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quarta-feira, 25 / maio / 2022
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PARÁ: Índice de doação de sangue é baixo

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No Pará, apenas 1,7% da população é doadora de sangue, enquanto que a indicação do Ministério da Saúde é de que em cada Estado brasileiro pelo menos 3% dos habitantes sejam doadores. Esse percentual mínimo é importante para garantir o melhor atendimento transfusional no País. Os dados são da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa).

O hemocentro tem a média diária de 250 doações de sangue e quase 300 atendimentos transfusionais. Somente no ano passado, o hemocentro coletou 91.290 bolsas de sangue e atendeu 142.875 transfusões da rede hospitalar. Entretanto, o número ainda é baixo para Fundação, ao ser considerado aspectos como o crescimento da demanda por sangue no País de 58,3% dos transplantes (de 2003 a 2009), o crescimento da expectativa de vida da população e o uso cada vez maior de sangue como suporte terapêutico em doenças hematológicas.

A gerente de Captação de Doadores e Cadastro de Doação de Medula Óssea, a assistente social Juciara Farias, explica que a falta de informação também é um empecilho para o aumento nas doações. “As pessoas pensam que é difícil, que é doloroso e que demora. Mas a captação dura, em média, 10 minutos”, acrescenta a gerente. Para tentar melhorar a situação, de 2007 a 2010 ocorreu a interiorização do Hemopa para outros municípios paraenses, “o que aumentou em 12% o número de doação em 2010”, acrescenta a assistente social.

Ao mesmo tempo, a Fundação intensificou as campanhas externas de doações de sangue. “Falta solidariedade e consciência da população. A Gerência de Captação de Doadores (GECAD) intensificou campanhas externas a duas unidades móveis. O fato resultou em 10.493 doações de sangue, nas 136 ações realizadas em 2010. Isso equivale a dois meses de coletas efetivas na sede do hemocentro”, comenta Juciara Farias.

Além de Belém, Castanhal, Santarém, Marabá, Altamira, Tucuruí, Redenção, Capanema e Abaetetuba possuem unidades do Hemopa. Apesar disso, a maior demanda de doação e de recepção, afirma a gerente, ainda é da capital paraense. “A população e o número de hospitais é maior, porque envolve toda a Região Metropolitana de Belém”, relata.

No Hemopa passam por dia 150 pessoas, enquanto que a capacidade é para 300. “Em campanhas e datas comemorativas o número tende a aumentar, mas ainda é pequeno. Falta mais consciência da população”, comenta a também assistente social do hemocentro, Alessandra Leite. O processo de doação, explica a assistente social, envolve a identificação, a triagem clinica, a coleta e o lanche. “Todo o processo dura em média 45 minutos. Basta a pessoa vir com o pensamento de ser solidário. Além disso, sempre há um profissional qualificado atendendo o doador”, explica, completando que a Fundação coleta, processa, armazena e distribui o sangue para a rede hospitalar do Estado.

Além da doação de sangue, o hemocentro também realiza cadastro para doadores de medula óssea. O serviço é oferecido desde 2002 e é ligado ao Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), ligado ao Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Rio de Janeiro. Até março deste ano, 61 mil pessoas estavam cadastradas como doadoras, mas o número ainda é baixo quando se considera o dado estatístico de compatibilidade da medula. Segundo a gerente de captação, Juciara Farias, a chance de compatibilidade é de um em um universo de 10 mil pessoas. “Os dados genéticos precisam ser os mais próximos para que não ocorra a rejeição. Isso é preocupante. No Brasil, a cada 100 mil pessoas cadastradas a chance de doação é de 1%. Ou seja, quanto maior o número de cadastrados, maior a possibilidade de achar um doador compatível”, afirma Juciara Farias. O fato é confirmado pela lista de espera para transplantes. No Pará, 150 pessoas aguardam pelo transplante. Já no Brasil são 2.200 pessoas na espera. (Jornal Amazônia)

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