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Pará

PARÁ: Empresários temem que interferências impeçam a instalação de siderúrgica em Marabá

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A possibilidade de a implantação da siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa) ser inviabilizada, por conta de alterações no projeto de lei que concede diferimento tributário à cadeia produtiva do cobre e seus derivados, preocupa empresários de Marabá, município do sudeste paraense, sede do empreendimento.

O projeto foi enviado pelo governo do Pará à Assembleia Legislativa há quase um ano, mas há três semanas vem sendo alvo de discussão pelos deputados, que, dentre outras emendas, querem retirar a fixação de um prazo de concessão do diferimento, limitar o benefício apenas para a área operacional e ainda restringir a lei aos novos empreendimentos.

O governo já alertou para os riscos dessa interferência no projeto, que pode prejudicar a concretização de um investimento de quase R$ 6 bilhões, já em construção em Marabá, além de inviabilizar a atração de vários outros empreendimentos.

“É difícil imaginar Marabá hoje, e o Estado como um todo, sem a Alpa. É um sonho de verticalização que se busca há muitos anos e hoje a cidade respira esta expectativa. Sem a siderúrgica, a economia ficaria muito prejudicada”, afirmou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, Gilberto Leite.

Ele ressaltou que qualquer investimento de longo prazo é pautado pela confiabilidade e, se as regras são modificadas com as negociações em curso, os riscos de debilidade para a economia podem ser grandes.

Bom senso

A opinião é compartilhada pelo secretário de Indústria e Comércio de Marabá, João Tapagiba. “O momento agora é de convergir forças, e não dividir. Tem que prevalecer o bom senso, fazer com que as coisas aconteçam no sentido positivo, de trabalhar pelo andamento do projeto. É difícil imaginar a vida em Marabá sem a siderúrgica”, frisou.

Segundo o secretário, as cidades da região vêm sendo beneficiadas pelas obras de infraestrutura logística – como a duplicação da Rodovia BR-230 (Transamazônica), a construção do porto público, do anel rodoferroviário e das eclusas de Tucuruí, mas, sobretudo, pelo novo cenário que a economia está ganhando graças ao grande investimento.

Explicou o secretário que, além das empresas ligadas à siderúrgica atraídas para a região, dois shoppings centers estão em construção e mais de 20 loteamentos residenciais se encontram em fase de comercialização.

“Isso sem contar as construções verticais. Não é só uma expectativa que a (empresa) Vale está trazendo para o Estado; é a melhoria real. Temos setores que ainda estão sofrendo com a crise de 2008, mas, de uma maneira geral, o que estamos vendo é uma melhoria evidente para todos, e isso é indiscutível. Tudo o que foi ou está sendo planejado é em função deste investimento e, se não ocorrer, os prejuízos serão grandes”, afirmou Tapagiba.

Paulo César Carvalho Lopes, presidente do Sindicato do Comércio de Marabá (Sindicom), alerta ainda para a retração de empregos que esta decisão pode provocar na região. Segundo ele, para cada emprego gerado pela siderúrgica, a expectativa é de que outros cinco se concretizem.

“São notícias que nos pegaram de surpresa e nos deixam muito apreensivos. Acredito que não apenas a Vale, mas todas as empresas que vão trabalhar no polo metal-mecânico, precisam, sim, ser beneficiadas”, afirmou Paulo César, ressaltando que hoje as empresas locais têm dificuldades de competir em condições de igualdade com prestadores de serviço de fora do Estado.

Aprovação

Nesta terça-feira, 23, Maurílio Monteiro, secretário de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, compareceu à reunião da comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembleia Legislativa, para tentar garantir a aprovação do projeto original. Na ocasião, ele ponderou que a retirada do diferimento dos bens de uso e consumo e a falta de um prazo para concessão do benefício podem tornar inviável os custos de operação.

