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Pará

PARÁ: Estado precisa preparar infraestrutura adequada

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A presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), Adelina Braglia, considera lógica a conclusão de que os grandes projetos são atrativos migratórios, ainda que não seja possível estimar um quantitativo de imigrantes. Braglia lembra que, na década de 1980, com a implantação do Projeto Grande Carajás, surgiram novos municípios no Pará. É o caso de Parauapebas, que à época tinha 10 mil habitantes e hoje tem 170 mil.

Para a presidente do Idesp, o mais importante é avaliar a dificuldade que o Estado tem para definir ou controlar a ocupação do seu território e, sobretudo, de adequar sua rede de serviços. ‘O foco não é se haverá ou não explosão demográfica, e sim se, desta vez, o Pará será ou não compensado pelos danos ambientais. É preciso saber de que forma o Estado terá apoio para atender às demandas sociais e garantir os investimentos em infraestrutura social e econômica que precisará fazer’, dispara.

A equação, segundo avalia o professor de História, especialista em demografia, Antônio Vieira, é exata: a demanda por mão de obra aumenta o número de imigrantes. Contudo, Vieira afirma que isso ocorre em qualquer lugar do País, o que não é uma exclusividade do Pará. ‘O imigrante só sai da sua terra natal no último caso. Ele remedia bastante até deixar o seu lar. É importante entender que essa geração de empregos ocorre em todo o Brasil. O fato de ter muito emprego não quer dizer que muita gente venha para cá’, avalia. O professor enfatiza que o impacto migratório estimulado por grandes projetos faz parte de um processo histórico do Estado. Um bom exemplo disso seria a construção da Transamazônica, com a política de ocupação local durante a década de 70, e com a implantação da hidrelétrica de Tucuruí e do Projeto Grande Carajás, a partir de 1980. Desde então, o Pará passou a ser rota de trabalhadores de várias regiões do País.

Estrageiros

O interesse pelo mercado de trabalho paraense atrai não somente pessoas de outros Estados, mas também estrangeiros. A assistente comercial Miho Yasutake é natural da província de Nagano-Ken, no Japão, mas reside há mais de uma década no Pará. Dividida entre a cultura oriental, do pai, e ocidental, da mãe, Yasutake optou por morar no Brasil. E escolheu o Pará, onde ela garante ter sido muito bem acolhida.

Atualmente, tanto o pai quanto a mãe da assistente comercial também residem no Brasil, mas em outros Estados. ‘Meu pai é metalúrgico e mora em Recife (PE). Ele é viajante e já está de mudança para Porto Alegre (RS). Minha mãe preferiu ficar na Amazônia, e eu também’, conta Yasutake. Ela se diz apaixonada pelo Estado e garante não trocar o Pará pelo Japão ou por qualquer outro lugar. ‘Tem mercado para absorver o trabalhador no Pará. Aqui é um bom lugar para crescer profissionalmente, só depende do esforço de cada um’, avalia. Miho Yasutake estuda pedagogia e pretende aplicar os conhecimentos na própria região. (O Liberal)

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Pará

MARABÁ: Campanha de vacinação antirrábica inicia nesta segunda, 20, pelo núcleo Morada Nova

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Na próxima segunda-feira, (20), os donos de cães e gatos em Morada Nova e Residencial Jardim do Éden  terão a oportunidade de imunizar os pets contra a raiva animal sem sair de casa. É que o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) dará inicio a campanha nacional de vacinação antirrábica na cidade e a ação será em sistema de arrastão, ou seja,  as equipes visitarão casa a casa, em busca dos animais saudáveis a partir dos 3 meses de vida.

De acordo com Flávio Ferreira da Silva, coordenador do CCZ, a expectativa é que o município atinja a meta de 35 mil animais vacinados entre a zona urbana e a zona rural que também será visitada pelas equipes.

“A previsão que nós temos é de 25 dias de vacinação aqui na zona urbana, após o dia 25 de outubro, iremos fazer a zona rural também. Aqui na cidade daremos inicio em Morada Nova e depois São Félix, Nova Marabá, Velha Marabá, e núcleo Cidade Nova. Nós divulgaremos o calendário dia a dia e as pessoas devem ficar atentas”, esclarece o médico veterinário.

Para os donos de pets que perderem o arrastão, o CCZ já está com doses da vacina disponíveis no próprio centro durante toda a semana, inclusive aos fins de semana. O coordenador do CCZ enfatiza que as doses da vacina antirrábica são anuais, por isso, é preciso estar atento à carteira de vacinação do animal como forma de proteger o amigo de quatro patas contra a doença.

