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Pará

PARÁ: Governo apreende 6,4 mil metros cúbicos de madeira sob suspeição, em Prainha

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O governo do Estado apreendeu 6,4 mil metros cúbicos de madeira em tora e serrada, na manhã deste sábado (16), na localidade de Santa Maria do Uruará, município de Prainha, na área da Reserva Extrativista (Resex) Renascer, oeste do Pará. A ação coordenada pelo chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, e pelo secretário de Estado de Meio Ambiente, Aníbal Picanço, foi uma resposta do governo ao confronto ocorrido na semana passada, na confluência dos rios Uruará e Tamuataí, onde dezenas de famílias de sete das 13 comunidades que vivem na área da Renascer – e acampam há 52 dias no local para evitar a saída de madeira da reserva -, foram atacadas a bala por seguranças ligados à madeireira. Dois agricultores foram feridos.

O porto da madeireira Jaraú, que já estava sob embargo judicial, foi fechado durante a operação. A empresa está proibida de retirar a madeira do local até que apresente os documentos que comprovam a legalidade da extração. Caso a madeira seja ilegal, como denunciam as comunidades da Renascer, a empresa terá de pagar o equivalente a R$ 3,4 milhões em multa e a madeira será leiloada, com renda revertida para as comunidades que vivem na Resex.

Autuação

Com apoio de dois helicópteros e duas lanchas do Sistema de Segurança Pública, Puty e Picanço se deslocaram do município de Monte Alegre até Santa Maria do Uruará para autuar a empresa. No pátio da madeireira foram recebidos por cerca de 60 pessoas lideradas pela vereadora Iane Amorim (PT do B). Segundo ela, o fechamento da madeireira prejudicará diretamente 200 pessoas, cujas famílias perderão sua fonte de renda. “Nós não temos atividades extrativistas aqui; a economia dessa região depende da pecuária e das madeireiras”, disse ela, para manifestar sua posição contrária à criação da Resex. “A reserva foi empurrada goela abaixo. Queremos a revisão da área”, acrescentou ela.

Cláudio Puty explicou que a governadora Ana Júlia Carepa enviou os secretários a Prainha para atender a um pedido da Prefeitura, cumprir a lei, garantir as prerrogativas da Resex e evitar que novos conflitos violentos possam resultar até em mortes. “A empresa foi autuada para comprovar a legalidade da madeira e está proibida de operar aqui na área da reserva”, disse Aníbal Picanço, ao informar que o contingente policial foi reforçado para assegurar uma operação “pente-fino” da Secretaria do Estado de Meio Ambiente (Sema), em todas as madeireiras da região, para averiguar a legalidade da madeira extraída.

Encontro

O secretário disse que tanto a governadora Ana Júlia Carepa quanto o presidente Lula não querem que a Resex represente prejuízos e se propôs a receber uma comissão de moradores das comunidades que se dizem prejudicadas para discutir suas reivindicações. O acordo estabeleceu a vinda de uma comissão a Belém, no início de fevereiro, para preparar um encontro de representantes do governo com essas comunidades em Prainha. “É preciso que a gente se preocupe com o futuro. Em outras regiões, onde a exploração predatória esgotou os recursos naturais, restou para a população o tráfico de drogas, a prostituição infantil e a miséria”, advertiu Puty.

Na área do acampamento, o secretário informou sobre as providências tomadas para evitar a atuação da Jaraú e disse que o governo do Pará vai chamar o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Ibama e a Polícia Federal para uma fiscalização conjunta nos próximos dias. O objetivo é averiguar as denúncias de retirada ilegal de madeira da reserva. Lideranças do acampamento relataram que a Jaraú aterrou a cabeceira do igarapé Tamuataí, nascente do rio de mesmo nome, para transportar a madeira que está sendo retirada da Renascer. “Eles estão atuando também na Verde para Sempre”, denunciou Rosa Maria Moraes Viegas, referindo-se à Resex também criada pelo governo federal na área do município de Porto de Moz.

Conselho popular

Um conselho popular com representantes das 13 comunidades da Renascer foi eleito com o objetivo de abrir o debate sobre a gestão da Resex, esclarecer as demais comunidades sobre a vantagem da criação da reserva e ajudar os órgãos governamentais na fiscalização da área.

“Eles enterram a madeira no meio do mato e nós podemos ajudar a encontrar”, disse Rosa Maria. Os comunitários também concordaram em levantar acampamento diante da informação de que o policiamento foi reforçado e a Jaraú proibida de operar.

