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quarta-feira, 06 / julho / 2022
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PARÁ: Estado precisa preparar infraestrutura adequada

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A presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), Adelina Braglia, considera lógica a conclusão de que os grandes projetos são atrativos migratórios, ainda que não seja possível estimar um quantitativo de imigrantes. Braglia lembra que, na década de 1980, com a implantação do Projeto Grande Carajás, surgiram novos municípios no Pará. É o caso de Parauapebas, que à época tinha 10 mil habitantes e hoje tem 170 mil.

Para a presidente do Idesp, o mais importante é avaliar a dificuldade que o Estado tem para definir ou controlar a ocupação do seu território e, sobretudo, de adequar sua rede de serviços. ‘O foco não é se haverá ou não explosão demográfica, e sim se, desta vez, o Pará será ou não compensado pelos danos ambientais. É preciso saber de que forma o Estado terá apoio para atender às demandas sociais e garantir os investimentos em infraestrutura social e econômica que precisará fazer’, dispara.

A equação, segundo avalia o professor de História, especialista em demografia, Antônio Vieira, é exata: a demanda por mão de obra aumenta o número de imigrantes. Contudo, Vieira afirma que isso ocorre em qualquer lugar do País, o que não é uma exclusividade do Pará. ‘O imigrante só sai da sua terra natal no último caso. Ele remedia bastante até deixar o seu lar. É importante entender que essa geração de empregos ocorre em todo o Brasil. O fato de ter muito emprego não quer dizer que muita gente venha para cá’, avalia. O professor enfatiza que o impacto migratório estimulado por grandes projetos faz parte de um processo histórico do Estado. Um bom exemplo disso seria a construção da Transamazônica, com a política de ocupação local durante a década de 70, e com a implantação da hidrelétrica de Tucuruí e do Projeto Grande Carajás, a partir de 1980. Desde então, o Pará passou a ser rota de trabalhadores de várias regiões do País.

Estrageiros

O interesse pelo mercado de trabalho paraense atrai não somente pessoas de outros Estados, mas também estrangeiros. A assistente comercial Miho Yasutake é natural da província de Nagano-Ken, no Japão, mas reside há mais de uma década no Pará. Dividida entre a cultura oriental, do pai, e ocidental, da mãe, Yasutake optou por morar no Brasil. E escolheu o Pará, onde ela garante ter sido muito bem acolhida.

Atualmente, tanto o pai quanto a mãe da assistente comercial também residem no Brasil, mas em outros Estados. ‘Meu pai é metalúrgico e mora em Recife (PE). Ele é viajante e já está de mudança para Porto Alegre (RS). Minha mãe preferiu ficar na Amazônia, e eu também’, conta Yasutake. Ela se diz apaixonada pelo Estado e garante não trocar o Pará pelo Japão ou por qualquer outro lugar. ‘Tem mercado para absorver o trabalhador no Pará. Aqui é um bom lugar para crescer profissionalmente, só depende do esforço de cada um’, avalia. Miho Yasutake estuda pedagogia e pretende aplicar os conhecimentos na própria região. (O Liberal)

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