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terça-feira, 24 / maio / 2022
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PARÁ: Morador de Marabá chega aos 105 anos

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Você já parou para pensar no que pode acontecer durante um período de 100 anos? Descobertas, invenções, catástrofes, guerras, muitas mortes e muitos nascimentos. Mas, o que pensar de pessoa que vivenciou grande parte de acontecimentos marcantes e que ainda está vivo para contar a história? Esse é seu Raimundo Pereira Mendes, 105 anos. Ele depende da companheira para se locomover e não enxerga mais, ainda assim, tem muitas histórias para contar.

Seu Raimundo mora com dona Maria Lúcia em uma casa humilde na Folha 11 há mais de 20 anos, quando veio para Marabá. Ele nasceu no ano de 1906 em Pernambuco, mas passou por muitos estados brasileiros. Nessas andanças, foi batizado por uma personalidade histórica muito conhecida, Padre Cícero, um vigário cearense que até hoje é cultuado em várias partes do Brasil como um santo.

Um pouco mais crescido, ele conheceu outra personalidade que está em muitos livros de História Brasileira, Maria Bonita, a companheira de lutas de Lampião, um histórico cangaceiro que aterrorizou vários estados nordestinos. “Maria Bonita era uma morenona bonita, danada, que vivia metida em confusão”, lembra seu Raimundo. Ele contou da época em que era militar e foi delegado de polícia em são Geraldo do Araguaia: “Quando eu cheguei lá não tinha ordem, eu coloquei ordem em tudo”, conta feliz o aposentado.

De acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2009 a expectativa de vida dos brasileiros superou os 73 anos. Uma projeção do instituto indica que os brasileiros poderão chegar à média de 81,29 anos de vida em 2050. Mas o seu Raimundo contraria essa média de vida e é a prova viva de que sonho não tem idade. Com 105 anos de vida e há 50 na companhia de dona Maria Lúcia, ele quer se casar.

“Eu terminei de criar essa mulher e gosto muito dela. Ela cuida de mim e por isso eu quero me casar de papel passado, só estou esperando chegar uns documentos”, explica o ancião. Dona Maria Lúcia é a segunda mulher de seu Raimundo, o casal não tem filhos, mas o homem centenário tem filhos do seu primeiro relacionamento. “Eles moram pro sul e não vêm aqui, mas eu estou bem, tenho amigos que cuidam de mim”, diz Raimundo, sem lamentar a ausência dos filhos.

Dona Maria Lúcia fica emocionada ao lembrar os momentos que já passou ao lado do companheiro. Ela se alegra em vê-lo, mesmo com problemas de saúde, não deixar o sorriso de lado. “Ele é sempre assim, segue a rotina dele e vai viver por muitos anos, não é como muitos jovens que vivem nas drogas e terminam morrendo antes da hora”. (Elizabete Ribeiro – Correio do Tocantins)

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Diogo Pereira Mendes

Caro amigo Mendes,
estou a procura de documentos, referente a vinda de nossos parentes para o Brasil.
acredito que podes me ajudar.
grande abraço.

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