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Pará

PARÁ: Investimento de R$ 14 milhões revitaliza bairro mais antigo de Marabá

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O governo do Pará, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Regional (Sedurb), está revitalizando o bairro Francisco Coelho, o mais antigo da cidade de Marabá e conhecido como Cabelo Seco, município do sul do Estado. A obra utiliza recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e beneficiará dezenas de famílias que sofriam com as cheias dos rios Itacaiúnas e Tocantins.

O investimento ultrapassa R$ 14 milhões, incluindo construções de casas, praça com espaço para atividades culturais e de lazer, urbanização completa da orla e de vias, além de projetos sociais que visam gerar emprego e renda para a comunidade local. O objetivo, segundo João Xavier, assessor técnico da Sedurb e fiscal da obra pelo PAC, é valorizar a comunidade a partir do próprio perfil socioeconômico.

O projeto é grandioso. No canteiro de obras, 171 operários atuam em várias frentes de trabalho. Materiais de construção como tubos de concreto, lajes pré moldadas e andaimes em madeira, são fabricados no município. Essa condição, segundo o mestre de obras Alfredo Rocha Soares, amplia o número de vagas e barateia a obra. As casas serão distribuídas em dez blocos de alvenaria, seguindo o padrão de habitação popular com dois quartos, sala, cozinha e banheiro.

A primeira fase, prevista para ser entregue em março de 2010, está sendo concluída, faltando apenas os detalhes do reboco e pintura. Para a próxima etapa, o consórcio que assina os projetos de engenharia e arquitetura vai preparar as mulheres da comunidade do bairro para trabalharem no local. “O curso para as mulheres deve começar no início do ano”, informou Alfredo Rocha, que já conta com o trabalho de três mulheres na função de pedreiro, ajudante de pedreiro e agente administrativo. “E elas são ótimas!”, ressaltou.

Mudança

A obra no bairro do Francisco Coelho vai mudar a realidade de dezenas de famílias. Segundo João Xavier, o governo do Estado está tendo a preocupação de não entregar apenas a obra física, mas também a documentação oficial dos imóveis. Para isso, um trabalho minucioso de regularização fundiária está sendo desenvolvido por técnicos da Universidade Federal do Pará (UFPA). Já a Sedurb trabalha no processo social de identificação socioeconômica das famílias que devem receber as casas.

O objetivo é reunir os grupos em cooperativas e associações de trabalhadores para que as famílias movimentem a economia local aproveitando o potencial econômico da obra, como pontos de estacionamento, quiosques e os complexos de esporte e cultura. Por enquanto, somente 48 famílias que moravam na área antes da obra estão selecionadas para receber os imóveis. A Sedurb tem outro cadastro de reserva, com 32 nomes, que ainda aguardam o fim da avaliação socioeconômica.

Outra mudança significativa é a determinação do governo em garantir mais qualidade de vida para os moradores da área. Durante visita ao local, a governadora Ana Júlia Carepa assumiu esse compromisso.

O bairro Francisco Coelho é um dos mais carentes de Marabá. O local também ficou famoso com as zonas boêmias e pelo envolvimento de crianças e adolescentes com o uso de drogas. “Por isso, dá muito orgulho em estar trabalhando na reconstrução de um bairro e de vidas de pessoas esquecidas. Aqui temos a verdadeira vontade política de mudar a realidade pobre de uma comunidade”, enfatizou Abdoral Lima Rocha, técnico em segurança do trabalho, que acompanha a execução da obra.

Importância

O bairro Francisco Coelho está localizado próximo à junção dos rios Tocantins e Itacaiúnas, um área muito atingida pelas enchentes anuais. As famílias mais antigas recordam histórias de sofrimento devido à perda de objetos pessoais, móveis e de anos de trabalho. O bairro, que tem uma importância histórica na Velha Marabá (ou Marabá Pioneira), foi formado por comunidades de pescadores, lavadeiras e remanescentes de quilombos.

Essa característica contribuiu para o bairro ser incluído no cronograma da obra de revitalização, que segundo João Xavier tem duas finalidades: aliviar os impactos das águas dos rios que banham a cidade e promover a melhoria da qualidade de vida dos habitantes mais carentes, uma das prioridades do governo do Estado.

Empregos

A revitalização do bairro se tornou um campo de oportunidades de trabalho para a comunidade local e de municípios vizinhos. O consórcio que administra a obra ofereceu cursos e treinou mão de obra. A revitalização mobiliza 171 operários, principalmente carpinteiros, pedreiros e ajudantes de pedreiro, cujos salários variam entre R$ 520,00 e R$ 730,00.

