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Pará

PARÁ: Energia abre perspectivas de desenvolvimento

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O Brasil está preparado para gerar a energia elétrica necessária para crescer 5% ao ano, pelos próximos dez anos? Esta pergunta motivou os debates da manhã desta quinta-feira, 29, do seminário “Energia e desenvolvimento”, que acontece até sexta-feira, 30, no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, promovido pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), em cooperação com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect).

Na abertura do seminário, o presidente do Idesp, José Raimundo Trindade, destacou que é impossível pensar em desenvolvimento sem energia, e que o Pará, com extraordinário potencial de geração, tem também demandas extraordinárias, daí a oportunidade do seminário.

O vice-governador do Pará, Odair Correa, ressaltou a urgência desse debate, “pois é hora de somar a inteligência amazônica às ações, para melhorar a qualidade de vida de nosso povo, extremamente necessitado”.

Odair Correa também destacou um inovador trabalho de pesquisa e desenvolvimento de pequenas turbinas realizado por três cientistas de Santarém, “cuja eficácia já foi demonstrada, mas que não despertou maiores interesses no Brasil, a despeito de ter ganho um prêmio internacional em Dubai, em 2008”. “Há um país africano interessado no projeto, o que serve de exemplo da necessidade do debate de hoje e também de outras questões e potencialidades envolvendo a geração de energia elétrica”.

O secretário estadual de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect), Maurílio Monteiro, foi um dos quatro palestrantes da manhã desta quinta-feira. Ele abordou o tema “Energia e desenvolvimento: dilemas decorrentes da industrialização tardia em uma região nacionalmente periférica”.

O secretário explicou que as ações do governo do Estado no sentido de impulsionar desenvolvimento se dão a partir de três centros regionais, que produzem sinergias entre si e as demais cidades do entorno: Marabá, Santarém e Região Metropolitana de Belém.

Maurílio Monteiro destacou algumas obras como parte do impulso ao desenvolvimento, à integração e à sinergia entre os centros: as eclusas de Tucuruí, a hidrovia do Tocantins, melhorias no porto de Vila do Conde, a construção de um porto público em Marabá, o asfaltamento de rodovias importantes, a construção de parques de ciência e tecnologia (em Belém, Marabá e Santarém), a construção e revitalização de distritos industriais, de terminais hidroviários em mais de vinte municípios, de um terminal de contêineres em Belém, de aeroportos em Marabá e Santarém, a luta por novas universidades, e obras de infraestrutura já incluídas ou em estudo para inclusão no PAC 2, como a construção de uma ferrovia ligando Marabá a Barcarena.

“O porto público em Marabá, por exemplo, fará com que toda a infraestrutura que se constrói sirva tanto a grandes empresas, como a pequenos produtores, beneficiando igualmente as cidades do entorno e também as que ficam entra Marabá e o porto de Vila-do-Conde”, destacou o titular da Sedect.

Investimentos

Maurílio Monteiro afirmou que o governo paraense trabalha com a projeção de que serão investidos no Estado, entre 2011 e 2014, R$ 109 bilhões. A grande maioria destes recursos será destinada à geração de energia (R$ 37 bilhões) e à mineração (R$ 41 bilhões).

“Os investimentos, de certa forma, estão concentrados, e assim evidenciam os dilemas de que trata a minha apresentação: a indústria do Sudeste, muito mais evoluída, é competitiva para absorver a energia gerada em Belo Monte, por exemplo, bem como beneficiar parte do minério aqui produzido. Ou seja: se transformamos numa equação nossas potencialidades e dificuldades, veremos que o grande dilema (de sermos periféricos, com uma industrialização tardia) é que não temos, ainda, as condições de concretizar nossas próprias potencialidades: a ‘boca do jacaré’ não fecha no Pará, mas no Sudeste, onde a energia vira produtos industrializados”, disse Maurílio.

O titular da Sedect afirmou ainda que o Pará não tem controle sobre a moeda, não controla os juros, não tem influência decisiva no direcionamento de investimentos: “Portanto, não é apenas uma questão de economia, mas de política industrial: e é isso que fazemos no Pará: criamos uma ambiência para os negócios, tanto que a Vale construirá a Alpa em Marabá e o grupo Aço Cearense construirá o projeto Aline, para usar o aço laminado da Alpa na produção de aço galvanizado. Em Marabá, fechamos a ‘boca do jacaré’ entre energia e mineração: mas com energia produzida a coque.”

Maurílio Monteiro disse que desenvolver o Pará, compensar a industrialização tardia, precisa ser um projeto de nação. “Quanto à pergunta se é possível gerar a energia para crescer 5% nos próximos anos, minha resposta é sim: temos a potencialidade e a capacidade.”