“O projeto referente à siderurgia, que demanda investimentos de R$ 6 bilhões, tem um equilíbrio tênue quanto à margem de lucro para o capital investido, já reduzidíssima”, afirmou Maurílio Monteiro, explicando ainda que esta medida criaria uma distorção, já que o Pará deixará de cobrar imposto das empresas de outros Estados, para cobrar apenas das empresas locais.

Sobre a possibilidade do diferimento ser inconstitucional, Maurílio Monteiro informou que já existe uma legislação estadual que atribui o mesmo tratamento ao minério de ferro. Portanto, reiterou, seria uma incoerência usar o benefício na extração e não estendê-lo à verticalização do minério, à produção do aço.

O projeto da siderúrgica Alpa volta nesta quarta-feira, 24, à pauta da Assembleia Legislativa, para apreciação pelos deputados. (Irna Cavalcante)

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Pará

MARABÁ: Agentes Comunitários de Saúde agilizam atendimento com uso de tabletes

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Já foram distribuídos 221 tabletes para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) em 13 Unidades Básicas de Saúde. Ainda serão entregues para os profissionais de cinco Unidades Básicas de Saúde, já que foram fornecidos pelo Ministério da Saúde 380 aparelhos ao município. Todos os Agentes Comunitários estão recebendo treinamento para uso do equipamento e também do aplicativo utilizado no aparelho.

Em Marabá, o Coordenador do Esus-Território, Esojairam dos Santos Mendes, explica que os aparelhos são direcionados exclusivamente aos ACS, onde eles baixam o aplicativo e coletam as informações junto às famílias e alimentam o programa PEC, que está em implantação no município.

“O tablete veio exclusivamente para ser usado pelos ACS com aplicativo do E-SUS Território, através da equipe de estratégia de saúde da família. O aparelho serve para o registro das visitas aos domiciliares, cadastro dos cidadãos e também do domicílio, o que facilita o acesso das informações para médicos, enfermeiros e do próprio ACS”, explicou Esojairam Mendes.

A distribuição dos tabletes integra um programa de sincronização das informações de pacientes no âmbito do município, através do aplicativo E-SUS Território, que disponibiliza esses dados em plataformas de informações do próprio Ministério da Saúde através do programa PEC – Prontuário Eletrônico do Cidadão.

A Agente Comunitária de Saúde (ACS) Vivian Vieira Neves Viana trabalha há doze anos na rede pública municipal de saúde sempre acompanhando os pacientes de casa em casa e tendo que preencher, com informações novas dos pacientes, diversos relatórios de visitas todos os dias. Há cerca de um mês, essa realidade está mudando e para melhor, o trabalho de Vivian Neves, que compõe o quadro de servidores da UBS João Batista Bezerra, no bairro de Santa Rosa, na Marabá Pioneira, está cada dia mais integrado com as novas tecnologias da informação.

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Pará

MARABÁ: Projeto de Urbanização melhora a paisagem na Transamazônica

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Para uma cidade se tornar cada vez mais ambientalmente agradável são necessários projetos voltados a urbanização municipal e Marabá vem passando por um amplo processo de mudança em seus espaços públicos. São praças, ruas, avenidas, orla e também as rodovias. E por falar nelas, a rodovia Transamazônica, via que corta a cidade de ponta a ponta, está recebendo um amplo projeto de paisagismo, do semáforo até às proximidades do túnel de acesso para a Marabá Pioneira.

O coordenador do Setor de Paisagismo, Edilson Nunes Ferreira, setor ligado à Secretaria de Viação e Obras Públicas (Sevop), informou que serão utilizados no projeto 2.715m² (Dois mil, setecentos e quinze metros quadrados) de grama do tipo esmeralda.

“Nós estamos executando o serviço de revitalização dos taludes da rodovia Transamazônica nos perímetros nas proximidades das Folhas 33 e 32 até ao contorno de acesso ao núcleo Pioneiro, para isso estamos utilizando uma equipe de 10 homens e já foram utilizadas 17 caçambas com terra preta. A conclusão dos serviços é de 30 dias, porém já estamos na fase final dos trabalhos”, informou Edilson Nunes.


