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domingo, 22 / maio / 2022
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PARÁ: Encontro discute plano para erradicar o analfabetismo

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Foi aberta nesta quinta-feira (15), no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, a III Agenda Territorial Integrada de Alfabetização e de Educação de Jovens e Adultos (EJA), promovida pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc). O encontro objetiva traçar um plano estadual que erradique, nos próximos anos, os números e índices de analfabetismo no Pará, onde 600 mil pessoas ainda não sabem ler ou escrever. Cerca de 800 professores, alfabetizadores, gestores e pesquisadores participam do evento.

As políticas públicas para a educação e a diversidade foram o primeiro tema discutido no evento, que segue até sábado (17). A realidade e as necessidades de diversas modalidades de ensino, destinadas aos atendidos pela educação no campo, ribeirinhos, afro-descendentes e também a quem cumpre de pena, foram apontadas como fatores fundamentais para uma política de educação de EJA mais inclusiva e integrada. Para isso, durante os três dias de evento, serão formados grupos de trabalho, de acordo com as regiões do Estado, que darão início à construção da Agenda Territorial.

Neste ano letivo, foram matriculados cerca de 62 mil estudantes em turmas de EJA fundamental e médio nas escolas da rede pública estadual de ensino. É no EJA fundamental – destinado a pessoas com idade mínima de 15 anos – que muitos iniciam seus estudos. Já o Mova Pará Alfabetizado tem 78 mil alunos. O programa é a principal ferramenta usada para reduzir os números do analfabetismo. A meta é alfabetizar, a cada ano, 100 mil pessoas, até zerar os números de jovens e adultos que ainda não leem nem escrevem.

O secretário adjunto de Logística da Seduc, José Croelhas, destacou a importância do diálogo entre os porta-vozes das mais diferentes realidades. “Este encontro é um divisor de águas. Chegou a hora de todos os municípios darem as mãos porque só transformaremos a realidade da educação do nosso Estado com a expressa participação do talento, das parcerias, dos projetos de todos aqueles que fazem parte dessa realidade”, afirmou.

Recomeço

Aos 61 anos de idade, Lourdes Borges da Paixão é estudante do curso de pedagogia de uma faculdade em Belém. Após décadas sem estudar e de um cotidiano intenso como dona-de-casa, ela sentiu necessidade de mudar ao ver seus filhos já adultos. Em 2009, decidiu que retomaria os estudos e matriculou-se na escola estadual Justo Chermont, onde, por meio da EJA, iniciou o ensino médio.

 “Primeiro, casei. Construí uma família. Era dona-de-casa, mas de tudo já fiz: trabalhei em comércio e fui autônoma, sempre para ajudar em casa. Um dia, ao ver que meu marido e minha mãe já haviam falecido e meus filhos já estavam adultos, percebi que precisava mudar a minha vida. Conversei com a minha filha e voltei a estudar”, relatou.

Após concluir o ensino médio, Lourdes ingressou em uma faculdade e cursa atualmente o terceiro semestre. “Estudo pedagogia porque acredito na educação. Além disso, quero passar a minha experiência para outras pessoas”, explicou, acrescentando que não vai parar. “Já penso em uma pós-graduação, com certeza”, completou.

A universitária defende a necessidade do estímulo aos jovens e, principalmente, aos adultos que há muito tempo pararam de estudar. “É preciso que saibam que o conhecimento abre horizontes. Não me importo de ter 61 anos em uma sala onde praticamente só tem jovem. Eu me sinto bem. Mudei a página da minha vida e agora conheço um novo mundo”, finalizou.

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