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Pará

PARÁ: Indústria madeireira continua demitindo

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O cenário da indústria madeireira não foi dos melhores no Pará em 2009. No setor, mais de 1.500 empregos foram extintos no ano passado. De 2007 a 2008, o déficit chega a 10 mil postos de trabalho fechados. OS dados foram divulgados nesta segunda-feira (15) pelo Dieese/PA (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

O estudo foi elaborado com base nos municípios paraenses e nas classes do setor madeireiro (serrarias, fabricação de madeira laminada e de chapas de madeira compensada, fabricação de estruturas de madeira e de artigos de carpintaria para construção, fabricação de artefatos de tanoaria e embalagens de madeira e fabricação de artefatos diversos de madeira, palha, cortiça, etc.).

Segundo o Dieese, nos últimos dois anos (2007 e 2008), o impacto do desemprego no setor formal da indústria da madeira no Pará foi muito forte. Em 2007, foram feitas 16.882 admissões contra 19.902 desligamentos, gerando um saldo negativo de 3.020 postos de trabalho. Este saldo negativo foi puxado principalmente pelo desemprego nas serrarias, com a perda de 2.024 postos de trabalho.

Em 2008, a situação piorou ainda mais. Foram 12.343 admissões contra 19.071 desligamentos, gerando um saldo negativo de 6.728 empregos. Novamente as serrarias puxaram o desemprego no setor, com a perda de 5.132 postos de trabalho. ‘Isso quer dizer que somente em dois anos, no comparativo entre admitidos e desligados, o setor da indústria da madeira no Pará perdeu 9.748 postos de trabalho formais, a maioria (o equivalente a 73% do total) nas serrarias’, avaliou o supervisor técnico do departamento, Roberto Sena.

Em 2009, o saldo também foi negativo, mas em número menor do que o verificado nos anos anteriores. Foram feitas 10.105 admissões contra 11.636 desligamentos, gerando um saldo negativo de 1.531 empregos

Classes

Ainda de acordo com o levantamento do Dieese, entre as atividades econômicas do setor, todas as classes apresentaram recuo na geração de postos de trabaho. O pior desempenho, mais uma vez, ficou por conta das serrarias, que realizaram 7.606 admissões contra 8.553, gerando um saldo negativo de 953 postos de trabalho.

Em seguida vem a fabricação de madeira laminada e de chapas de madeira compensadas, que fez no período 2.021 admissões contra 2.390 desligamentos, gerando um saldo negativo de 369 postos de trabalho; fabricação de artefatos de madeira, palha, cortiça, etc., que fez no período 93 admissões contra 283 desligamentos, gerando um saldo negativo de 190 empregos; fabricação de artefatos de tanoaria, com 6 admissões e 18 desligamentos; e fabricação de estruturas de madeira, com 379 admissões contra 386 desligamentos.

Cidades

O estudo também analisou a situação nos municípios do Estado com mais de 30 mil habitantes, onde o setor madeireiro tem expressiva participação. Em 2009, a grande maioria dos municípios analisados apresentou resultados negativos na geração de empregos. As maiores perdas ocorreram nos seguintes municípios:

Belém, com a extinção de 608 postos de trabalhos; Paragominas, com a perda de 354 postos de trabalho; Ananindeua, com a redução de 275 empregos; Santarém, com a extinção de 158 postos de trabalho; Jacundá, com a extinção de 152 postos de trabalho; Rondon do Pará, com a perda de 113 postos de trabalho; Pacajá, com a extinção de 106 postos de trabalho; Abel Figueiredo, com a perda de 96 empregos; Marituba, com a extinção de 74 postos de trabalho; Aurora do Pará, com a redução de 64 empregos; e Marabá, com a extinção de 51 postos de trabalho.

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Pará

MARABÁ: Foram sepultadas nesta terça, 1º, ex-secretária de Turismo e filha mortas por pistoleiros

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Os corpos de Vanuza Barbosa, 41 anos, e sua filha, Jackciane Barbosa, 25 anos, foram enterrados na manhã desta terça-feira (1º) em um cemitério no núcleo São Félix, no bairro Novo Progresso, em Marabá, na região de Carajás, no estado do Pará.

