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Pará

PARÁ: Frente reage à tentativa de divisão do Estado

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Dep. Zenaldo Coutinho um dos contrários a divisão do Pará

Durante o ano de 2009, parlamentares favoráveis à divisão do Pará, com a criação dos Estados do Carajás e, por tabela, do Tapajós, conseguiram levar ao plenário da Câmara dos Deputados os projetos que definiam a realização de plebiscito sobre a criação das unidades federativas.

Portanto, basta o aval do plenário para ser autorizada a realização de uma consulta popular sobre o assunto. Para isso, a matéria precisa entrar na ordem do dia. Ou seja, os deputados que são contrário à redução do território paraense precisariam manter uma vigilância constante sobre a votação.

Atento a isso e ao que ele considera ser um equívoco em se definir uma votação, sem que tenham sido apresentados estudos prévios, o deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) apresentou requerimento à presidência da Câmara, pedindo que os projetos sejam analisados também por três comissões: Comissão de Finanças e Tributação (CFT), Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional (CAINDR) e Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS).

Além disso, outro requerimento pede que seja criada uma Comissão Especial Mista para estudar as propostas. O grupo terá, portanto, que analisar limites geográficos, a viabilidade econômico-financeira, os impactos tributários, ambientais e sociais decorrentes da criação dos novos Estados.

Para se ter uma idéia da confusão de dados concretos, as duas propostas que tramitam em conjunto sobre o Estado do Carajás possuem diferenças básicas. Uma delas é em relação ao número de municípios. Da mais antiga à mais recente, foram acrescentados dez municípios: Abel Figueiredo, Bannach, Breu Branco, Canaã dos Carajás, Floresta do Araguaia, Nova Ipixuna, Novo Repartimento, Piçarra e Sapucaia.

‘Só esse aspecto já demonstra que não existe um estudo sério e concreto e que, se o plebiscito for aprovado, a população simplesmente não saberá sobre o que de fato está votando. É isso que vamos impedir’, destaca o parlamentar paraense, que é presidente nacional da ‘Frente Parlamentar de Fortalecimento dos Estados e Municípios e Contra a Criação de Novos Estados’.

O embasamento que o deputado teve para apresentar o requerimento cita um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), finalizado em 2009, que não dá sinal verde sobre a viabilidade dos novos Estados.

Simulações

‘As simulações realizadas mostraram que muitas das proposições de novos Estados carecem de fundamentação econômica, uma vez que os gastos estimados para alguns dos Estados propostos superam o próprio PIB do estado a ser criado’, diz o documento.

O estudo ainda sugere que os novos projetos para a criação de novos Estados incluam avaliações econômico-financeiras das conseqüências das proposições. ‘Por isso que precisamos ter esse levantamento, para que a população saiba de fato em que ela está votando. Essa discussão não deve ser reduzida a um debate político, se vai ter mais governadores ou mais deputados. A discussão deve ser econômica e social. Ou seja: temos que saber o quanto esses novos Estados poderão investir também em saúde, educação e segurança e os benefícios de fato para a população’, destaca Zenaldo Coutinho.

O estudo do Ipea ainda critica a ausência de marcos sobre diversos aspectos. ‘Sugere-se também que tais propostas sejam confeccionadas com maior rigor e consistência geográfica, visto que muitas destas proposições desconsideram municípios interiores aos Estados propostos, formando verdadeiros enclaves. Outras ainda isolam municípios cortando a comunicação dos mesmos com o Estado de origem’, diz o texto do estudo. (O Liberal)

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Pará

MARABÁ: Foram sepultadas nesta terça, 1º, ex-secretária de Turismo e filha mortas por pistoleiros

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Os corpos de Vanuza Barbosa, 41 anos, e sua filha, Jackciane Barbosa, 25 anos, foram enterrados na manhã desta terça-feira (1º) em um cemitério no núcleo São Félix, no bairro Novo Progresso, em Marabá, na região de Carajás, no estado do Pará.

As vítimas foram assassinadas na noite de domingo (29) em uma chácara que fica no núcleo São Félix. De acordo com informações preliminares colhidas pela Polícia Civil, Vanuza foi assassinada com um tiro no rosto e a Jackciane com um tiro no rosto e outro no peito.

