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Pará

PARÁ: Licença social se torna uma nova referência para as empresas paraenses

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Uma das palavras mais utilizadas no ambiente corporativo nos últimos tempos é transparência. O termo tornou-se um verdadeiro desafio para as empresas que buscam, além de uma atuação correta e legal, a aceitação da sociedade para continuar desempenhando suas atividades de maneira satisfatória. Em termos legais, essa condição – chamada de licença social – não é uma exigência, mas as companhias estão cada vez mais sensíveis ao ser humano e passaram a enxergá-lo como um elemento que tem a somar ao seu empreendimento.

A licença social, embora pareça um conceito complexo, pode ser explicado como a “abertura das portas para a comunidade”; uma forma de mostrar o que a companhia faz, qual o resultado do seu trabalho e que benefícios os cidadãos podem ter a partir deste contato.

De acordo com o especialista em mediação social Rolf Georg Fuchs, diretor da empresa Integratio, cada vez mais as instituições têm se preocupado com o relacionamento com seus stakeholders e têm buscado desenvolver suas atividades dentro da conformidade. “Quem chega a um local tem que pedir permissão e ser aceito. Então, o caminho é entender que pessoas, mesmo externas à organização, têm direitos como o conhecimento de riscos e impactos, direitos de serem ouvidas e, principalmente, o direito de serem respeitadas”, avalia Rolf.

No Pará, Estado destaque na produção mineral, diversas empresas desenvolvem atividades para aproximar a sociedade de suas fábricas e uma dessas ações são os programas de visitas para estudantes, integrantes do poder público e comunidade em geral. A Imerys RCC, empresa que beneficia caulim na região de Barcarena, nordeste do Pará, recebe formadores de opinião, comunidade, estudantes, instituições de pesquisa e autoridades governamentais para conhecer o processo de beneficiamento do caulim, suas aplicações e os projetos sociais da empresa, promovendo uma nova experiência aos visitantes.

O programa de visitas é chamado de Bem Vindo e foi criado em 2005. No princípio, os encontros atendiam principalmente as famílias, para que esposas e filhos conhecessem o trabalho dos colaboradores. Mas o sucesso foi tanto que a Imerys se sentiu motivada a ampliar a ação. “Mais do que apresentar a empresa, o programa Bem Vindo estimula a aproximação com as comunidades. Para cada grupo que nos visita, sempre surgem novas demandas, novos pedidos”, avalia a analista de gestão de pessoas Luziane Souza. Em média, são realizadas três visitas por mês – de janeiro a outubro deste ano, já foram realizados cerca de 40 Bem Vindos, com a participação de aproximadamente 200 pessoas.

Também em Barcarena, a Alubar põe à disposição sua fábrica para mostrar aos visitantes seu processo industrial, políticas ambientais e projetos sociais – tudo é feito por engenheiros que explicam o sistema de fabricação dos vergalhões e cabos elétricos. “Cada visita tem uma programação diferente. A Alubar abre as portas para a sociedade civil e para possíveis parcerias. Por isso, recebemos desde visitas institucionais como representantes de governos, embaixadores de outros países ou organizações financeiras, até grupos de estudantes de escolas técnicas e universidades”, explica Mônica Alvarez, Analista de Comunicação da Alubar Cabos e Metais.

Segundo Rolf, a licença social, que será um dos assuntos debatidos em Belém, durante o 2º Congresso de Mineração da Amazônia – Exposibram Amazônia 2010, é uma discussão nova e abrangente, com conceitos ainda em construção. Mas é importante não visualizar o tema como um modismo, e sim como a formação de valores e novos paradigmas – status já visualizado na indústria de mineração do Pará.

“São muitos os casos de empreendimentos que foram inviabilizados por pressão da sociedade. Quando as pessoas são parte do foco das empresas, elas se tornam aliadas. O prejuízo total só se contabiliza depois – e costuma ser muitas vezes maior do que se poderia imaginar. Portanto, o investimento preventivo, construtivo e progressivo na construção de bases sólidas é mais baixo do que o custo de uma crise”, conclui o especialista. (O Liberal)

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Pará

MARABÁ: Foram sepultadas nesta terça, 1º, ex-secretária de Turismo e filha mortas por pistoleiros

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Os corpos de Vanuza Barbosa, 41 anos, e sua filha, Jackciane Barbosa, 25 anos, foram enterrados na manhã desta terça-feira (1º) em um cemitério no núcleo São Félix, no bairro Novo Progresso, em Marabá, na região de Carajás, no estado do Pará.