O segundo palestrante da manhã desta quinta-feira, José Maria Mendonça, da Federação das Indústrias do Pará, acha que não é possível gerar essa energia, “porque isso requer uma infraestrutura gigantesca, que não somos capazes de implementar no curto prazo”.

Eficiência energética

José Maria diz que Belo Monte, por exemplo, terá a capacidade de geração reduzida, como forma de dirimir os danos ambientais. “Não estou dizendo que sim, ou que não, mas é preciso que avaliemos a seguinte questão: a única forma de armazenar energia é guardando água. Como se reduziu drasticamente o tamanho do reservatório de Belo Monte, é preciso avaliar as consequências. Uma das formas de corrermos atrás do prejuízo da industrialização tardia, como tratou o Maurílio, é por meio da ciência, com pesquisa para compensar certas disparidades e ações.”

Gesmar Rosa dos Santos, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), falou que há muitas variáveis para que se possa responder à pergunta sobre a capacidade de gerar energia para crescer 5% ao ano: “Depende, por exemplo, do tipo de atividade que será desenvolvida, como forma de promover o crescimento”.

O pesquisador destacou que uma questão central será a capacidade de gestão, ou a “coordenação” do processo: “Como serão direcionadas as políticas públicas, como será administrada, por exemplo, a energia que pode advir do pré-sal e de outras fontes”.

Uma questão fundamental, para Gesmar Rosa, é a eficiência energética: “Pesquisas indicam que, em quase todas as atividades de geração de riqueza (exceto na fundição), é mais barato investir na eficiência (produzir mais com menos energia) do que na geração de energia propriamente dita. E aí entram políticas públicas: incentivos, por exemplo, para que se desenvolvam ou adquiram equipamentos para promover a eficiência, em vez de investir apenas na geração.”

O último palestrante da manhã, o professor da Universidade Federal João Tavares Pinho, também diretor do Grupo de Estudos e Desenvolvimento de Alternativas Energéticas, afirmou que “não estamos preparados para gerar a energia elétrica necessária para crescer 5% ao ano, mas temos as potencialidades.”

Para tanto, destacou o professor, é necessário investir não apenas em hidrelétricas, “para as quais temos um potencial extraordinário, que deve e precisa ser usado”, mas também em energias alternativas, como eólica e fotovoltaica.

O seminário “Energia e Desenvolvimento” continuou com discussões à tarde e encerrará na manhã de sexta-feira, 30, com dois painéis. Na abertura, esteve presente também o presidente da Sudam, Djalma Bezerra Melo, entre outras autoridades. (Edson Coelho)

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Pará

MARABÁ: ADEPARÁ realiza saneamento em fazendas

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Servidores da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) de Marabá, no sudeste paraense, promoveram uma ação sanitária com coleta sanguínea para Anemia Infecciosa Equina (AIE) em equídeos de uma prioridade rural do município, a fim de investigar se os animais da propriedade são portadores ou não da AIE.

Para o trabalho sanitário, na última quarta-feira (12), a propriedade foi interditada para trânsito de equídeos até à finalização do saneamento. Para a liberação da propriedade, é preciso que dois exames consecutivos constem como negativos.

“A Adepará se dirigiu até à propriedade para realizar os exames porque um animal contaminado passou pelo rancho e criou um vínculo epidemiológico. É uma doença altamente infecciosa e não podemos deixar os animais positivos transitar no estado”, disse Geraldo Teotônio Pereira Jota, gerente regional da Adepará de Marabá.

A propriedade com foco de AIE pode seguir até 60 dias interditada, podendo ter o prazo estendido, se caso uma amostra positivar. As amostras foram colhidas pela Fiscal Estadual Agropecuária (FEA) Raika Dias, que contou com o apoio dos servidores Leandro Sousa e José Cleudo para a contenção dos animais. O material recolhido será enviado para análise do laboratório oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Para a médica veterinária Raika Dias, o trabalho tem uma grande importância para a defesa animal no Pará. Ela destacou que o Estado segue as legislações vigentes em instruções normativas e portarias estabelecidas, que contribuem para a erradicações de doenças em equídeos.

“A importância desse trabalho para a defesa animal é um trabalho que se dá em duas frentes: preventiva e corretiva, uma que atua antes e durante a ocorrência de um foco, minimizando assim, a proliferação da doença”, ressaltou veterinária Raika Dias.

Doença – A Anemia Infecciosa Equina (AIE) acomete os equídeos (cavalos, jumentos, burros e mulas) de todas as idades. Não há cura para a doença e nem vacinas, por isso há todo um trabalho de prevenção por parte dos órgãos de defesa animal, como a Adepará.

