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quinta-feira, 07 / julho / 2022
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PARÁ: Hospital de Guarnição estuda convênio com Secretaria de Saúde

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Há 60 dias na direção do Hospital de Guarnição de Marabá (HGuMba), o tenente-coronel médico Jânio Yukishigue Seto, afirma que é necessário uma adequação ao avanço da medicina. Por isso, de acordo com ele, foi feito um mapeamento dos processos que existem no hospital e, com isso, um planejamento de gestão. Ainda segundo o oficial, o atendimento à sociedade marabaense é uma das preocupações da direção do HGuMba.

Jânio Seto contou que a secretária de saúde, Joelma Sarmento, procurou a direção do HGuMba buscando manter alguns convênios. Porém, para que isso venha a se concretizar, ainda segundo o oficial médico, estão sendo feitas várias análises, com o objetivo de oferecer à comunidade melhorias no setor da saúde. Tendo em vista a atual carência da população. “Nós estamos aqui para poder ajudar”, afirmou Seto.

Questionado a respeito da parceria entre o HGuMba e o Hospital Municipal de Marabá (HMM), tão anunciada, mas até então não formalizada efetivamente, Jânio Seto disse que a SMS solicitou que Hospital de Guarnição atenda pacientes do município pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e também realize algumas campanhas específicas.

“Entre as solicitações da secretária estão cirurgias de laqueadura às cidadãs do município”, revelou o médico, apontando ainda que serão feitas campanhas focadas nesse assunto. Contudo, apontou que o HGuMba está apto a participar de outras ações a cidade e até de situações emergenciais. “Estamos, inclusive, participando da Campanha Contra a Dengue em parceria com a prefeitura”, destacou ele.

Perguntado a propósito do atendimento do SUS pelo hospital do Exército, o médico militar respondeu que os órgãos interessados estão analisando a possibilidade de efetuar esse convênio. “Isso, porque nós temos um espaço ocioso dentro do hospital e nosso interesse é poder ajudar, de alguma forma, à comunidade”, acentuou, acrescentando que só falta acertar, junto ao escalão superior em Belém, a parte legal e, feito isso, se iniciará o atendimento.

O HGuMba tem, hoje, 13 médicos e 35 leitos podendo ser desdobrados para 50, conforme explicou Seto. “Destes 35 leitos, cerca de 40% são ociosos, durante determinado período mensal. Portanto, podemos ocupá-los diante de algumas necessidades do município”, sustentou, esclarecendo, porém, que isso ainda precisa ser acordado com o município. “Estamos analisando para ver qual a viabilidade do convênio”, observou.

O tenente-coronel explicou ainda que o Hospital de Guarnição tem a finalidade de atender aos militares e seus dependentes. “Mas, como temos essa ociosidade, podemos oferecer o espaço para atender o cidadão do município”, ressaltou.

Dependência

Marabá ainda não tem em seu quadro efetivo de profissionais da saúde médicos permanentes. Assim, depende continuamente dos médicos que vêm para o HGuMba todos os anos. Jânio Seto acredita que um ajuste no gerenciamento do setor pode, ao menos, minorar as dificuldades. “Sabemos que em janeiro e fevereiro não se tem médicos. Portanto, é necessário fazer um ajuste prévio, tendo em vista esta situação”, opinou, justificando que o Exército não pode atender unicamente à comunidade do município, em detrimento do seu público prioritário.

“Nesses 10 anos que já estou inserido nessa comunidade, a situação é, de certa forma, crônica. Mas, para ajustar, tem de haver vontade política, um melhor gerenciamento”, insistiu.

Condições 

Indagado também em relação aos requisitos para que um médico possa atender em determinada casa de saúde, Seto aponta as condições de trabalho como um dos principais atrativos para esses profissionais. Ele conta que muitos órgãos em Marabá oferecem essas condições e um bom salário, mas, quando o assunto é o Hospital Municipal, a sobrecarga e as más condições de trabalho desestimulam os médicos a trabalharem ali.

 “A maioria dos médicos que vem para Marabá é recém formada e no HMM se depara com uma estrutura que não lhe dá nenhuma segurança para trabalhar. Isso desestimula, é um desagregador de interesse”, atesta. (Carmem Sevilla – Correio do Tocantins)

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