“A vacina antirrábica é anual, uma única dose imuniza o animal. Então é importante não perder os prazos. A melhor forma de prevenção da raiva é a vacinação, só assim, se o animal entrar em contato com a raiva ele não será acometido e nem será transmissor”, ressalta.

Vale frisar, que durante a campanha os demais atendimentos como testagem para Leishmaniose estarão acontecendo normalmente no CCZ. (Leydiane Silva / Fotos: Paulo Sérgio)

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Pará

MARABÁ: Comemorando produção de melancia, agricultores fazem doação do fruto para Prefeitura

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A Associação de Hortifrutigranjeiros, Pescadores e Ribeirinhos de Marabá, na comunidade Boa Esperança, distante 15 quilômetros, próximo à região do Carrapato, está comemorando a surpreendente colheita de melancia, ao todo foram trezentas toneladas da fruta.

Na manhã desta sexta-feira (17), uma parte dos agricultores esteve na Secretaria de Obras, para agradecer o apoio e incentivo da gestão municipal no trabalho de desenvolvimento do projeto, garantido pela doação de insumos, máquinas, orientação técnica e análise de solo.

O produtor rural, Aldenir Pereira de Souza, popular Maranhão, presidente da Associação informou que se surpreendeu, pois na região não havia ainda a iniciativa de se produzir melancia, até que um representante da Secretaria de Agricultura esteve com os produtores e propôs uma parceria com os produtores para transformar a região.

“Esse projeto  foi iniciado com alguns produtores e logo fomos convidados para plantar melancia no início deste ano. Levamos um representante da Secretaria de Agricultura que se propôs a nos ajudar com insumos, pessoal técnico, arado, esteira, calcário e isso nos empolgou e começamos  a plantar e hoje estamos produzindo”, disse o representante da Associação.

Hoje na Associação são 80 famílias, no entanto, 18 produtores integram o projeto. “Estamos começando agora e posso afirmar que temos 300 toneladas somente nesta primeira safra e também temos o projeto de maracujá e temos fé que vai dar certo porque já iniciamos a venda da melancia e vamos seguir com fé”, disse Aldenir Pereira de Souza.

A doação foi feita com a participação de 10 agricultores da região. O Prefeito Tião Miranda, disse que o investimento em agricultura é um dos mais gratificantes, pois resulta em renda para o agricultor e produtos mais acessíveis à população.

“A secretaria de agricultura vem fazendo um trabalho fabuloso com os agricultores e é importante porque o custo de vida fica mais barato para quem mora na cidade e hoje são vários projetos em desenvolvimento como melancia, maracujá, apicultura e outros que estão dando renda para o agricultor e a cada dia vamos fomentar com orientação técnica, análise de solo e outros que se torna um avanço muito grande e vamos continuar investindo pesado nesse setor”, disse Tião Miranda.

O prefeito também afirmou que parte da produção da agricultura familiar está sendo adquirida para a alimentação escolar e os produtos da doação desta manhã serão distribuídos às escolas. “E todo o produto doado hoje, num total de 30 melancias e maracujás, será encaminhado às escolas para servir de alimentação para nossas crianças que adoram melancia”, disse o gestor.

O Secretário de Agricultura, Adailton de Sá, comemorou junto aos agricultores o bom momento da safra de melancia no município. Segundo ele, é o resultado de uma política voltada para o atendimento amplo a todos os trabalhadores do campo e que mais projetos estarão sendo encaminhados.

“Nos últimos sete anos, onde pegamos uma secretaria sem praticamente nada e começamos a estruturar e hoje podemos somar os resultados e estamos avançando em vários outros projetos como a suinocultura fazendo o trabalho direito para evitar problemas ambientais e sanitários e vai ser tudo certinho e atenderá dezenas de agricultores em breve”, disse Adailton de Sá.

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Pará

Helder cobra retomada de obras da BR-316

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Para assegurar a conclusão das obras de requalificação da BR-316, o governador Helder Barbalho assinou, neste sábado (18), contrato de retomada dos serviços junto à nova empresa que ficou em segundo lugar no processo licitatório em 2017. Com a substituição da empreiteira, o Governo do Pará, por meio do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), reafirma o compromisso de término das obras até o final de 2022 a fim de melhorar a mobilidade urbana e o transporte público a fim de beneficiar 2,5 milhões de pessoas da Região Metropolitana de Belém.

