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terça-feira, 05 / julho / 2022
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PARÁ: Marabá e Itupiranga entre as mais violentas do País

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Violência sem limites. É essa a avaliação do levantamento realizado pelo Instituto Sangari sobre o “Mapa da Violência 2011”, divulgado anteontem, quinta-feira (24), pelo Ministério da Justiça, o qual aponta três cidades paraenses entre as dez mais violentas do País. No estudo, a região Norte apresentou 108,1% de aumento nos índices de homicídio, tendo o Pará apresentado 273% de crescimento em seus quantitativos. Um triste dado para o Estado foi o destaque que a cidade de Itupiranga teve no levantamento. O pequeno município, localizado a 45 quilômetros de Marabá, alcançou o topo das cidades com o maior número de homicídios por habitantes no Brasil. “Com uma população de pouco mais de 42 mil habitantes (dados de 2008), o município tem uma taxa de 160,6 homicídios em cada 100 mil habitantes”, diz o levantamento.

No país, há um número reduzido de municípios que ultrapassa a casa dos 100 homicídios em cada 100 mil habitantes, fato sem comparação no contexto internacional. Entre eles estão outras duas cidades paraenses: Marabá e Goianésia do Pará. Estes municípios mais que quadriplicaram a já elevada média nacional de 26,4 homicídios em 100 mil habitantes.

Marabá se destaca mais uma vez no raios-x da violência, com 221 homicídios juvenis para cada 100 mil jovens.  Com 233.462 habitantes (dados do censo 2010), município ocupa a quarta colocação. Goianésia do Pará também foi mencionada na pesquisa, com a sexta posição de mais violenta.

Ainda no Pará, Ananindeua e Tailândia foram consideradas violentas. A primeira com o registro de 199 homicídios para cada 100 mil, assim como Tailândia, com 147 mortes. No Brasil, em 2008, foram contabilizados homicídios de jovens em 1.894 municípios, ou seja, em um terço dos municípios do país.

Aumento

O Mapa da Violência mostrou que entre os anos de 1998 e 2008, o número total de homicídios no Brasil registrados pelo Sistema de Informação sobre Mortalidade passou de 41.950 para 50.113, o que representa um incremento de 17,8%, levemente superior ao incremento populacional do período que, segundo estimativas oficiais, foi de 17,2%. Na década estudada, todas as regiões, com exceção do sudeste, tiveram crescimento nos índices de homicídio.

Uma das conclusões da pesquisa é de que a violência é a principal causa de morte entre a população jovem (de 15 a 24 anos). As mortes violentas representam 62,8% das causas de mortes entre os jovens em todo o País. Os homicídios são responsáveis por 39,7% do total de mortes, mais que os acidentes de trânsito (19,3%) e os suicídios (3,9%).

Em 10 anos, a taxa de homicídios na população de 15 a 24 anos saltou de 47,7 para 52,9 em 100 mil habitantes (aumento de 10,9%). No mesmo período, a taxa de homicídio na população total (jovem e não jovem) passou de 25,9 para 26,4, um aumento de 1,9%.

Capital

A violência também não para de crescer na Região Metropolitana de Belém. Segundo o “Mapa da Violência 2011”, o número de homicídios na região cresceu 189,3% em dez anos. O levantamento revela que, entre 1998 e 2008, o número total de assassinatos saltou de 403 para 1.166, o que representa mais de 97 homicídios por mês. Entre as vítimas, 287 tinham idade entre 15 e 24 anos. A evolução de casos é a terceira maior do país, atrás somente das regiões metropolitanas de Salvador (435,1%) e de Curitiba (197,7%).

Os dados apontam uma taxa de 47 homicídios para cada 100 mil habitantes na capital paraense. Em 1998, essa taxa era de 29,1 para cada 100 mil. As taxas de Belém implicam no rendimento geral do Estado. Pelo levantamento, o Pará é o quarto Estado mais violento do País. No início da década, a posição paraense era o 19º lugar. Saiu da taxa de homicídios de 13,3 para 39,2 a cada 100 mil habitantes. É o maior índice da região Norte, mas o Amapá aparece em seguida, na quinta posição (34,4/100 mil). A maior proporção de assassinatos é em Alagoas, onde são 60,3 homicídios a cada grupo de 100 mil habitantes. Depois aparecem Espírito Santo e Pernambuco, com as médias de 56,4 e 50,7, respectivamente.

Os resultados paraenses indicam também uma redução de 4,4 no número de casos de suicídio. Os índices do Estado nesse item aparecem entre os mais baixos do País. A taxa para cada 100 mil habitantes no Estado foi de 3,1%. Entre a população até os 24 anos de idade a redução foi ainda maior: 11,3%. No geral, o Pará só aparece na 24º posição e na 17ª entre os jovens. (Jéssica Borges, com informações do Diário do Pará)

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