de clima e de todas as condições favoráveis para se produzir uma carne saudável, Lopes relata que o desafio da pecuária no Pará se assenta na regularização ambiental (Área de Reserva Legal e Área de Preservação Permanente), sem onerar os custos de produção, a necessidade de se enfrentar a burocracia para promover a regularização fundiária, de intensificar a produção e maximizar os custos, conter o desmatamento e mudar a mentalidade do produtor.

Rodrigo Lopes considera que a alteração do Código Florestal, que altera a reserva legal de 50% para 80% no bioma amazônico foi ruim para a pecuária, mas reconhece que instrumentos legais como o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), promovido pelo governo estadual, que flexibiliza em até 50% o uso de áreas já consolidadas, foi um avanço, bem como a simplificação do Cadastro Ambiental Rural.

O Grupo Bertin exclui da sua lista de fornecedores propriedades condenadas à lista suja do Ministério do Trabalho e Emprego, que possuem título falso da propriedade, promovam a violência agrária, o desmatamento irregular, estejam em conflitos com áreas indígenas e na lista suja de áreas embargadas pelos órgãos ambientais.

A empresa está fazendo um projeto piloto em 26 propriedades da região, que possuem 160 mil cabeças de gado que estão sendo orientadas a fazer o cadastro socioambiental, que inclui o registro de funcionários, uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI), dentre outros. Nas propriedades são identificadas as APP´s, reserva legal, nascente, erosão. Elas são georreferenciadas e os proprietários recebem orientação e treinamento sobre boas práticas de manejo e o uso de tecnologia para evitar o desmatamento.

Segundo Rodrigo, a recomendação do embargo à carne proveniente de área de desmatamento, feita pelo Ministério Público Federal aos principais compradores gerou várias consequências, como danos à imagem da empresa, risco de perda do mercado de couro, reflexo negativo na renda de muitas famílias, mas por outro lado, trouxe um efeito positivo que foi a mobilização do setor e seu comprometimento com o desmatamento zero, que requer a necessidade da regularização ambiental e fundiária e da desburocratização dos instrumentos legais que assegurem essa mudança.

Apoio

A visita dos embaixadores ao Pará tem o apoio do governo Ana Júlia Carepa. A comitiva é liderada pela embaixadora da Suécia, Annika Markovic. O Parlamento Europeu está sob a presidência da Suécia, que organiza esta missão de caráter institucional. Integram a comitiva os embaixadores Hans-Peter Glanzer (Áustria), Claude Misson (Bélgica), Nikolay Tzatchev (Bulgária), Ilpo Manninen (Finlândia), minisro Hermann-Josef Sausen (Alemanha), Kees Peter Rade (Holanda), Jacek Junosza Kisielewski (Polônia), Alan Charlton (Reino Unido) e João José Soares Pacheco (União Europeia). (Ivonete Motta)

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Pará

MARABÁ: ADEPARÁ realiza saneamento em fazendas

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Servidores da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) de Marabá, no sudeste paraense, promoveram uma ação sanitária com coleta sanguínea para Anemia Infecciosa Equina (AIE) em equídeos de uma prioridade rural do município, a fim de investigar se os animais da propriedade são portadores ou não da AIE.

Para o trabalho sanitário, na última quarta-feira (12), a propriedade foi interditada para trânsito de equídeos até à finalização do saneamento. Para a liberação da propriedade, é preciso que dois exames consecutivos constem como negativos.

“A Adepará se dirigiu até à propriedade para realizar os exames porque um animal contaminado passou pelo rancho e criou um vínculo epidemiológico. É uma doença altamente infecciosa e não podemos deixar os animais positivos transitar no estado”, disse Geraldo Teotônio Pereira Jota, gerente regional da Adepará de Marabá.

A propriedade com foco de AIE pode seguir até 60 dias interditada, podendo ter o prazo estendido, se caso uma amostra positivar. As amostras foram colhidas pela Fiscal Estadual Agropecuária (FEA) Raika Dias, que contou com o apoio dos servidores Leandro Sousa e José Cleudo para a contenção dos animais. O material recolhido será enviado para análise do laboratório oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Para a médica veterinária Raika Dias, o trabalho tem uma grande importância para a defesa animal no Pará. Ela destacou que o Estado segue as legislações vigentes em instruções normativas e portarias estabelecidas, que contribuem para a erradicações de doenças em equídeos.

“A importância desse trabalho para a defesa animal é um trabalho que se dá em duas frentes: preventiva e corretiva, uma que atua antes e durante a ocorrência de um foco, minimizando assim, a proliferação da doença”, ressaltou veterinária Raika Dias.

Doença – A Anemia Infecciosa Equina (AIE) acomete os equídeos (cavalos, jumentos, burros e mulas) de todas as idades. Não há cura para a doença e nem vacinas, por isso há todo um trabalho de prevenção por parte dos órgãos de defesa animal, como a Adepará.