As vítimas foram assassinadas na noite de domingo (29) em uma chácara que fica no núcleo São Félix. De acordo com informações preliminares colhidas pela Polícia Civil, Vanuza foi assassinada com um tiro no rosto e a Jackciane com um tiro no rosto e outro no peito.

Vanuza Barbosa foi secretária de turismo do município no período de 2009 a 2012. Jackciane Barbosa é bacharel de Direito e passou recentemente na proba da OAB.

Polícia Civil informou que investigação do caso segue em sigilo e que nenhum suspeito foi preso ainda.

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Pará

“Novo Cangaço” volta a atacar no Pará

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Uma quadrilha tomou as ruas de Cametá, no interior do Pará, a 235 km de Belém, no começo da madrugada desta quarta-feira (2), para assaltar bancos. Moradores relataram em redes sociais uma noite de terror. Um morador da cidade identificado como Alessandro de Jesus Lopes foi morto pelos assaltantes após ser feito de refém.

A ação tem características semelhantes à registrada em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, na madrugada desta terça (1º), em que uma quadrilha também fez ataques pelo município em ação para assaltar uma agência bancária.

Assim como ocorreu em Criciúma, a quadrilha que atacou Cametá também usou reféns como escudos para se locomover pelas ruas da cidade. As pessoas foram capturadas em bares. Os criminosos atiraram para cima durante mais de uma hora. O grupo usou armas de alto calibre e explosivos.

Um quartel da Polícia Militar (PM) foi atacado, impedindo a saída dos policiais. Esse método também foi utilizado pelos homens que levaram terror a Criciúma.

“Muita gente estava assistindo ao jogo, os bares estavam lotados”, diz Márcio Mendes, morador da cidade, em entrevista a GloboNews. “Renderam as pessoas e levaram para frente da base da Polícia Militar.”

Ao menos 2 agências bancárias foram atacadas, segundo relatos de moradores. Uma, do Banco do Brasil, fica no prédio da Câmara dos Vereadores e ficou destruída. A outra é do Banpará, o banco estadual.

Os bandidos deixaram a cidade por volta de 1h30. Segundo a PM, o grupo fugiu usando carros e barcos – a cidade fica às margens do Rio Tocantins. Ainda não se sabe o que foi levado, qual é o tamanho da quadrilha e se alguém foi detido.

Por volta das 2h, o prefeito da cidade pediu que as pessoas ficassem em casa. “Nossa cidade sempre foi pacífica”, escreveu Valente.

Cametá é uma das 10 maiores cidades do Pará, com cerca de 136 mil habitantes, segundo o IBGE.

O governador Helder Barbalho (MDB) disse que acompanha o caso.

“Já estou em contato com a cúpula da segurança pública do Estado acompanhando as providências que estão sendo tomadas neste episódio, no município de Cametá. Não mediremos esforços para que o quanto antes seja retomada a tranquilidade e os criminosos sejam presos. Minha total solidariedade ao povo cametaense”, escreveu governador.

Em 2020, o estado registrou ao menos dois outros assaltos semelhantes: um em Ipixuna do Pará, em 30 de janeiro, e em São Domingos do Capim, em 3 de abril. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, “praticamente todos os envolvidos” foram presos.

Cametá está localizada às margens do Rio Tocantins, próximo à Ilha do Marajó, no Norte do estado. O acesso à cidade não é considerado fácil. Muitas pessoas usam barcos pela região.

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Pará

REDENÇÃO: Operação Seguro Fake apura fraudes em benefícios do seguro desemprego

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A Polícia Federal deflagrou nesta manhã de terça, 1, a Operação Seguro Fake II, que visa apurar esquema de fraudes ao seguro desemprego, e outros benefícios sociais, no Pará.

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Belém, a maioria deles relacionados a alvos localizados na cidade de Redenção/PA, sendo um dos  mandados cumprido em Palmas/TO. A Justiça determinou também a indisponibilidade de bens de quatro alvos, para fins de ressarcimento dos prejuízos causados à Fazenda Pública, que comprovadamente já ultrapassam o valor um milhão de reais.

Os crimes investigados são o estelionato previdenciário (art.171, parágrafo 3, do Código Penal), inserção de dados falsos em sistema de informação (art.313-A do Código Penal) e organização criminosa (art.2, caput, da Lei n° 12850/2013).

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