“Temos pressa para que essa obra aconteça. A população não tem mais paciência com o trânsito. Que possa ser entregue o mais rápido possível e chegue para dar solução da região metropolitana”, disse o governador durante evento que ocorreu na avenida Ananin, em Ananindeua, ocasião em que foi assinada a Ordem de Serviço para a requalificação da via.

De acordo com Helder Barbalho, nas próximas duas semanas, novas equipes estarão trabalhando em diversos pontos da rodovia BR-316 para dar continuidade às obras de requalificação que visam construir a estrutura necessária para a implantação do BRT Metropolitano.

Para uma plateia de moradores da região e autoridades, ele explicou que a mudança de empresa se deu devido à primeira empresa vencedora não ter cumprido com o calendário contratado”. “Nós, por entendermos a urgência de toda a população em ver a BR requalificação e o BRT em pleno funcionamento, imediatamente agimos para que houvesse a mudança na execução dessa obra. E hoje, estamos com contrato assinado e o prazo de duas semanas para que as obras sejam retomadas e concluídas até o final de 2022”, afirmou. 

As obras iniciaram no dia 15 de janeiro de 2019, momento em que estava licitada pelo governo anterior e com ordem de serviço firmado junto à vencedora do processo. “Chamei o governo japonês [agente financiador] e disse que não me sentia seguro porque a empresa tinha muitos problemas no Brasil. Passado dois anos, as obras não aconteceram no ritmo que havíamos planejado e com vários atrasos. A partir daí, fizemos as notificações necessárias até que hoje estamos substituindo por nova empresa. Apenas cumprimos o que a lei e hoje estamos aqui para iniciar a obra novamente”, detalhou.

A partir de agora, assume as obras um consórcio de empresas, uma brasileira outra estrangeira, que ficou em segundo lugar do processo licitatório internacional de 2017, que deverá se instalar na região nos próximos dias e iniciar a contratação dos trabalhadores. Na ocasião, Helder orientou o representante de uma das empresas que dê prioridade à mão de obra local. “Aproveitem para dar oportunidade para as pessoas daqui, de preferência de Ananindeua e Marituba”, destacou. Os candidatos deverão se cadastrar no SINE, instituição responsável pela seletiva.

O diretor geral do NGTM, engenheiro Eduardo Ribeiro, órgão estadual responsável pelas obras, explicou que algumas etapas terão prioridade, como a conclusão dos terminais de integração, viaduto, túneis e estações de passageiros. “Paralelo à isso, a nova empresa dará continuidade aos serviços de drenagem, nova pavimentação da via, construção de passarelas de pedestres, ciclovias, calçadas, iluminação pública e, por fim, o paisagismo”.

Para o presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Alepa), Chicão, o BRT é uma das maiores obras, não só para a Região Metropolitana de Belém, mas também para o Estado. “Se tem hoje um problema para a nossa capital é essa entrada. As vezes a gente passa duas ou três horas de Benevides pra cá por causa desse trecho. Então, o BRT é uma obra estruturante e de fundamental importância para a qualidade de vida das pessoas que moram na região. É uma obra que merece todos os esforços para que a gente possa concluir”, destaca.

O prefeito de Ananindeua, Daniel Santos, ressaltou a parceria com o Governo do Estado em outras inúmeras obras dentro do município, principalmente a requalificação da BR-316, já que cerca de 70% dos serviços são executados no trecho de Ananindeua. “Essa obra muda a realidade da mobilidade urbana no município. Através da nossa parceria, que possamos fazer o melhor por Ananindeua”, disse.

A técnica de enfermagem Joseane Monteiro, de 29 anos, moradora na região, aposta as vão trazer melhorias para a vida da população. “Com esse trânsito turbulento que existe hoje, principalmente em horário de pico, nossa esperança é que a obra vai melhorar a rapidez e o fluxo na BR. Até mesmo para quem vai para o trabalho de bicicleta porque muitos motoristas não respeitam. A gente espera que essa volta dos serviços melhore para todo mundo que usa a BR”, comenta.

As expectativas do camelô Edson Rodrigues, de 38 anos, que trabalha há 10 na rodovia, também são grandes. “Espero que melhore o fluxo, pois já vi muitos acidentes. Acho que o BRT [Metropolitano] vai melhorar principalmente para as pessoas trabalham no centro da cidade. Já vi gente andando e reclamando por causa do engarrafamento. Que as pessoas parem de ser prejudicadas”.

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