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sexta-feira, 20 / maio / 2022
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PARÁ: Gasolina chega à R$ 3,08 em Marabá pode haver novo aumento

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O súbito aumento no preço da gasolina pegou muitos consumidores de Marabá de surpresa esta semana. Houve até quem soubesse da notícia pelo imprensa. Entretanto, ainda muita especulação acerca do assunto.

Em alguns postos, a mudança no preço aconteceu desde segunda-feira (4), enquanto em outros o aumento ainda nem chegou, para alegria de seus clientes. Os preços são variados, assim como o aumento. Quem tiver tempo e paciência para pesquisar, ainda pode economizar. Nos postos visitados pela reportagem, o menor preço encontrado foi R$ 2,89 e o mais caro, R$ 3,08. Uma diferença de R$ 0,19.

Diante do reajuste inesperado, Sidnei Tippo, militar, se mostrou indignado. “Sinto-me enganado. Pois, ontem [quinta-feira] o ministro Guido Mantega [Fazenda] disse que o preço do combustível não aumentaria. Não foi um Zé Ninguém que falou”, destacou, declarando ainda que se sente desrespeitado por isso. “O salário está congelado faz tempo e nem se tem previsão de reajuste. Mas todo mês algo sobe”, desabafou.

Aqueles que dependem do combustível para se sustentar, como os taxistas e mototaxistas, são alguns consumidores dos mais prejudicados. É o caso de Elisvaldo Carlos Nascimento, que diz ter sido pego de surpresa. Ele também se mostrou bem insatisfeito com a subida de preço.

“Isso deu para quebrar as pernas de muita gente. Porque a gasolina subiu, mas o preço da corrida continua o mesmo”, argumentou o taxista, acrescentando que a diferença de preço é muito grande. “Eu nunca tinha visto isso acontecer assim”, comentou, acrescentando que o pior é não ter uma justificativa plausível para a decisão. “Quando explicarem para a gente o porquê do aumento, quem sabe haja mais conformação com esse reajuste”, opinou.

Otiesmaic Fonseca é outro que está revoltado com o acréscimo do preço do combustível. Ele disse que fica mais difícil a situação de quem tem de comprar o produto com frequência. “Em alguns lugares aumentou mais de 20 centavos. Isso é um absurdo”, protestou, frisando que “em questão de três dias todos os postos já aumentaram seus preços e quem sofre com isso é o bolso do consumidor”.

Desavisado

“Subiu?”, perguntou assustado enquanto olhava para a bomba de gasolina, o funcionário público Luiz Brito, quando abordado pela reportagem para comentar sobre o assunto. “Eu não estava sabendo desse reajuste”, contou o homem, considerando a medida injusta para com os cidadãos consumidores. “Fazer o quê? Se quem manda é o empresário?”, disparou, nada contente.

A Reportagem procurou os gerentes de postos de gasolina da cidade, a fim de entender o motivo da subida repentina de preço.

O gerente de um posto cuja distribuidora é a Petrobras, no Km 06, Nova Marabá, Diango Igreja Santos, disse que o aumento se deu por estabelecimento da própria companhia petrolífera e que, tudo o que esta havia dito para justificar a medida, teria sido a troca de governo. “Esse foi o argumento dela [Petrobras]”, colocou.

Ele adiantou ainda que, de acordo com informações repassadas pela empresa, deve haver novo reajuste no final deste mês. O que configura mais gastos para o consumidor, que já não está nada satisfeito.

Daiane Cicuto, gerente de um posto, no Km 06, cuja bandeira é a Ipiranga, diz que nada sabe ao certo. “A informação que tenho é de que o Brasil está importando álcool, daí o aumento. Já que a gasolina tem 25% do produto”, contou, revelando que em seu posto, reinaugurado há uma semana, o número de vendas de álcool foi irrisório devido o alto preço desse produto que, segundo ela, assim como a gasolina, já foi adquirido com o reajuste. Motivo pelo qual, não teria condições de baixar o preço.

Ela disse ainda que o consumidor não tem aceitado essa alta do preço, de forma que seu posto de combustível já perdeu muitos clientes. Neste, a gasolina está custando, até o momento, R$ 2,99 e o álcool R$ 2,80.

A gerente contou ainda que foi informada de que haveria novo reajuste ainda na sexta-feira (8), mas que não era nada confirmado, apenas especulação. “Para a empresa, é péssimo esse tipo de reajuste porque diminui a venda. E as pessoas desinformadas vão embora sem comprar”, salientou Daiane.

Justificativa

Antônio Cesar Olivi, diretor do Sindicato dos Derivados de Petróleo do Sul e Sudeste do Pará, procurado pela reportagem para falar sobre o assunto, confirmou o que fora colocado por Daiane Cicuto. “O aumento se deve ao anidro, que compõe em 25% a nossa gasolina”, afirmou, acrescentando que, devido à cana de açúcar estar em entressafra, o açúcar está em alta no exterior e, assim, o álcool tendo de ser importado para suprir a demanda nacional, o preço teve de ser alterado.

Mas isso não é tudo, de acordo com Olivi, é provável que, para a região Norte, em pouco tempo, haja mais um reajuste. “Isso pode acontecer por que a nossa logística não é boa. Se o governo não intervier, esse reajuste para o Norte vai ser logo”, sentenciou, apontando ainda uma luz de esperança diante de tantas notícias ruins. “Estamos próximos ao início da safra. Pode ser que o aumento previsto não aconteça, mas não é garantido”. Há ainda rumores de que a gasolina possa chegar a R$ 3,50, o litro. (Carmem Sevilla – Correio Tocantins)

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