A transmissão ocorre por meio de picada de mutucas e das moscas dos estábulos; e materiais contaminados com sangue infectado como agulhas, instrumentos cirúrgicos, groza dentária, sonda esofágica, aparadores de cascos, arreios, esporas e outros materiais, além da placenta, colostro e acasalamento.

O vírus, uma vez instalado no organismo do animal, permanece por toda a vida, mesmo quando não provoca sintomas. Não há tratamento efetivo ou vacina para a doença. O animal infectado torna-se portador permanente da doença, sendo fonte de infecção.

SERVIÇO

A Adepará trabalha com orientações para os produtores, para que haja a prevenção contra a AIE e realizem regularmente exame de todos os equídeos da propriedade. Em caso de suspeita, a notificação deve ser feita no escritório da Agência mais próximo de onde a propriedade está localizada.

Presente nos 144 municípios paraenses, a Adepará disponibiliza canais de comunicação e uma Ouvidoria para recebimento de denúncias. No site da Agência – há os contatos dos escritórios das regionais. O telefone fixo da Gerência dos Programas Estaduais Suídeos e Equídeos (Gpese) é o 3210-1188 e, caso a preferência seja por celular, o contato é o (91) 99392-4250.

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Pará

Pará recebe mais um lote de vacinas contra a Covid-19

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O Pará recebeu, na tarde desta sexta-feira (14), mais uma remessa das vacinas contra a Covid-19. Essa é a 22ª enviada pelo Ministério da Saúde desde janeiro. São 34.200 doses da CoronaVac/Sinovac, vacina que é desenvolvida no Brasil pelo Instituto Butantan, localizado em São Paulo. No total, o Pará já recebeu 2.687.220 doses, sendo 1.239.440 da CoronaVac, 1.396.300 da Oxford/AstraZeneca e 51.480 da Pfizer. 

A expectativa é que a distribuição das doses que chegaram hoje, seja realizada já a partir deste sábado (15), para os Centros Regionais de Saúde. O envio será feito por vias terrestre, aérea e fluvial, e contará com o apoio da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).

“A equipe de logística da Sespa vai se reunir, ainda na tarde de hoje, para organizar o envio das doses para os municípios da Região Metropolitana e interior do Estado. A prioridade é enviar doses aos locais que precisam acelerar a vacinação nos grupos da terceira etapa do plano estadual de vacinação”, explica Marcus Coura, coordenador de Logística da Sespa. 

A aplicação da vacina é responsabilidade das secretarias municipais de saúde. “A Sespa está viabilizando a campanha junto aos municípios, mas nós reforçamos que a população deve continuar fazendo a sua parte sem deixar de lado os cuidados com a higienização das mãos assim como distanciamento social, uso de álcool em gel e máscara”, afirma o Secretário de Estado de Saúde Pública do Pará, Rômulo Rodovalho. 

“A chegada de mais remessas ao Estado é importante, pois dessa forma vamos avançando a vacinação em todo o Estado. Ressaltamos que é importante que todos fiquem atentos ao calendário de vacinação do seu município e não deixem de tomar a segunda dose, pois só assim é possível completar o ciclo da imunização”, reforça o secretário.

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Pará

MARABÁ: ARCON coíbe circulação do transporte clandestino

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Com o intuito de coibir a circulação do transporte clandestino, a equipe de fiscalização da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon-Pa) realizou durante esta semana uma  operação de combate ao transporte  irregular de passageiros nas estradas do município de Marabá, sudeste do Estado.

A fiscalização atuou na região sudeste do Estado, no período dos dias 10 a 14/05.  A Arcon vem realizando operações periódicas para impedir a circulação do transporte clandestino nas estradas de todo o Estado. A ação, mobilizada pela equipe de fiscalização da Agência, contou com o apoio da Polícia Militar. 


“O objetivo da operação é garantir a prestação do serviço do transporte intermunicipal de forma segura, e autorizada pelo órgão estadual para a segurança nas viagens da população paraense e a garantia no cumprimento ao protocolo de sanitário de enfrentamento à Covid-19”, explica Ivan Bernaldo – Diretor de Fiscalização da Arcon.

Durante a operação em Marabá, foram apreendidos 10 veículos clandestinos e aplicados 17 autos de infração. Os fiscais da Arcon também observaram o cumprimento do protocolo de segurança por conta da Covid-19 (Decreto nº 800/2020) a capacidade de lotação, dentre outros itens para a segurança da viagem, como, por exemplo, as condições dos veículos.

Serviço: Denúncias e reclamações podem ser feitas presencialmente, nas salas da Ouvidoria da Arcon-Pa localizadas nos terminais rodoviário e hidroviário de Belém, pelo telefone 08000911717, no e-mail [email protected], e através do  aplicativo de celular “Ouvidoria Arcon-Pa”.

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