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domingo, 22 / maio / 2022
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PARÁ: Fazendeiro é principal suspeito de morte de sindicalista em Marabá

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Fazendeiro mandante

A equipe da Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) em Marabá, sudeste do Pará, prossegue  com as investigações sobre a morte do líder sindical Valdemar Oliveira Barbosa, conhecido por “Piauí” e morto em 25 de agosto deste ano, no município. Três acusados de envolvimento no crime já estão presos. Sob comando do delegado Victor Leal, titular da Deca, os trabalhos de investigação objetivam apurar o envolvimento de outras pessoas no esquema que resultou no crime.

Os acusados são o fazendeiro Vicente José Corrêa Neto, apontado como mandante do assassinato, e dois homens – Diego Pereira Marinho e Valdenir Lima dos Santos, conhecido pelo apelido de “Velhinho” – acusados de serem os pistoleiros contratados para tirar a vida de Valdemar Barbosa. As prisões foram efetuadas em Marabá e Jacundá, entre os dias 30 de novembro e 1º de dezembro, após quase quatro meses de investigações. Valdemar era integrante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais em Marabá.

Ele foi morto enquanto caminhava por uma rua no bairro São Félix, em Marabá, por dois homens em uma moto. No ano passado, ele coordenou a ocupação da fazenda Califórnia, no município de Jacundá. A propriedade foi desocupada pela Polícia Militar no final do ano passado, mas Valdemar ameaçava novamente invadir a área. Vicente Neto é o dono da fazenda. Essa teria sido a motivação do crime. Conforme o delegado, no dia do assassinato, os dois pistoleiros estiveram em uma reunião coordenada por Valdemar, em Marabá, onde estava sendo articulada, com outros trabalhadores rurais, uma nova ocupação da fazenda. “Os dois chegaram a conversar com a vítima, passando-se por pessoas interessadas em participar da mobilização para invasão da propriedade”, apurou Victor Leal, com base no depoimento prestado por Diego, um dos presos.

Ao final da reunião, enquanto seguia de bicicleta a cerca de um quilômetro de distância do local da reunião, a vítima foi seguida e atingida a tiros pelos criminosos, que fugiram em uma moto. Quem conduzia o veículo era Diego, segundo o depoimento do próprio acusado. Os disparos foram efetuados por Valdenir.

Pistoleiros

Ao ser preso, Valdenir portava um revólver calibre 38 que pode ter sido a arma usada no crime. Para confirmar ou descartar essa hipótese, o objeto passará por perícia de comparação balística no Centro de Perícias Científicas de Marabá. Ainda, conforme depoimento do preso, no total, o fazendeiro pagou R$ 3 mil aos pistoleiros. O valor foi dividido entre os dois, sendo R$ 2 mil para Valdenir, o executor de Valdemar, e R$ 1.000 para Diego. Os acusados permanecem recolhidos em Marabá à disposição da Justiça.

Diego, em depoimento ao titular da Deca, confessou envolvimento em quatro homicídios. Já “Velhinho” teria cometido três mortes na região. A defesa do fazendeiro tentou a liberdade para o acusado, o que foi negado pela Justiça. As prisões dos criminosos foram elogiadas pelo juiz da Comarca Judiciária de Marabá, César Lins, responsável por expedir os mandados de prisão dos acusados. Em trecho de ofício de concessão das prisões preventivas, o magistrado destacou que, com base no processo de investigação, que chegou a apresentar elementos probatórios suficientes, se convenceu da decisão de que os dois acusados deveriam ser apreendidos.

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