Vanuza Barbosa foi secretária de turismo do município no período de 2009 a 2012. Jackciane Barbosa é bacharel de Direito e passou recentemente na proba da OAB.

Polícia Civil informou que investigação do caso segue em sigilo e que nenhum suspeito foi preso ainda.

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Pará

“Novo Cangaço” volta a atacar no Pará

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Uma quadrilha tomou as ruas de Cametá, no interior do Pará, a 235 km de Belém, no começo da madrugada desta quarta-feira (2), para assaltar bancos. Moradores relataram em redes sociais uma noite de terror. Um morador da cidade identificado como Alessandro de Jesus Lopes foi morto pelos assaltantes após ser feito de refém.

A ação tem características semelhantes à registrada em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, na madrugada desta terça (1º), em que uma quadrilha também fez ataques pelo município em ação para assaltar uma agência bancária.

Assim como ocorreu em Criciúma, a quadrilha que atacou Cametá também usou reféns como escudos para se locomover pelas ruas da cidade. As pessoas foram capturadas em bares. Os criminosos atiraram para cima durante mais de uma hora. O grupo usou armas de alto calibre e explosivos.

Um quartel da Polícia Militar (PM) foi atacado, impedindo a saída dos policiais. Esse método também foi utilizado pelos homens que levaram terror a Criciúma.

“Muita gente estava assistindo ao jogo, os bares estavam lotados”, diz Márcio Mendes, morador da cidade, em entrevista a GloboNews. “Renderam as pessoas e levaram para frente da base da Polícia Militar.”

Ao menos 2 agências bancárias foram atacadas, segundo relatos de moradores. Uma, do Banco do Brasil, fica no prédio da Câmara dos Vereadores e ficou destruída. A outra é do Banpará, o banco estadual.

Os bandidos deixaram a cidade por volta de 1h30. Segundo a PM, o grupo fugiu usando carros e barcos – a cidade fica às margens do Rio Tocantins. Ainda não se sabe o que foi levado, qual é o tamanho da quadrilha e se alguém foi detido.

Por volta das 2h, o prefeito da cidade pediu que as pessoas ficassem em casa. “Nossa cidade sempre foi pacífica”, escreveu Valente.

Cametá é uma das 10 maiores cidades do Pará, com cerca de 136 mil habitantes, segundo o IBGE.

O governador Helder Barbalho (MDB) disse que acompanha o caso.

“Já estou em contato com a cúpula da segurança pública do Estado acompanhando as providências que estão sendo tomadas neste episódio, no município de Cametá. Não mediremos esforços para que o quanto antes seja retomada a tranquilidade e os criminosos sejam presos. Minha total solidariedade ao povo cametaense”, escreveu governador.

Em 2020, o estado registrou ao menos dois outros assaltos semelhantes: um em Ipixuna do Pará, em 30 de janeiro, e em São Domingos do Capim, em 3 de abril. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, “praticamente todos os envolvidos” foram presos.

Cametá está localizada às margens do Rio Tocantins, próximo à Ilha do Marajó, no Norte do estado. O acesso à cidade não é considerado fácil. Muitas pessoas usam barcos pela região.

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Pará

REDENÇÃO: Operação Seguro Fake apura fraudes em benefícios do seguro desemprego

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A Polícia Federal deflagrou nesta manhã de terça, 1, a Operação Seguro Fake II, que visa apurar esquema de fraudes ao seguro desemprego, e outros benefícios sociais, no Pará.

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Belém, a maioria deles relacionados a alvos localizados na cidade de Redenção/PA, sendo um dos  mandados cumprido em Palmas/TO. A Justiça determinou também a indisponibilidade de bens de quatro alvos, para fins de ressarcimento dos prejuízos causados à Fazenda Pública, que comprovadamente já ultrapassam o valor um milhão de reais.

Os crimes investigados são o estelionato previdenciário (art.171, parágrafo 3, do Código Penal), inserção de dados falsos em sistema de informação (art.313-A do Código Penal) e organização criminosa (art.2, caput, da Lei n° 12850/2013).

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