Três mulheres estão entre os operários contratados, duas nas funções de pedreiro e servente. A mais antiga na profissão é Edilene Baia de Farias, 24 anos, que começou a trabalhar como servente de pedreiro num canteiro de obras no município de Tucuruí, e depois veio para Marabá atraída pela reconstrução do bairro. “É um sonho estar aqui. Eu tenho muito orgulho em saber que pessoas pobres como eu vão ganhar uma casa que ajudei a construir”, disse ela.

Desempenhando a função de pedreiro, Ademildes Correia disse que não está arrependida por ter escolhido uma profissão que exige tanto esforço físico. Uma colher de pedreiro cheia de cimento e areia pesa em média um quilo, e a operária faz inúmeros movimentos repetitivos durante horas de trabalho. “Mas eu não desanimo. Estou estudando firme, pois meu sonho é ser engenheira civil”, contou Ademildes.

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Pará

Neste sábado completa 25 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás

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Há exatos 25 anos, em 17 de abril de 1996, uma quarta-feira, centenas de trabalhadores rurais acampavam com suas famílias no local conhecido como curva do S, na atual BR-155, município de Eldorado dos Carajás, região sudeste do Pará, quando foram cercados por policiais militares vindos do quartel de Parauapebas, de um lado, e do batalhão de Marabá, pelo outro.

O plano dos trabalhadores era marchar até Belém para reivindicar a desapropriação da Fazenda Macaxeira, no município vizinho de Curianópolis, apontada como improdutiva pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Naquele dia específico, com poucos alimentos para seguir viagem, eles decidiram bloquear a estrada em protesto. Por determinação do governo estadual, a Polícia Militar foi então enviada para liberar a via.

“Ficamos no fogo cruzado, bala de um lado, bala de outro, muito mato pra gente poder correr”, conta Maria Zelzuita, de 56 anos, sobrevivente do massacre de Eldorado dos Carajás. Ela disse à Agência Brasil que, ao virar para trás, antes de fugir, viu uma companheira de marcha com o maxilar sangrando: ao gritar “reforma agrária”, a mulher teria sido atingida por tiros.

A ação policial resultou em 19 mortos, alguns com característica de execução, segundo laudos oficiais posteriores. Outras 79 pessoas ficaram feridas, duas das quais acabariam morrendo no hospital. Registradas pelo cinegrafista Raimundo Osvaldo Araújo, da TV Liberal, imagens do massacre mostraram os trabalhadores rurais reagindo com foices e facões enquanto eram alvejados. Ao fundo, podia-se ouvir o apelo da repórter Marisa Romão, que aos gritos de “tem mulheres e crianças” tentou pedir aos policiais que parassem de atirar. 

A comoção dentro e fora do país foi tamanha que o 17 de abril se tornou o Dia Internacional de Luta Camponesa. Todos os anos, desde o massacre, a Via Campesina, união camponesa internacional composta por 182 movimentos sociais, promove na data uma mobilização global. Neste ano, no contexto da pandemia de covid-19, o tema escolhido foi a defesa da soberania alimentar, com eventos previstos em dezenas de países.

Pandemia

“O massacre do Eldorado dos Carajás foi o primeiro grande momento de popularização da questão agrária”, frisa João Paulo Rodrigues, integrante da direção nacional do MST. No Brasil, o 17 de abril impulsionou mobilizações que historicamente já eram realizadas no mês pelo movimento. Nos últimos 25 anos, a data foi marcada por marchas, bloqueios e ocupações de terras consideradas improdutivas.

É no aniversário do massacre que o movimento “dialoga com a sociedade as bandeiras da reforma agrária popular, as bandeiras da produção, as bandeiras de uma sociedade mais justa e igualitária”, disse Marina dos Santos, também da direção nacional do MST. Desde o ano passado, contudo, no contexto da pandemia de covid-19, a orientação é evitar aglomerações e “focar nas ações de solidariedade”, afirmou ela.

Para este sábado, estão programados atos de doação de alimentos em todos os estados. Desde o início da pandemia, o movimento afirma ter doado mais de 4 mil toneladas de comida para combater a insegurança alimentar, sobretudo em periferias de regiões metropolitanas.

Outra parte da programação do 17 de abril migrou para a internet. O ato solene que costumava ocorrer todos os anos na curva do S, onde o “monumento das castanheiras queimadas” marca o ponto exato do massacre, neste ano voltará a ser realizado somente de modo virtual, com uma transmissão ao vivo pelas redes sociais.

