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segunda-feira, 04 / julho / 2022
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PARÁ: Ibama multa e fecha madeireiras em Nova Ipixuna

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Nesta terça-feira (07), manifestantes fecharam por cerca de três horas o acesso ao centro de Nova Ipixuna pela rodovia PA-150. O movimento foi incentivado e financiado por madeireiros em protesto contra as ações realizadas pelo Ibama no município.

O instituto aplicou cerca de R$ 2 milhões em multas, apreendeu 200 metros cúbicos de madeira ilegal, três tratores, dois caminhões carvoeiros, fechou sete madeireiras e destruiu dezenas de fornos ilegais de carvão em duas semanas de fiscalização em Nova Ipixuna, sudeste paraense. O instituto intensificou as ações no município, há duas semanas, desde o assassinado dos líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva.

Os agentes federais em operação na região atuam em duas frentes. No Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, onde multam assentados que se associaram a madeireiros para explorar ilegalmente madeira e carvão, e nas próprias madeireiras de Nova Ipixuna. Do total de autuações, até o momento, as empresas do setor receberam mais de R$ 780 mil em multas.

Em todas as madeireiras fiscalizadas desde o início da operação, o Ibama encontrou irregularidades na comercialização de produtos florestais e no cumprimento das exigências das licenças ambientais, o que motivou os embargos já aplicados. Além disso, o histórico de reincidências nas empresas do setor provocou o requerimento de cassação das licenças de 12 madeireiras do município emitidas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará (Sema).

A operação conta com apoio da Polícia Rodoviária Federal de Marabá e do Batalhão de Polícia Ambiental de Belém.

Ibama multa desmates

O Ibama identificou até agora 23 lotes onde ocorreram desmatamentos e exploração irregular de madeira no Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna. Essas áreas, juntas, somam 340 hectares de florestas degradadas que começaram a ser alvos das autuações e embargos do instituto. As multas apenas por desmatamento poderão chegar a R$ 1,7 milhão, após a responsabilziação de todos os envolvidos.

Em um dos lotes, o Ibama já localizou e multou o ocupante em R$ 290 mil pela exploração ilegal de 58 hectares de mata nativa amazônica. O agricultor derrubou a floresta até na margem do rio para implantar pasto para gado, e usava a madeira para fazer carvão.  Apesar de ocupar a terra, não era assentado e nem morava no projeto agroextrativista. Segundo revelou aos fiscais, ele comprou parte do lote de um assentado em agosto do ano passado, por R$ 5 mil, numa transação não reconhecida pelo Incra.

Casos como este se repete em todo o assentamento. Das cerca de 200 famílias assentadas na época da criação do projeto (1997), atualmente o dobro vive aqui, seja porque elas invadiram uma área ou a adquiriram ilegalmente. A grande maioria não vive do agroextrativismo, do uso sustentável da floresta, mas da exploração ilegal de madeira e carvão, além da criação de gado.

Estudo do setor de Geoprocessamento do Ibama em Marabá confirmou que 2,7 mil hectares de florestas foram derrubadas para criação de gado dentro do Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira em apenas três anos. Em 2007, as florestas somavam 12,3 mil hectares e as áreas de uso alternativo (ou seja, as já convertidas para pecuária ou agricultura, esta em menor escala) representavam 10,4 mil hectares. Em 2010, as florestas caíram para 9,6 mil hectares e as áreas de uso alternativo cresceram para 12,2 mil.

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