As vítimas foram assassinadas na noite de domingo (29) em uma chácara que fica no núcleo São Félix. De acordo com informações preliminares colhidas pela Polícia Civil, Vanuza foi assassinada com um tiro no rosto e a Jackciane com um tiro no rosto e outro no peito.

Vanuza Barbosa foi secretária de turismo do município no período de 2009 a 2012. Jackciane Barbosa é bacharel de Direito e passou recentemente na proba da OAB.

Polícia Civil informou que investigação do caso segue em sigilo e que nenhum suspeito foi preso ainda.

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Pará

“Novo Cangaço” volta a atacar no Pará

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Uma quadrilha tomou as ruas de Cametá, no interior do Pará, a 235 km de Belém, no começo da madrugada desta quarta-feira (2), para assaltar bancos. Moradores relataram em redes sociais uma noite de terror. Um morador da cidade identificado como Alessandro de Jesus Lopes foi morto pelos assaltantes após ser feito de refém.

A ação tem características semelhantes à registrada em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, na madrugada desta terça (1º), em que uma quadrilha também fez ataques pelo município em ação para assaltar uma agência bancária.

Assim como ocorreu em Criciúma, a quadrilha que atacou Cametá também usou reféns como escudos para se locomover pelas ruas da cidade. As pessoas foram capturadas em bares. Os criminosos atiraram para cima durante mais de uma hora. O grupo usou armas de alto calibre e explosivos.

Um quartel da Polícia Militar (PM) foi atacado, impedindo a saída dos policiais. Esse método também foi utilizado pelos homens que levaram terror a Criciúma.

“Muita gente estava assistindo ao jogo, os bares estavam lotados”, diz Márcio Mendes, morador da cidade, em entrevista a GloboNews. “Renderam as pessoas e levaram para frente da base da Polícia Militar.”

Ao menos 2 agências bancárias foram atacadas, segundo relatos de moradores. Uma, do Banco do Brasil, fica no prédio da Câmara dos Vereadores e ficou destruída. A outra é do Banpará, o banco estadual.

Os bandidos deixaram a cidade por volta de 1h30. Segundo a PM, o grupo fugiu usando carros e barcos – a cidade fica às margens do Rio Tocantins. Ainda não se sabe o que foi levado, qual é o tamanho da quadrilha e se alguém foi detido.

Por volta das 2h, o prefeito da cidade pediu que as pessoas ficassem em casa. “Nossa cidade sempre foi pacífica”, escreveu Valente.

Cametá é uma das 10 maiores cidades do Pará, com cerca de 136 mil habitantes, segundo o IBGE.

O governador Helder Barbalho (MDB) disse que acompanha o caso.

“Já estou em contato com a cúpula da segurança pública do Estado acompanhando as providências que estão sendo tomadas neste episódio, no município de Cametá. Não mediremos esforços para que o quanto antes seja retomada a tranquilidade e os criminosos sejam presos. Minha total solidariedade ao povo cametaense”, escreveu governador.

Em 2020, o estado registrou ao menos dois outros assaltos semelhantes: um em Ipixuna do Pará, em 30 de janeiro, e em São Domingos do Capim, em 3 de abril. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, “praticamente todos os envolvidos” foram presos.

Cametá está localizada às margens do Rio Tocantins, próximo à Ilha do Marajó, no Norte do estado. O acesso à cidade não é considerado fácil. Muitas pessoas usam barcos pela região.

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Pará

REDENÇÃO: Operação Seguro Fake apura fraudes em benefícios do seguro desemprego

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A Polícia Federal deflagrou nesta manhã de terça, 1, a Operação Seguro Fake II, que visa apurar esquema de fraudes ao seguro desemprego, e outros benefícios sociais, no Pará.

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Belém, a maioria deles relacionados a alvos localizados na cidade de Redenção/PA, sendo um dos  mandados cumprido em Palmas/TO. A Justiça determinou também a indisponibilidade de bens de quatro alvos, para fins de ressarcimento dos prejuízos causados à Fazenda Pública, que comprovadamente já ultrapassam o valor um milhão de reais.

Os crimes investigados são o estelionato previdenciário (art.171, parágrafo 3, do Código Penal), inserção de dados falsos em sistema de informação (art.313-A do Código Penal) e organização criminosa (art.2, caput, da Lei n° 12850/2013).

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