Quem passa por este trecho na rodovia já percebe a diferença na paisagem com os trechos que margeiam a rodovia, como também as marginais, tanto na Folha 33 quanto na Folha 32, na Nova Marabá. O comerciante Geraldo de Sousa, cliente de uma loja de construção nas proximidades do local onde as equipes trabalham, ficou admirando com a mudança na paisagem do local.

“Antes estava muito ruim e agora estão tomando de conta direito e está ficando bonito e o trânsito de nossa cidade é grande e assim a gente vê que estão cuidando mais de nossa cidade, pois aqui passa muita gente e vê realmente a diferença”, disse o comerciante. (Victor Haô / Fotos: Aline Nascimento)

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Pará

MARABÁ: UEPA forma a primeira turma do curso de Letras Libras

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Um marco na história de Marabá, na região de Carajás, Pará. É dessa forma que a primeira turma para surdos sairá da Universidade do Estado do Pará (Uepa), Campus VIII. Ao todo foram 24 graduados com excelência no curso de Letras Libras, 20 dos quais alunos ouvintes e quatro alunos surdos, que defenderam o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) por meio da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). Essa comemoração é festejada com dupla motivação, em virtude da proximidade com o Dia Nacional do Surdo, comemorado neste domingo (26) de setembro. 

Para o coordenador do curso de Letras Libras da Uepa, professor Ozivan Perdigão Santos, “comemorar esta data com tantos resultados positivos significa uma consquista de visibilidade. Visibilidade da Libras como língua regulamentada, como comunicação e expressão da comunidade surda brasileira”. 


Na Uepa, a turma que se forma agora em Marabá foi constituída a partir do primeiro vestibular específico com prova em Libras, realizado na região, em 2017, promovido para atender a uma necessidade. “O surdo não tinha acesso às provas de Língua Portuguesa escrita, elas apresentavam e ainda apresentam grande impedimento para os surdos cursarem universidade”, afirma o professor Ozivan. 

O Curso de Letras Libras tem três turmas em andamento. Duas delas funcionam em Belém, no Campus I do Centro de Ciências Sociais e Educação, e a terceira está no campus da Uepa em Marabá. De acordo com a coordenação do curso, o objetivo é formar professores de Libras da Educação Básica, pesquisadores na área de educação de surdos e trazer visibilidade e importância à Libras, além de amparar a comunidade como um todo.

“É de suma importância a universidade contribuir com auxílio de intérpretes de Libras, com projetos de pesquisa e extensão, temos outros pontos para serem ajustados, mas tudo é um processo”, explica o coordenador.  

BELÉM

Em Belém, a turma de 2017, que iniciou as atividades no mesmo período que a turrma do Campus VIII, também concluiu o curso. Atualmente, em média quatro alunos surdos estão cursando a graduação. Ainda para este ano está prevista a formatura de 12 discentes ouvintes e de um surdo. Para Ozivan, o sentimento é de satisfação. “Isso mostra o processo de respeito em relação às lutas dos movimentos surdos”, declara. 

Pergigão também esclare que “o Letras Libras ofertado pela Uepa não é um curso de Libras vinculado à Educação Especial, e sim um curso para graduar professores de Libras, estabelecendo diálogos com a Linguística e a Literatura e suas interfaces. O que demarca o ensino de Libras é a legalização da Língua de Sinais, a partir da Lei 10.436/2002 e o decreto 5.626/2005”, explica.

DIA DO SURDO

No dia 28, o curso de Letras Libras da Uepa promove uma transmissão on-line, com o tema Dia do Surdo: (Des) construindo Concepções e Histórias, a partir das 15h. Para participar basta fazer inscrição aqui. (Larissa Silva)

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