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Pará

Pará está no topo do ranking que mede nível de violência no país

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O município de Marabá, no sudeste paraense, é a segunda cidade mais violenta do Brasil. Belém também se destaca de forma negativa: está entre as dez capitais mais violentas, perdendo apenas para Maceió (AL), Porto Velho (RO) e Recife (PE), e ficando à frente, inclusive, do Rio de Janeiro, cenário constante de guerras entre a polícia, traficantes e milicianos.

Os dados fazem parte do ‘ranking’ divulgado na terça, 24, pelo Ministério da Justiça e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que desenvolveu um indicador inédito: o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência (IVJV). O IVJV contabiliza cinco diferentes indicadores sociais e de mortalidade nesta faixa etária: a taxa de homicídios, a de mortes em acidentes de trânsito, a empregabilidade e educação, a dimensão da pobreza e a taxa da desigualdade social nos 266 municípios.

O estudo mostra que os jovens do Norte e do Nordeste do Brasil estão muito mais vulneráveis à violência do que os do eixo Rio-São Paulo. Maceió é a capital mais violenta do país para quem tem entre 12 e 29 anos de idade, seguida por outras seis capitais dessas duas regiões, enquanto São Paulo é a mais segura para a juventude. O Rio, palco de guerra entre os traficantes, está em oitavo lugar no ‘ranking’ das capitais. A cidade mais violenta do Brasil é Itabuna, na Bahia.

‘A pesquisa derruba determinados mitos, como o de que a situação mais vulnerával é a da juventude do Rio. Não é. Tem problemas graves no Rio de Janeiro, mas é no Nordeste (o maior problema): indicadores sociais baixos, pouca aplicação de recursos para renovar o sistema de segurança pública e poucas políticas preventivas, que agora estão começando, com a adesão de dezenas de municípios ao Pronasci (Programa Nascional de Segurança Pública com Cidadania)’, disse o ministro Tarso Genro.

O IVJV leva em consideração os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados de São Paulo), de 2006, com metodologia desenvolvida pelo Laboratório de Análises da Violência da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

Marabá

As duas cidades brasileiras em que os jovens são mais vulneráveis à violência, Itabuna (BA) e Marabá (PA), têm pelo menos duas características em comum: são de médio porte e não são atendidas pelo Pronasci. Em Marabá, é a ausência de espaços de convivência que influencia no índice de exposição da juventude à violência, segundo a prefeitura. Lá não há cinemas ou shoppings Segundo a Prefeitura de Marabá, só há um projeto municipal de atividades extraescolares voltado para adolescentes, que atende cerca de 150 alunos.

Grande Belém – Os números do IVJV foram divulgados apenas quatro dias após o balanço oficial da Secretaria de Segurança Pública do Pará, feito em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Centro Estratégico Integrado (CEI), que indicou uma pequena redução da violência na Região Metropolitana de Belém, se comparados o período entre janeiro e outubro de 2009 com o mesmo período de 2008. Foram 107.176 ocorrências no ano passado contra as 103.803 deste ano, ou seja: 3.373 ocorrências a menos este ano.

Facilidade para conseguir uma arma é grande em todo o país – Além do IVJV, o Fórum e o Datafolha fizeram uma pesquisa em 31 municípios, incluindo Rio e São Paulo, em julho passado, para entender a percepção dos jovens sobre a violência. Segundo a pesquisa, um terço dos jovens brasileiros afirmou conviver com situações de violência e 31% garantiu ter facilidade para adquirir uma arma de fogo.

O indicador de vulnerabilidade dividiu as cidades em cinco grupos: vulnerabilidade muito alta, alta, média, média-baixa e baixa. Das 43 cidades de vulnerabilidade muito alta e alta, 27 são do Norte e e do Nordeste. Entre as dez cidades que fazem parte do grupo de vulnerabilidade muito alta, nenhuma é capital, mas entre as cidades de risco alto há seis capitais, todas do Norte e do Nordeste: Maceió, Porto Velho, Recife, Belém, Macapá e Teresina.

Chama a atenção que entre as cidades mais violentas estão Marabá, cenário de conflito de terras no Pará, que ficou no segundo lugar no ‘ranking’, e a turística Foz do Iguaçu, no Paraná. ‘A questão é mais aguda no Norte e Nordeste, mas o problema está no Brasil todo’, disse Renato Sérgio de Lima, secretário-geral do Fórum e coordenador das pesquisas. (Portal ORM)

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Pará

PARAUAPEBAS: Bairros Tropical e Jardim Ipiranga recebem mutirão de limpeza

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Dando continuidade ao mutirão de limpeza realizado na cidade, as equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semurb) estão nesta semana nos bairros Tropical I, II e Jardim Ipiranga. 