A transmissão ocorre por meio de picada de mutucas e das moscas dos estábulos; e materiais contaminados com sangue infectado como agulhas, instrumentos cirúrgicos, groza dentária, sonda esofágica, aparadores de cascos, arreios, esporas e outros materiais, além da placenta, colostro e acasalamento.

O vírus, uma vez instalado no organismo do animal, permanece por toda a vida, mesmo quando não provoca sintomas. Não há tratamento efetivo ou vacina para a doença. O animal infectado torna-se portador permanente da doença, sendo fonte de infecção.

SERVIÇO

A Adepará trabalha com orientações para os produtores, para que haja a prevenção contra a AIE e realizem regularmente exame de todos os equídeos da propriedade. Em caso de suspeita, a notificação deve ser feita no escritório da Agência mais próximo de onde a propriedade está localizada.

Presente nos 144 municípios paraenses, a Adepará disponibiliza canais de comunicação e uma Ouvidoria para recebimento de denúncias. No site da Agência – há os contatos dos escritórios das regionais. O telefone fixo da Gerência dos Programas Estaduais Suídeos e Equídeos (Gpese) é o 3210-1188 e, caso a preferência seja por celular, o contato é o (91) 99392-4250.

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Pará

Pará recebe mais um lote de vacinas contra a Covid-19

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O Pará recebeu, na tarde desta sexta-feira (14), mais uma remessa das vacinas contra a Covid-19. Essa é a 22ª enviada pelo Ministério da Saúde desde janeiro. São 34.200 doses da CoronaVac/Sinovac, vacina que é desenvolvida no Brasil pelo Instituto Butantan, localizado em São Paulo. No total, o Pará já recebeu 2.687.220 doses, sendo 1.239.440 da CoronaVac, 1.396.300 da Oxford/AstraZeneca e 51.480 da Pfizer. 

A expectativa é que a distribuição das doses que chegaram hoje, seja realizada já a partir deste sábado (15), para os Centros Regionais de Saúde. O envio será feito por vias terrestre, aérea e fluvial, e contará com o apoio da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).

“A equipe de logística da Sespa vai se reunir, ainda na tarde de hoje, para organizar o envio das doses para os municípios da Região Metropolitana e interior do Estado. A prioridade é enviar doses aos locais que precisam acelerar a vacinação nos grupos da terceira etapa do plano estadual de vacinação”, explica Marcus Coura, coordenador de Logística da Sespa. 

A aplicação da vacina é responsabilidade das secretarias municipais de saúde. “A Sespa está viabilizando a campanha junto aos municípios, mas nós reforçamos que a população deve continuar fazendo a sua parte sem deixar de lado os cuidados com a higienização das mãos assim como distanciamento social, uso de álcool em gel e máscara”, afirma o Secretário de Estado de Saúde Pública do Pará, Rômulo Rodovalho. 

“A chegada de mais remessas ao Estado é importante, pois dessa forma vamos avançando a vacinação em todo o Estado. Ressaltamos que é importante que todos fiquem atentos ao calendário de vacinação do seu município e não deixem de tomar a segunda dose, pois só assim é possível completar o ciclo da imunização”, reforça o secretário.

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Pará

MARABÁ: ARCON coíbe circulação do transporte clandestino

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Com o intuito de coibir a circulação do transporte clandestino, a equipe de fiscalização da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon-Pa) realizou durante esta semana uma  operação de combate ao transporte  irregular de passageiros nas estradas do município de Marabá, sudeste do Estado.

A fiscalização atuou na região sudeste do Estado, no período dos dias 10 a 14/05.  A Arcon vem realizando operações periódicas para impedir a circulação do transporte clandestino nas estradas de todo o Estado. A ação, mobilizada pela equipe de fiscalização da Agência, contou com o apoio da Polícia Militar. 


“O objetivo da operação é garantir a prestação do serviço do transporte intermunicipal de forma segura, e autorizada pelo órgão estadual para a segurança nas viagens da população paraense e a garantia no cumprimento ao protocolo de sanitário de enfrentamento à Covid-19”, explica Ivan Bernaldo – Diretor de Fiscalização da Arcon.

Durante a operação em Marabá, foram apreendidos 10 veículos clandestinos e aplicados 17 autos de infração. Os fiscais da Arcon também observaram o cumprimento do protocolo de segurança por conta da Covid-19 (Decreto nº 800/2020) a capacidade de lotação, dentre outros itens para a segurança da viagem, como, por exemplo, as condições dos veículos.

Serviço: Denúncias e reclamações podem ser feitas presencialmente, nas salas da Ouvidoria da Arcon-Pa localizadas nos terminais rodoviário e hidroviário de Belém, pelo telefone 08000911717, no e-mail [email protected], e através do  aplicativo de celular “Ouvidoria Arcon-Pa”.

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