“Neste ano de pandemia estamos em casa, mas o povo não tá calado, o movimento não tá calado”, assegurou a sobrevivente Maria Zelzuíta, que até hoje mora no assentamento 17 de abril, a pouco mais de 18 km da curva do S. Assim como faz há 25 anos, ela afirmou que irá ao local, mesmo que sozinha, para prestar homenagem às vítimas do massacre que, assim como ela, “tinham o sonho de uma terra, tinham um sonho de trabalhar”.

Situação atual

Passados 25 anos do massacre de Eldorado dos Carajás, o advogado José Batista Afonso, que atua em nome da Comissão Pastoral da Terra (CPT) no sudeste do Pará, frisa que a violência na disputa pela terra segue bastante presente na região. “Aqui não passa um ano sem ter assassinato de camponeses”, afirmou ele à Agência Brasil.

“Continua tendo uma concentração muito grande de conflitos sem solução. Nós temos mais de 200 fazendas em situação de conflito pelo domínio da área. Tem fazendeiros, grileiros, madeireiros e, no meio, mais ou menos 16 mil famílias de trabalhadores rurais”, disse o advogado.   

Uma das razões para a continuidade das mortes é a impunidade, avalia a CPT. Segundo levantamento da entidade, que é ligada à Igreja Católica e também a outras denominações religiosas, de 1.468 assassinatos no campo, somente 117 foram analisados por algum juiz, de qualquer instância, entre os anos de 1985 e 2018.

Nesse quesito, mesmo tendo resultado em duas condenações, Eldorado dos Carajás ainda costuma ser citada como exemplo de impunidade. Para os movimentos sociais, a investigação do caso falhou por não ter individualizado as condutas dos policiais envolvidos e ter poupado a cúpula do governo do Pará. “Quantos realmente apertaram o gatilho e foram responsáveis pelas mortes? Além dos executores, quem é que determinou [a operação]?”, indagou José Batista Afonso. “Essa investigação não chegou nesse nível nunca”, afirmou ele.

O julgamento do caso levou quase duas décadas até que se esgotassem todos os recursos possíveis. Dos 155 policiais que tiveram participação no episódio, somente dois foram condenados: o major José Maria de Oliveira, comandante da operação, com pena de 158 anos e 4 meses de prisão; e o coronel Mário Colares Pantoja, comandante do batalhão de Marabá, com pena de 228 anos de prisão. Ambos foram presos em 2012, 16 anos após o massacre.

Pantoja, que após ser beneficiado por um habeas corpus cumpria prisão domiciliar, morreu em novembro do ano passado, vítima de covid-19. (Felipe Pontes / Fotos: J.R. Ripper)

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Pará

Jader e Zequinha vão compor CPI da Covid-19 como suplentes

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O estado do Pará, terá dois membros suplentes na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), do Senado Federal, que vai investigar o dinheiro federal que foi para cidades e Estados, além das omissões do Governo Federal no combate à Covid-19.

Os senadores Jader Barbalho (MDB) e Zequinha Marinho (PSC), foram indicados como membros suplentes.


A 1ª reunião da CPI precisará ser presencial para a eleição do presidente do grupo. Esse encontro deve ser acordado entre os membros e pode ser já na próxima quinta, 22.

A divisão de cadeiras dos 11 titulares e 7 suplentes de comissões é feita, tradicionalmente, baseada no tamanho dos blocos partidários que existem na Casa.

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Pará

MARABÁ: Vacinação em idosos a partir de 60 anos reinicia nessa quinta, 15

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A Prefeitura informa que a partir de amanhã (15.04) recomeça a vacinação da primeira dose para os idosos com 60 anos de idade ou superior. Serão disponibilizados dois locais para para vacinação:

  • Colégio Militar ( CMRIO ) – Nova Marabá
  • Colégio Anísio Teixeira – Cidade Nova

O horário de atendimento será das 8 às 17 horas.

É importante ressaltar também que os pontos de vacinação de segunda dose para os idosos a partir de 75 anos vacinados com o imunizante CORONAVAC também estará funcionando nos seguintes locais:

  • Marabá Pioneira – Escola Judith Gomes Leitão
  • Cidade Nova – Escola Irmã Theodora
  • Nova Marabá – Escola Jonathas Pontes Athias
  • Morada Nova – Escola Paulo Umbelino Ferreira
  • São Félix Pioneiro – Escola Jarbas Passarinho

É importante levar o cartão de vacinação e observar a data que foi estipulada para a segunda dose para esta faixa etária.

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