Antes de iniciar o mutirão nesses locais, a equipe de educação ambiental juntamente com os fiscais de urbanismo desenvolveram uma ação educativa de porta em porta para comunicar aos moradores sobre o mutirão e também falar a respeito do acondicionamento correto do lixo e ainda sobre limpeza dos lotes.


De acordo com o coordenador de educação urbana da Semurb, Daniel Barros, a ação tem a proposta de intensificar a limpeza geral na cidade, com a colaboração dos moradores. “Estamos nos bairros tropical I e II e Ipiranga. Uma semana antes de iniciar os serviços percorremos os bairros avisando nas residências e também colocamos carro som nas ruas sobre ação”, explicou o coordenador. 

“Também conversamos sobre o lixo domiciliar, pois algumas pessoas ainda colocam pra fora nos dias e horários inadequados, por isso pedimos a colaboração dos moradores para que façam o acondicionamento nos dias e horários corretos. E ainda falamos sobre a limpeza dos lotes”, concluiu Daniel.  

Além da retirada de entulhos e galhadas, as ruas recebem capina e roçagem. O mutirão segue em outros locais do município, conforme cronograma que será divulgado pelo Semurb. (Liliane Diniz / Foto: Oril Lima)

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Pará

MARABÁ: Km7 e Transmangueira recebem serviço de tapa-buraco

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Na manhã desta terça-feira (4), as equipes estavam divididas na Nova Marabá, nas proximidades da UBS Mariana Moraes e no KM 7. Quatro ruas do bairro receberam recuperação da camada de asfalto e também recuperação das sarjetas, melhorando o escoamento da água pluvial.

Do km 7, a equipe seguiu para a Transmangueira, área de divisão entre a Velha Marabá e Nova Marabá. Na programação desta semana, há ainda os bairros de Belo Horizonte e São Félix.

Manoel Penha, responsável pela equipe Tapa-Buraco da Sevop, diz que os serviços seguem uma programação semanal que visa atender todos os bairros.

“Com o serviço melhora o tráfego e vamos fazendo de acordo com a demanda. É uma questão de segurança e agora com o verão vamos aumentando os serviços”, disse Manoel Penha.

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Pará

MARABÁ: Novo Decreto aumenta flexibilização

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O Decreto Municipal n° 195, que entrará em vigor amanhã, dia 6, flexibiliza abertura de bares, comércio de rua, atividades físicas, aulas de danças ao ar livre, a serem realizadas em espaço público, como também das arenas de futebol, academias de ginásticas e escolinhas de todas as modalidades esportivas. Entretanto, as fiscalizações continuam intensas quanto às restrições de limite de público e respeito aos protocolos sanitários estabelecidos pela Divisão de Vigilância Sanitária do município. Essa abertura só ocorreu após a apresentação de um plano de trabalho de protocolos de prevenção e precaução à Covid-19 apresentado pelos donos de bares.

De acordo com o decreto, o funcionamento do comércio de rua deve obedecer o horário de 8 às 18 h, de segunda à sábado. No caso das arenas de futebol, academias de ginásticas e escolinhas de todas as modalidades esportivas ficam restringidas a funcionarem até 22 horas, respeitando o limite de público de 30% da capacidade total. As competições amadoras e amistosos estão proibidos, bem como a presença de torcidas nesses espaços.

 “Assim como as academias e depois as escolinhas de futebol, dessa vez conseguimos incluir as arenas de futebol neste novo decreto. Sempre com muito respeito e cuidado com a saúde pública e cobrando todos os protocolos sanitários. Mais um passo em direção à normalidade”, destaca o secretário municipal de esporte e lazer, Thiago Miranda.

Os cinemas ficam autorizados a funcionar com 30% (trinta por cento) da capacidade total, respeitado o protocolo sanitário estabelecido pela Vigilância Sanitária do Município de Marabá. Desta feita, os bares, restaurantes, lanchonetes, pizzarias e congêneres ficam limitados a funcionar com 30%(trinta por cento) de sua capacidade total, com horário de funcionamento até o limite de 23 (vinte e três) horas, sob pena de cassação de Alvará de Funcionamento, respeitado o devido processo legal. 

Apesar da flexibilização, a Divisão de Vigilância Sanitária de Marabá (Divisa) seguirá com as ações de fiscalização com equipes, em cada núcleo realizando rondas nesses estabelecimentos que já constam nos dados do órgão.

“Nós fazemos fiscalizações que já resultaram, inclusive, em interdições de alguns espaços. Com o novo decreto, nosso monitoramento continua sempre buscando cumprir com as determinações sanitárias e de capacidade máxima desses locais”, ressalta Daniel Soares, coordenador da DIVISA. O decreto municipal n°195 entra em vigor a partir desta quinta-feira, 6 de maio.

O leitor acompanha em anexo o conteúdo completo do decreto, clicando AQUI

(Emilly Coelho e Ronaldo Palheta)

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