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Pará

MARABÁ: Foram sepultadas nesta terça, 1º, ex-secretária de Turismo e filha mortas por pistoleiros

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Os corpos de Vanuza Barbosa, 41 anos, e sua filha, Jackciane Barbosa, 25 anos, foram enterrados na manhã desta terça-feira (1º) em um cemitério no núcleo São Félix, no bairro Novo Progresso, em Marabá, na região de Carajás, no estado do Pará.

As vítimas foram assassinadas na noite de domingo (29) em uma chácara que fica no núcleo São Félix. De acordo com informações preliminares colhidas pela Polícia Civil, Vanuza foi assassinada com um tiro no rosto e a Jackciane com um tiro no rosto e outro no peito.

Vanuza Barbosa foi secretária de turismo do município no período de 2009 a 2012. Jackciane Barbosa é bacharel de Direito e passou recentemente na proba da OAB.

Polícia Civil informou que investigação do caso segue em sigilo e que nenhum suspeito foi preso ainda.

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Pará

“Novo Cangaço” volta a atacar no Pará

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Uma quadrilha tomou as ruas de Cametá, no interior do Pará, a 235 km de Belém, no começo da madrugada desta quarta-feira (2), para assaltar bancos. Moradores relataram em redes sociais uma noite de terror. Um morador da cidade identificado como Alessandro de Jesus Lopes foi morto pelos assaltantes após ser feito de refém.

A ação tem características semelhantes à registrada em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, na madrugada desta terça (1º), em que uma quadrilha também fez ataques pelo município em ação para assaltar uma agência bancária.

Assim como ocorreu em Criciúma, a quadrilha que atacou Cametá também usou reféns como escudos para se locomover pelas ruas da cidade. As pessoas foram capturadas em bares. Os criminosos atiraram para cima durante mais de uma hora. O grupo usou armas de alto calibre e explosivos.

Um quartel da Polícia Militar (PM) foi atacado, impedindo a saída dos policiais. Esse método também foi utilizado pelos homens que levaram terror a Criciúma.

“Muita gente estava assistindo ao jogo, os bares estavam lotados”, diz Márcio Mendes, morador da cidade, em entrevista a GloboNews. “Renderam as pessoas e levaram para frente da base da Polícia Militar.”

Ao menos 2 agências bancárias foram atacadas, segundo relatos de moradores. Uma, do Banco do Brasil, fica no prédio da Câmara dos Vereadores e ficou destruída. A outra é do Banpará, o banco estadual.

Os bandidos deixaram a cidade por volta de 1h30. Segundo a PM, o grupo fugiu usando carros e barcos – a cidade fica às margens do Rio Tocantins. Ainda não se sabe o que foi levado, qual é o tamanho da quadrilha e se alguém foi detido.

Por volta das 2h, o prefeito da cidade pediu que as pessoas ficassem em casa. “Nossa cidade sempre foi pacífica”, escreveu Valente.

Cametá é uma das 10 maiores cidades do Pará, com cerca de 136 mil habitantes, segundo o IBGE.

O governador Helder Barbalho (MDB) disse que acompanha o caso.

“Já estou em contato com a cúpula da segurança pública do Estado acompanhando as providências que estão sendo tomadas neste episódio, no município de Cametá. Não mediremos esforços para que o quanto antes seja retomada a tranquilidade e os criminosos sejam presos. Minha total solidariedade ao povo cametaense”, escreveu governador.

Em 2020, o estado registrou ao menos dois outros assaltos semelhantes: um em Ipixuna do Pará, em 30 de janeiro, e em São Domingos do Capim, em 3 de abril. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, “praticamente todos os envolvidos” foram presos.

Cametá está localizada às margens do Rio Tocantins, próximo à Ilha do Marajó, no Norte do estado. O acesso à cidade não é considerado fácil. Muitas pessoas usam barcos pela região.

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Pará

REDENÇÃO: Operação Seguro Fake apura fraudes em benefícios do seguro desemprego

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A Polícia Federal deflagrou nesta manhã de terça, 1, a Operação Seguro Fake II, que visa apurar esquema de fraudes ao seguro desemprego, e outros benefícios sociais, no Pará.

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Belém, a maioria deles relacionados a alvos localizados na cidade de Redenção/PA, sendo um dos  mandados cumprido em Palmas/TO. A Justiça determinou também a indisponibilidade de bens de quatro alvos, para fins de ressarcimento dos prejuízos causados à Fazenda Pública, que comprovadamente já ultrapassam o valor um milhão de reais.

Os crimes investigados são o estelionato previdenciário (art.171, parágrafo 3, do Código Penal), inserção de dados falsos em sistema de informação (art.313-A do Código Penal) e organização criminosa (art.2, caput, da Lei n° 12850/2013).

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